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Argentina aplica o contra-ataque ao 4-1-4-1

07 de setembro de 2010 4

Depois do insucesso na Copa do Mundo 2010, Maradona deixou o comando técnico da seleção argentina criticado por desguarnecer a defesa. Na África do Sul, ele adotou inicialmente o 4-5-1 com três meias (ou 4-2-3-1 – leiam aqui) e o 4-4-2 também com trio ofensivo (ou 4-1-3-2 – leiam aqui), sempre priorizando a escolha de jogadores com características mais ofensivas. Com Maradona, a Argentina propôs o jogo, buscou a posse de bola, adiantou as linhas, mas também sobrecarregou Mascherano.

Hoje, o interino Sergio Batista fez o planejamento inverso. Distribuiu a equipe no 4-5-1, mas em outra variação. A Argentina goleou a Espanha em amistoso (4 a 1) jogando no desdobramento para o 4-1-4-1, com duas linhas de quatro jogadores, e Mascherano entre elas. Confiram no diagrama tático:

Logo à frente de Mascherano, posicionaram-se Cambiasso e Banega. Dois combatentes centralizados, de movimentação restrita a um curto espaço de campo, e com atribuições principalmente defensivas. Alinharam-se a eles Tevez e Messi, respectivamente à esquerda e à direita, como meias-extremos de “pés invertidos”. Higuaín foi o centroavante, de referência.

A estratégia aplicada a este 4-1-4-1 foi o contra-ataque. Mesmo jogando no Monumental de Nuñez, a Argentina ofereceu campo à Espanha, e permitiu aos campeões mundiais ter posse de bola e trocar passes entre as intermediárias. Sem a bola, as linhas argentinas recuavam, marcando por zona com pressão sobre a bola, sem nunca se desorganizar – os jogadores mantiveram-se fiéis aos posicionamentos e às funções.

Recuperada a bola, aparecia a rápida transição ofensiva. Com três jogadores protagonizando estes contra-ataques em velocidade: Messi, Tevez e Higuaín. Os dois primeiros, disparando em diagonais do lado para o meio; e o centroavante recuando para se oferecer às tabelas, e ao mesmo tempo para abrir espaço ao ingresso vertical dos extremos.

Deu tudo certo. A Espanha caiu na armadilha de Batista, posicionando seus jogadores no campo argentino, e vulnerabilizando-se para os contra-ataques. Messi e Tevez conseguiram sincronizar movimentos, com Tevez de “winger armador”, recebendo a bola, e Messi de “winger finalizador”, recebendo às costas da defesa. Em 13min, a Argentina vencia por 2 a 0 (Messi e Higuaín), depois Tevez marcou o terceiro em erro de Reina, e no 2º tempo Di Maria (entrou no lugar de Tevez) repetiu a mesma jogada, recebendo de Messi entre o zagueiro e o lateral, mas teve o gol anulado por impedimento.

Grande atuação da Argentina, com organização tática, estratégia adequada à partida – pela característica do adversário - e bom desempenho dos jogadores. Jogaço.

*P.S: Nas entrevistas, Batista diz ter jogado no 4-3-3. Uma diferença conceitual para descrever o mesmo modelo de jogo. Ele considera variação tática o avanço de Messi e Tevez, configurando 4-5-1 sem a bola, e 4-3-3 com ela. Para mim, Tevez e Messi tiveram como faixa principal de atuação o meio-campo extremo, pelos lados, e este avanço não configura variação.

Comentários (4)

  • Felipe C. diz: 7 de setembro de 2010

    Pra mim esse jogo de hoje prova uma coisa:
    a Argentina era melhor que a Espanha, mesmo que seja um amistoso.
    O time da Argentina era muito bom.
    Apesar de que o grupo se ressentiu por alguns ótimos jogadores não terem sido chamados pelo Maradona – Cambiasso, Gago, D’ale, etc – que fizeram falta na Copa.
    Pois acho que faltou foi treinador…

  • Paulo diz: 8 de setembro de 2010

    Não foi 4-4-4-1, foi 4-3-2-1. E amistoso é só amistoso…a Espanha estava bem desfigurada…

  • EDSON diz: 8 de setembro de 2010

    GOSTO DA ARGENTINA,MARADONA ERROU NO MEU PONTO DE VISTA EM NÃO LEVAR A COPA ZANETTI,CAMBIASSO GOSTO MUITO DO FUTEBOL DESSES DOIS,MAS TB PREFIRO O DIEGO MILITO NO LUGAR DO HIGUAIN,ACHO MILITO MAIS MATADOR,ESPANHA É MUITO ARROGANTE PRINCIPALMENTE PIQUE E SERGIO RAMOS…..

  • Roberto diz: 8 de setembro de 2010

    Pra ver que a melhor tática ainda é a mais simples. O Grêmio também poderia tentar algo parecido, com o Mário Fernandes de primeiro volante (deve ser melhor que Ferdinando), Adilson pela esquerda e Rockemback pela direita, Douglas aberto pela direita, Jonas na esquerda, e Borges na referência.

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