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Posts do dia 10 agosto 2010

Repetir inversão dos meias é boa arma para o Inter

10 de agosto de 2010 10

Nem Inter, nem Chivas, divulgam suas escalações com antecedência. Mas, apesar da possibilidade de alguma mudança nas escolhas de jogadores, as estruturas táticas devem se manter. O Inter no 4-5-1 com três meias ofensivos (ou 4-2-3-1), e o Chivas no 4-4-2 em duas linhas com wingers adiantadossaibam aqui como os mexicanos enfrentaram La U nas semifinais.

Neste enfrentamento, talvez a inversão dos meias-extremos colorados seja uma boa alternativa. Celso Roth tomou esta atitude no segundo tempo da partida contra o São Paulo – leiam aqui, e teve êxito na eliminação da sobra de Rodrigo Souto, lançando Taison aberto pela direita sobre o lateral-apoiador Júnior César. Originalmente, Roth prefere meias de pés invertidos: canhoto D’Alessandro pela direita, destro Taison na esquerda, ambos cortando para o meio e aproximando-se do articulador central (provavelmente Giuliano em substituição ao suspenso Tinga).

No Chivas, Ponce é o lateral-apoiador, pela esquerda. Esparza permanece mais preso à base defensiva, alinhado aos zagueiros Reynoso e Magallón. Inverter Taison e D’Alessandro é dar oportunidade ao camisa 7 colorado para explorar a linha de fundo, em velocidade, às costas de Ponce. Do outro lado, D’Alessandro seguiria procurando o meio, arrastando consigo a marcação de Esparza.

No 4-4-2, o meia-central que se apresenta para o apoio é Báez. E seu posicionamento inicial pende à esquerda. Ou seja, é o volante responsável pela cobertura de Ponce. Ambos apoiadores, dando boa perspectiva para os avanços em velocidade de Taison na transição ofensiva do Inter (o famoso contra-ataque).

Esta movimentação combinada pela esquerda do Chivas, com Ponce e Báez, compensa a ofensividade de seu lado direito. Equilibra as ações pelos dois setores, portanto. Isso porque, se Esparza não apoia muito, os mexicanos atacam forte pela direita com o meia-extremo Arellano, e com o atacante Omar Bravo. Kleber, Índio e Guiñazu precisarão estar atentos às combinações desta dupla de velocistas no setor (como indica a área em destaque no diagrama tático que ilustra o post).

Arellano pode ao mesmo tempo buscar a linha de fundo, ou então ingressar em diagonal. Já Omar Bravo costuma fazer sempre o mesmo movimento: ele sai do centro e investe no lado direito, ou fazendo dobradinha para a tabela curta com Arellano, ou abrindo espaço à diagonal agressiva do companheiro.

Bautista, centroavante de flagrantes limitações técnicas, completa a sincronia de movimentos ofensivos com um pivô curto surpreendentemente qualificado. Ele retorna para buscar jogo, sem deixar de ser centroavante, e também para marcar a saída de bola com o primeiro volante. Deve travar duelo com Sandro nesta faixa, lutando para jogar entre as costas do camisa 8 colorado e Bolívar.

Quando Bautista recua, e Bravo abre o posicionamento, Arellano encontra as condições perfeitas para a diagonal. Quando Bautista retorna à área, tanto Bravo quanto Arellano (ou Ponce e Medina na esquerda) tentam o cruzamento para a área. Báez adianta-se para o rebote ofensivo. Tanto ele quanto Ponce arriscam muitos chutes de fora da área nesta recuperação da segunda bola.

Para encerrar as sempre arriscadas projeções táticas pré-jogo, o Inter pode também se beneficiar do posicionamento excessivamente adiantado e lateral dos wingers do Chivas para obter supremacia numérica no centro do campo. Sandro (embora preocupado com o pivô de Bautista), Guiñazu e Giuliano (ou Andrezinho, ou Matias) somariam três contra Báez e Mejía, o volante marcador. D’Alessandro procurando a aproximação com o meio, ou até mesmo invertendo posicionamento com Giuliano, aumentaria a supremacia numérica do Inter à frente da área. Também uma bela perspectiva boa para o controle da posse de bola, para as trocas de passes curtos, e para o domínio da velocidade da partida, acelerando a transição ou retirando objetividade conforme a prioridade do momento.