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Trinca de volantes compromete estreia do Manchester City

20 de agosto de 2010 8

Assisti no final de semana ao jogaço Tottenham Hotspurs x Manchester City, empate em 0 a 0, na abertura da Premier League. Infelizmente, a correria não me deixou postar essa análise antes. Mas ainda acho oportuno trazermos ao debate o exemplo da milionária equipe de Manchester.

Roberto Mancini começou a temporada no 4-5-1 em duas linhas (ou 4-1-4-1). E escalou um trio de marcadores na área central. De Jong, típico volante, fez a cobertura entre a defesa e o meio-campo. Logo à frente, Barry e Yayá Touré foram os meias-centrais:

O problema está na combinação de três jogadores com características semelhantes. De Jong, Barry e Yayá Touré são prioritariamente marcadores. Embora os dois últimos tenham bastante qualidade no passe, e até alguma aproximação, não conseguem desempenhar a função de box-to-box, aquele meia necessário ao bom funcionamento das duas linhas britânicas, levando a bola ao ataque.

Resultado: domínio absoluto do Tottenham no primeiro tempo. Não fossem as defesas do goleiro Hart, e o City seria derrotado sem remissão ainda nos primeiros 45min. O time da casa adiantou as linhas e jogou no campo do City que, no 4-1-4-1 com três marcadores centralizados, cedeu a posse de bola ao Tottenham, e abdicou da transição ofensiva qualificada.

No segundo tempo Mancini corrigiu o problema, alterando o sistema para o 4-4-2 em duas linhas. E não foi necessário recorrer ao banco de reservas. Ele apenas reposicionou três jogadores: adiantou De Jong para a linha de meio-campo, abriu Barry como winger-armador na esquerda, e aproximou David Silva como um enganche ao lado de Tevez.

Nesta nova formação o City equilibrou a partida, e criou oportunidades. O Tottenham não conseguiu repetir a supremacia inicial, os visitantes criaram chances, e principalmente David Silva entrou no jogo. Tevez recebeu companhia, acabou o desabastecimento ao ataque, e descobrimos que Gomes também estava jogando – até então o goleiro do Tottenham não havia aparecido.

Um simples reposicionamento de jogadores no intervalo corrigiu o erro de planejamento tático do técnico do City.

Comentários (8)

  • Lucas diz: 20 de agosto de 2010

    E como que está o Tots??

  • Ale diz: 20 de agosto de 2010

    Boa Noite, Não acredito na possibilidade de um grande técnico como o Mancini ter escalado os 3 jogadores para atuar pelo meio. Creio que desde o início, sua estratégia era posicionar o Barry pela esquerda armando jogadas com o Silva, o que ocorreu deve ter sido um desentendimento por parte dos jogadores, o que foi corrigodo no intervalo pelo treinador. Mesmo assim não gostei das duas formas que ele escalou, o City tem bons atacentes, atuar só com o tevez, é muito pouco, os volantes não são um primor para não abrir mão de nenhum deles, se fossem volantes como Gerrard, Shwinsteinger e Veron ainda concordo, mas Barry e De Jong é brincadeira, o Ya Toure até q gosto, mas como primeiro volante, um volantão. Abraço.

  • juliano ramos diz: 20 de agosto de 2010

    agora com o milner, a solução deve ser tirar o de jong e coloca o yaya toure no lugar dele, deixando o milnar na segunda linha

    ah, e eu colocaria outro jogador no lugar do swp, de preferência o bom adam johnson, mas o mancini provavelmente vai colocar o balotelli que é bruxo dele

    alias, eu gostei de todas das contratações do mancini, com exceção dessa
    o problema do manchester city mesmo é os elefantes brancos que estavam no time antes dele chegar, e que são dificeis de se livrar hehehe

    o problema é que o tevez jogando de atacante quase camisa-9 na premier league não sei se vai funcionar tanto, mas o mancini largar do 4-5-1 vai ser díficil, e claro, o tevez como extremo em 4-3-3 não é bem a praia dele

