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Com Rafael Sobis, Inter no 4-2-3-1

28 de agosto de 2010 9

O técnico Celso Roth cogitou, a partir da saída de Taison, abdicar do 4-5-1 com três meias ofensivos (ou 4-2-3-1) com o qual conquistou a Copa Libertadores 2010. Segundo o treinador colorado, após a vitória sobre o Avaí, não há no grupo do Inter um atacante destro com as características do agora jogador do ucraniano Metalista – velocidade, principalmente.

Mas no treino de ontem, que acompanhei no gramado suplementar do Estádio Beira-Rio, Roth manteve o 4-2-3-1. Para sorte do Inter. A foto abaixo ilustra o posicionamento alinhado dos meias ofensivos, com Rafael Sobis aberto pela esquerda:

Não haveria motivo, acredito, para se abrir mão de um modelo vencedor pela pura ausência de Taison. Mesmo sem contar com característica idêntica no elenco, é mais fácil para Roth adaptar outro jogador à função, do que reestruturar o sistema da equipe em um período de jogos às quartas/quintas e sábados/domingos. Sem tempo para treinar, portanto. Faz parte do trabalho do técnico levar em consideração estes aspectos no planejamento tático, vinculando qualquer mudança à possibilidade de lidar com a periodização dos treinos.

Rafael Sobis, assim como Taison, é um atacante. Não velocista, mas tão definidor quanto. Caracterizou-se em 2006 pelos gols de fora da área. Como winger pela esquerda, pode repetir esta fórmula, cortando para o meio e concluindo. Movimento que coloca Kleber no jogo, levando a marcação, abrindo o corredor para o apoio do lateral-esquerdo.

Roth acerta ao manter o 4-2-3-1. E se Rafael Sobis não se adaptar, ainda acredito que é possível testar outros jogadores na mesma função (Marquinhos, Giuliano, Oscar, Edu…), recorrendo à mudança tática em última instância.

Comentários (9)

  • Thiago diz: 28 de agosto de 2010

    Concordo plenamente com tua análise. Pode exisitir alguma dificuldade no início porque o Sóbis não está na melhor forma técnica, mas ao longo do tempo surtirá efeito. Além disso, há opções no grupo como o Giuliano e o Marquinhos para desempenhar tal função.

  • carlito diz: 28 de agosto de 2010

    Eduardo,a função de taison exige pulmão para ser excercida,até mesmo porque tem de dar piques para voltar a marcar,protegendo kléber,que não tem qualidade na marcação,abrindo o espaço alí por obrigar o defensor por aquele lado a ficar no minimo á 2 metros de distÂncia para marcar para evitar arrancada.
    Sóbis não é rápido como taison,e acredito que não conseguira desempenhar a função de winger
    Já que parece que kléber vai ir embora,colocar o leonardo daquele lado para aumentar a marcação e trocar o lado do winger para a direita,com marquinhos excercendo aquela função,cortar para o meio e chutar,pode não ser tão rápido quanto taison,mas é bem mais técnico e rematador,e pode ser uma alternativa para furar o bloqueia da inter,que joga com um zagueiro improvisado por aquele lado,zagueiro excelente,mas péssimo lateral(chivu).
    Se kléber sair o esquema pode se tornar isso,com a troca de lado de d’alessandro para a esquerda para explorar a linha de fundo,que terá com leonardo como companhia ofensiva,que é mais rápido que kleber apesar de não cruzar como ele.
    É uma possibilidade,acha que daria certo?

  • lecyCOLORADO diz: 28 de agosto de 2010

    Perfeito… Sem invenção, por favor…

    O Inter, Bi Campeão da América, pode terminar a rodada hoje em terceiro (se o Santos “ajudar”), mais próximo dos líderes, e o Grêmio em último (com um empurrãozinho do Goiás, dá…).

    VAMO INTER!!!!

  • Lorival diz: 28 de agosto de 2010

    Olá Cecconi, quero saber contigo se giuliano não rende muito mais jogando centralizado na função do tinga, que aberto como jogava taison. Com a saída do sandro recuar o tinga para junto do guiña seria uma boa?

  • Anderson Cardoso diz: 28 de agosto de 2010

    Concordo, o Inter tem jogadores para fazer a função de winger pela esquerda, considero arriscado modificar a formação tática nesse momento. Não sabemos como o Inter se sairia no 4-2-2-2 (4-4-2).

