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Inter no 4-4-2, sem recorrer ao banco de reservas

06 de setembro de 2010 6

No segundo tempo da partida final da Copa Libertadores 2010, no Estádio Beira-Rio, a virada do Inter sobre o Chivas Guadalajara passou pela mudança no sistema tático. Celso Roth não se limitou à simples inversão dos meias-extremos – passando Taison para a direita, e D’Alessandro para a esquerda. O treinador colorado também adiantou o argentino camisa 10, transformando D’Alessandro em um segundo atacante, ao lado de Rafael Sobis – lembrem aqui.

E ontem, na vitória sobre o Grêmio Prudente, Celso Roth repetiu a variação tática para o 4-4-2. Consolidando este sistema como a mais forte alternativa ao preferencial 4-5-1 com três meias ofensivos (ou 4-2-3-1). A única mudança, na comparação com o jogo que valeu o bicampeonato da América, está nos nomes envolvidos.

Roth tentou a simples inversão dos extremos para furar o bloquei do Prudente. Giuliano passou para a esquerda, e Rafael Sobis para a direita. Mas esta mudança no posicionamento dos wingers não deu resultado. A equipe seguiu submissa à marcação adversária.

No segundo tempo, Roth manteve Giuliano na direita, e “espetou” Rafael Sobis à frente. Tinga saiu do meio mais para a esquerda. E configurou-se o 4-4-2. Modelo que pode até mesmo assumir o desenho do 4-4-2 britânico, caso Roth veja a necessidade de abrir seus meias e alinhá-los aos volantes. Ou então apenas reposiciona ambos, aproximando-os mais em um formato mais brasileiro, como me pareceu ontem.

Tudo isso sem recorrer ao banco de reservas. Mais uma vantagem da estratégia aplicada ao 4-2-3-1: adaptar atacantes à função extrema da segunda linha de meio-campo permite a variação tática sem queimar substituições.

Comentários (6)

  • Wilson Farina diz: 6 de setembro de 2010

    Contra time muito fechado assim o Inter ainda sente a falta do Taison, pela extrema velocidade q ele tem e permitia furar essas defesas. Só vejo soluçar pra isso se o Marquinhos entrar no time, unico com caracteristicas parecidas.

    Mas o Sobis tá muito bem, voltou como um jogador mais completo, ajuda a marcar e armar, proteja muito bem a bola, passa bem, e é raçudo. Só tem jogado longe do gol, na maior parte do tempo.

    Poderia jogar o Sobis de 9 (como achei que ele foi bem na final da Libertadores, e tem as caracteristicas que tu citou naquele post recente sobre o centroavante do 4-5-1) e o Marquinhos aberto pelos lados. Que que tu acha?

  • Antonio diz: 6 de setembro de 2010

    Em outras palavras. Devemos utilizar o esquema tático de acordo com as características dos jogadores. Sobis rende muito mais se jogar próximo da grande área, é um excelente atacante!. Colocá-lo na posição do Taison ( meia-atacante) é o mais puro disperdício de talento, sem falar na miopia absoluta que é querer que ele corra em alta velocidade como o Taison fazia. Outras questões: Tinga não seria o melhor substituto do Sandro? Marquinhos não é o jogador funcionalmente mais parecido com o Taison?
    Abraço Edu.

  • papai eh o maior diz: 6 de setembro de 2010

    Eu investiria em MARQUINHOS para o lugar do TAISON.

  • Wilson Farina diz: 6 de setembro de 2010

    Opa, mandei um ‘soluçar’ q era ‘solução’, e um ‘proteja’ q era pra ser ‘protege’, mal ae gurizada, hehe

  • Alexandre diz: 7 de setembro de 2010

    tambem acho que o Tinga podia entrar no lugar do sandro, ai ao inves do marquinhos, talvez entrar o giuliano, ou tentar nos treinamentos ver quem melhor se encaixa, o giuliano ou o marquinhos, o que acham?

  • Vandré diz: 7 de setembro de 2010

    Acho que o Tinga dá melhor contribuição na função que está fazendo, pois chega com qualidade no ataque, tem o passe qualificado para a armação e, sem a bola, pode auxiliar o sistema defensivo na marcação. Mas concordo que poderia se utilizar o Sóbis como centro-avante e o Marquinhos como meia esquerda, guardando o Damião para alternativa em um jogo mais travado no meio-campo.

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