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Peñarol resgata o toque de bola uruguaio com o 4-2-3-1

03 de setembro de 2010 7

Abro hoje no blog Preleção espaço ao colega Lucas Rizzati, redator do site zerohora.com. Ele assistiu à vitória do Peñarol sobre o Barcelona de Guayaquil (1 a 0, no Equador, pela Copa Sul-Americana), e nos privilegia com uma análise do Peñarol. A boa notícia é o resgate do toque de bola – uma característica do futebol uruguaio - obtido através do 4-2-3-1. Confiram abaixo o texto do Lucas:

Em um 4-5-1 com dois volantes e três meias (ou 4-2-3-1), o Peñarol adotou uma postura equilibrada, e em nenhum momento se acanhou no campo de defesa. Entre as tantas  qualidades do time, começo pela que mais chamou a atenção: a velocidade na transição da defesa para o ataque.

Marcando em zona e pressionando a bola – não o  jogador – a coesa equipe uruguaia parecia não fazer esforço nenhum para desarmar os equatorianos. Enquanto o 4-3-3 do Barcelona apresentava pouca mobilidade, com trocas de passes laterais, os qualificados volantes Sosa e Arevalo roubavam a bola com perícia, começando o contragolpe (ou o ataque  simplesmente).
 
Com a bola, a estratégia do Peñarol é clara. A equipe prioriza as aproximações, com passe curto e triangulações. A saída predileta é pela direita, nas combinações do meia-extremo Estoyanoff com o lateral Aguirregaray e com o volante Sosa.

Se não houvesse espaço na direita, o plano B era a inversão para a esquerda – sem ligação direta. Palacio, o único atacante, é baixo e de velocidade. Ele abre lateralmente na direção do meia-extremo da esquerda. No espaço deixado por ele, infiltra-se o enganche Pacheco, um condutor de bola que conclui bem a gol.

O Barcelona jogou no 4-3-3 com triângulo de base alta no meio-campo. Mas, com os meias distantes dos atacantes, a equipe se mostrou sem alternativas. Engessada. Para a bola chegar à frente, só com uma condução excessiva dos meias, ou pela ligação direta. Com isso, mesmo fora de casa, quem manteve a posse e propôs o jogo foi o Peñarol. jogo era o pró-ativo e equilibrado Peñarol”.

Comentários (7)

  • ELTON diz: 3 de setembro de 2010

    Também assisti à partida.

    Afora o esquema tático, me chamou a atenção a

    maior qualidade técnica do Penharol, sempre aliada

    à tradicional raça uruguaia. Não há bola perdida, não

    há firula, não há corpo mole. Se o Grêmio jogasse nesse

    mesmo esquema, mas com a vontade de alguns jogadores,

    certamente perderia para o Barcelona de Guayaquil.