  • Filipe Nunes diz: 29 de agosto de 2010

    Méritos ao Roth que venceu o duelo tático com sobras sobre Joel. Muito pela boa sistematização e plano de jogo preparados pelo técnico do Inter, mas tb pela péssima participação do papai Joel, que mais uma vez se mostrou limitado pra contra-atacar as forças de um adversário que na prática jogou com um homem a mais no meio-campo. Foi assim tb contra Ceará, Avaí e Atlético-MG.

    Ontem, foi ainda pior. Com Alessandro posicionado à frente de um zagueiro (um dos quatro!), provavelmente com a ideia de marcar Kleber desde a intermediária, o meio-campo tinha um formato torto e sobrecarregou o improvisado Edson na esquerda pela presença constante de um meia-externo e Nei trocando passes e fazendo ultrapassagens pelo setor. Na volta do intervalo Joel demonstrou que tinha notado a falha e na entrevista à beira do campo disse que teria que marcar melhor os laterais e improvisou um 3-6-1 com os atacantes revezando o recuo pra preencher o lado esquerdo do Bota, o lado do Nei. Só corrigiu esse defeito de maneira definitiva com a entrada do Edno, e à essa altura o Inter já mantinha a posse de bola pra deixar o tempo passar, sem muitas pretensões ofensivas.

    Enfim, triste pelo resultado e preocupado com algumas ideias ultrapassadas do treinador e, principalmente, decepcionado pelo fato de que até aqui (com mais de 6 meses de trabalho) ele se mostrou incapaz de fazer o time ser mais cadenciado, passador mesmo após os reforços. Antes era o balão pro Loco Abreu, agora é a velocidade de Jobson e Maicosuel. Sempre um time de uma nota só.

  • Filipe Nunes diz: 29 de agosto de 2010

    Corrigindo, na verdade ao invés de um 3-6-1, o time que começou o 2ºT tinha mais cara de 4-4-1-1. De uma forma ou de outra, a nova distribuição isolava um atacante fazendo com que a dupla de frente perdesse contato próximo na retomada da bola pro contra-ataque.

  • Rafael Hocevar diz: 30 de agosto de 2010

    Creio que seria melhor botar o Giuliano nessa posição, até porque com Sóbis no lugar do Taison o time fica perde na marcação já o guri é muito mais marcador, mais até que o próprio Taison.

    Mas daí fica a questão, deixar um cara da qualidade do Sóbis no banco ? Mas esse é o “problema” do Inter, tem qualidade de sobra do meio pra frente, Alecsandro tem que se cuidar que o Damião tá cada vez melhor.

    Problema mesmo nesse time é a zaga, por mim mandaria o Bolívar embora logo, erro dele que custou aquele gol do Chivas no beira-rio, e Índio já pode se aposentar, erro dele no gol do Chivas lá no México. Não sei quanto a você mas minha zaga titular é Dalton e Sorondo, sim tem o problema do entrosamento, mas Bolívar e Índio estão jogando juntos desde 2005 e esse ano foi um show de erros de ambos, ano passado eram patéticas as atuações do Índio.

  • juliano diz: 30 de agosto de 2010

    não dá pé continuar com essa formação sem o taison, o d’alessandro na direita já era uma improvisação… agora com o sobis na esquerda não tem como funcionar

    um dos motivos de eu sempre fazer questão de usar 4 números pra definir táticas (quando preciso) é que eu tenho ódio de ouvir falar de “4-4-2″ com dois meias centrais(4-2-2-2), é a formação que ainda estraga o futebol brasileiro eu odeio pensaram que só existe isso ou 3-4-1-2( que é menos pior, acredite), com os “especialistas” que só marcam ou só atacam, sem nenhum meio pra isso, os times que já se ligaram nisso já tão ganhando titulos, enquanto isso o (meu hehe) grêmio, e os treinadores são burros de acreditar nisso, fica chupando bala colocando douglas e souza juntos…

    fluminense não vai ser campeão brasileiro por um motivo: não tem como conca e deco jogarem juntos, eles fazem exatamente a mesma função, e os zagueiros do time não são bons pra jogarem no 2×2 com atacantes
    e não ser campeões

    grêmio vai ser rebaixado com douglas e souza juntos no mesmo barco

    é engraçado ler comentários em sites e gente cogitar o alex cabeção soneca junto do valdivia num meio campo… as pessoas não tem a minima ideia de nada com nada

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