Ontem pude assistir ao compacto da vitória do Atlético-MG sobre o Santos - 3 a 2 - e conferi a equipe treinada por Wanderley Luxemburgo pela primeira vez no ano. Gostei da proposta tática, principalmente pelo casamento entre planejamento e característica dos jogadores.
O Atlético-MG de Luxemburgo posicionou-se no 4-4-2 com meio-campo em losango. A estrutura tática é a usual para este sistema: linha de quatro defensores, com apoio alternado dos laterais; volante central que cobra ambos os lados; dois volantes-apoiadores que fazem a saída de bola e marcam sem ela; um organizador central; um atacante de movimentação; e um centroavante de referência.
A escolha de Luxemburgo me parece acertada principalmente pela combinação da estratégia com a característica de dois jogadores. Fabiano Costa e Corrêa são muito eficientes no cumprimento da tática individual de "apoiadores". Aliam força na marcação e disciplina tática com capacidade física para fazer a transição ofensiva, bom passe e potência nos chutes de média distância.
Contra o Santos, este quarteto de meio-campo teve bom desempenho. Zé Luís se mostrou um abnegado volante destruidor, enquanto Fabiano Costa e Corrêa movimentaram-se muito nas suas respectivas faixas de atuação, paralelas à linha lateral, em função que na Argentina se costuma chamar de "carrilleros". E Ricardinho é um regente nato, um organizador central que sabe modificar a velocidade da partida de acordo com a necessidade da sua equipe: saída rápida ou retenção de bola, agressividade ou paciência.
A escolha de Luxemburgo para o Atlético-MG, reitero, parece-me justa e acertada.