  • Anderson C. A. diz: 20 de agosto de 2010

    O Manchester City necessita é de um manager que use a fortuna do clube não para contratar jogadores que já se consagraram em grandes clubes e que vão para o City só pelo dinheiro, sem uma motivação por estar defendendo O CLUBE. Deveriam contratar os jogadores antes deles se consagrarem em gigantes, trazendo sub’s-23, sub’s-20, etc.
    Um bom exemplo é o Shakhtar que contratou na última temporada Douglas Costa e Alex Teixeira, que se destacaram na base da Seleção Brasileira. Enquanto o isso o City gasta dinheiro com o Vieira e outros jogadores que já foram de gigantes que só estão lá ganhando grana, como o Adebayor e o Kolo Toure, só pra citar dois nomes.

  • Filipe Nunes diz: 20 de agosto de 2010

    Cecconi, talvez tenha sido só momentaneamente, mas no 1ºT eu vi os posicionamentos do Silva e Tevez invertidos em relação ao do seu desenho. Tanto é que o recuo do Silva como uma falso nove formava um losango no meio, talvez na tentativa de atrair um zagueiro pra fora da área.

    E o deslocamento do Barry pra esquerda e o alinhamento do De Jong com o resto do meio-campo aconteciam ainda no 1ºT, porém só na recomposição defensiva. Isso pq dos jogadores nas extremas só SWP recuava, pela direita.

    Imagino que o Mancini esteja tentando variar entre sistemas (losango no meio, 4-5-1) no decorrer da partida, assim como fazia na Inter.

  • Thiago SM diz: 20 de agosto de 2010

    Cecconi, temos que salientar que na Inglaterra é extremamente normal os treinadores usarem o 4-4-1-1 com um meia de criação fazendo essa ligação com o atacante como tu mesmo salientou, mas dependendo das características do jogador fica mais um 4-4-2 maquiado, como por exemplo o Manchester United, que hora faz com Rooney, e, fazia com C.Ronaldo.
    Porém, acho esse sistema muito retranqueiro por que os bretões preferm os seus meias abertos (wingers) para tentar na velocidade deles nos contraques, de forma que fiquem isolados um do outro. Desse modo, quando um desses meias recebe a bola, ele fica isolado na ponta e sempre tem a opção de jogarcom dos volantes, que nem sempre sabem ajudar na armação das jogadas.
    É a primeira vez que comento no seu blog, mas faz muito tempo que acompanho. Parabéns pelo blog.
    Abraço

  • Vinicius Ryazantsev diz: 21 de agosto de 2010

    Acho que não teve essa variação no “shape”, o City continuou na mesma formação, Barry fazia como um Carrillero argentino das antigas, caindo pela esquerda, Silva e Philips se mantiveram como wingers, e o tevez foi um verdadeiro falso nove, buscando jogo, voltando muito pra bucar a bola, eu não gosto do tevez, mas foi uma coisa boa de se ver, apesar de eu tambem não ter gostado do time ter um volante e 2 meias centrais porem com tarefas defensivas de inicio, eles foram cruciais pra melhora do city no jogo, Barry pelas suas caidas pela esquerda, Touré acertou 68 passes e errou 2, vi no “chalkboard” do Guardian, o De Jong foi o Holder classico, o que falhou com esses volantes, foi a boa estratégia de Harry Redknapp, de atacar pelos lados(bem ingles), com seus wingers, principalmente Bale, que a cada dia vem jogando mais bola, e os wingers do city, não voltavam muito, até voltavam, mas não muito, já os Spurs defensivamente, formaram aquelas 2 linhas de 4 lindas de se ver, e tambem eficientes.

  • Arthur diz: 21 de agosto de 2010

    O “problema” agora para o Mancini, é que o City contratou mais um grande jogador, Milner, e acho muito melhor que o Wright-Phillips, apesar de não ter a correria dele, mas sabe fazer uma cobertura melhor, realmente tá complicado pro Mancini, ainda tem o Super Mario Balotelli, além da grande revelação inglesa, e que vai ser titular em 2014, Adam Johnson.

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