  • Eduardo Carpe diz: 3 de setembro de 2010

    Buenas, o retorno as vitórias do Gigante Penãrol, se deu há um semestre, pelas mãos do treinador Diego Aguirre, hoje já não mais técnico dos Carboneros. No entanto, este sistema de jogo, com forte marcação e saídas em velocidade pelos lados do campo, foram a arma letal do Penãrol no último campeonato Uruguayo, onde venceu o torneiro Clausura, e a grande final contra o Nacional, que havia ganho o torneiro clausura anterior. O que não acontecia desde 2003. Este Penãrol, possuí um excelente arquiteto, Sebástian Sosa, que compença a baixa estatura com impulsão e grande reflexo, A Defesa, joga junto desde o começo de 2010, se assemelhando muito a defesa da Internazionale, Alcoba, Rodrguez e Albin, são fogadores mais fixos, liberando o veloz e aguerrido Aguirregaray para se juntar ao ataque. Este inclusive, foi sondado para substituir o próprio Maicon na Inter, cas este fosse vendido. Na meia cancha, o melhor primeiro voltante da Copa da Africa 2010, Arevalo Rios, baixo, mas muito veloz, marca e distribui com passes rápidos e curtos. Só não foi vendido porque a idade fez o preço não satisfazer seus donos de passe. Ao seu lado, El Pato Sosa, volante charrua, marca muito forte e distribui bem o jogo em tabelas com Aguirregaray e el lolo Estoyanoff. Sosa subistitui a Orteman, que foi para o México após o titulo Uruguayo. O Argentino Marcinuccio, substitui o jovem e talentoso Gaston Ramirez, que fazia pelo lado esquerdo no titulo Uruguayo o papél que Aguirregaray faz pela direita. Na verdade Marcinnuccio era o atacante de velocidade no lugar que hoje é ocupado por Palácios, e ocupa a vaga de Gaston que foi vendido, jogando como o Taison jogou na Libertadores 2010. Toni Pacheco, El Genio Toni, jogador veterano, cria do Peñarol, rodou a Europa e voltou para ser maestro deste novo Peñarol, desde o último Uruguayo, é a referência técnica, é o Da-le do Peñarol, só que cadencia menos, faz lançamentos, e concluí, foi artilheiro do último Uruguayo, juntamente com Sosa, demonstram grande identificação com o clube, com as cores, com a torcida, estes dois eu vi chorarem na final do Uruguayo. El Lolo Estoyanoff, retorna ao clube, vindo da Europa e substitui outro “Eutopeu”, o excelente Urretavizcaya, que voltou ao Benfica, jogava por emprestimo. El Lolo, outro antigo idolo carbonero, caiu como uma luva na vaga de Urreta. E Palacios é a novidade no ataque. Bueno, somado a este padrão de jogo herdado dos tempos de Diego Aguirre, e a reposição cirurgica de peças importantes, e a manutenção da espinha do time campeão: Sosa, Alcoba, Arevalo, Pacheco, el Carbonero contratou o Argentino Solari, ex Real Madrid, que poderá ocupar a vaga de Palácios, retornando Marcinuccio a sua posição no último Uruguayo.

    Atenciosamente
    Eduardo Carpe
    Desde La Fronteira Del Uruguay

  • Regis diz: 3 de setembro de 2010

    Bom dia Eduardo, gostaria que vc fizesse uma analise mostrando as semelhanças (que acredito ser muitas) e as diferenças desse sistema que esta na moda 4-2-3-1 do sistema da moda dos anos 70/80 com o bom e velho 4-3-3 onde tinhamos no meio o volantão, o meia armador (que jogava mais recuado e armando o time) e o meia direita (que se aproximava mais do centroavante), e na frente os ponteiros que marcavam seus laterais e o centroavante que brigava com os zagueiros. Vejo muitas semelhanças nas funções do sistema da moda de hj com as funções do velho 4-3-3. Para mim só adaptaram os nomes, e o estilo de jogo dos jogadores atuais , mas a função é basicamente as mesmas, mas posso estar muito enganado pois o estudioso de taticas aqui é voce.

  • Lucas Trindade diz: 3 de setembro de 2010

    Sensacional. Claro que o Peñarol não é o Barcelona latino, mas a melhora do futebol é muito grande!
    Estoyanoff e Aguirregaray tabelam muito (lance do gol foi pela direita inclusive)
    Libertadores 2011 promete!

  • Ernani diz: 3 de setembro de 2010

    Assiti tbm este jogo e faço uma pergunta:

    Qual é a diferença desta formação para a que é usada pelo inter, além do atacante, que no Penarol é baixo e veloz, enquanto no inter é alto e pesado?

  • Luis Felipe Beck diz: 3 de setembro de 2010

    Gostaria muito de ver o antigo e sudoso 4-3-3. Principalmente no Gremio:
    Victor, Mario F.,Vilson, Rafael M.,Newton, Adilson,Fabio R., Souza(douglas),Jonas, André, Borges.

  • Marcelo Rolim diz: 3 de setembro de 2010

    Tbm assisti e gostei muito do Peñarol, parece ter melhorado bastante, só me pareceu faltar um melhor centroavante…tenho el manya como segundo time, como sou da fronteira…depois é claro do colorado…q bom seria, Recopa 2011, Inter v Peñarol…aguante el manya!

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