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Posts na categoria "Seleção da Nigéria"

Coreia "espeta" wingers para pressionar a Nigéria

22 de junho de 2010 1

A Coreia do Sul mantém nesta Copa do Mundo o 4-4-2 em duas linhas com o qual disputou as Eliminatórias Asiáticas, e os amistosos de preparação ao Mundial da África do Sul - conforme se projetou aqui no blog Preleção. Mas hoje, no empate com a Nigéria - 2 a 2 - a seleção sul-coreana precisou adotar uma postura diferente para conquistar a classificação às oitavas de final, onde vai enfrentar a bela seleção do Uruguai, primeira colocada do Grupo A.

Logo cedo, a Nigéria marcou um gol - aos 12min. Resultado que eliminava os sul-coreanos. O técnico Jung Moo Huh não desestruturou a equipe, não fez alterações táticas, mas apresentou uma sensível modificação de estratégia, na comparação com o que foi feito na vitória sobre a Grécia, e na derrota para a Argentina (principalmente).

Hoje, a Coreia do Sul "espetou" os wingers no campo adversário, aplicando ao 4-4-2 em duas linhas uma estratégia agressiva. Reparem na imagem que ilustra o post, retirada do heat map do site da Fifa, registrando a movimentação dos jogadores sul-coreanos logo após o gol sofrido (entre os 15min e os 30min do 1º tempo. Tanto na esquerda, com Park Jisung (camisa 7), como na direita, com Chungyong (17), o posicionamento dos meias-extremos adiantou-se.

Na prática, os adeptos de linhas mais modernas da análise podem até mesmo configurar como uma variação para o 4-2-4. Eu prefiro me amparar em conceitos mais ortodoxos da teoria tática, e vejo neste posicionamento adiantado o cumprimento de uma função mais ofensiva, mas ainda assim atrelada à meia-extrema. Ou seja: ambos foram wingers, não atacantes.

Essa perspectiva se dá pela recomposição na transição defensiva, com Park Jisung e Chungyong recuando e se alinhando aos meias-defensivos (Sungyueng - 17; e Jungwoo - 8), marcando por zona, sem desorganizar a equipe. Novamente com o heat map da Fifa é possível diagnosticar esta movimentação intensa que caracteriza o meio-campista ofensivo responsável pela marcação e pelo apoio simultaneamente, na região em vermelho ocupada por Park Jisung - que vai da área adversária, centralizado, como um auxiliar de atacante, até a intermediária defensiva (o mapa precisa ser lido da direita para a esquerda, sendo a direita o campo defensivo, e a esquerda o ofensivo):

Seleções da Copa de 2010: análise tática da Nigéria

08 de maio de 2010 6

Não foi fácil reunir informações confiáveis sobre a Nigéria, assunto de hoje na série diária do blog Preleção sobre as 32 seleções da Copa do Mundo de 2010. O principal problema é projetar algo que não se conhece, afinal, os africanos trocaram o técnico após a conquista do 3º lugar na Copa Africana de Nações. Saiu Shuaibu Amodu, entrou o sueco Lars Lagerback.

Na CAN 2010, a Nigéria apresentou um sistema que dá margem a diversas interpretações. Nos vídeos aos quais assisti, pareceu-me um 4-4-2 em duas linhas de quatro jogadores, com wingers "espetados" no alto, e dois atacantes de muita movimentação. Mas encontrei em outras análises a descrição do 4-5-1 com três meias ofensivos (o 4-2-3-1), e até mesmo o 4-3-3, devido à projeção forte de Obasi pela esquerda. Tentei reproduzir essa complexidade de informações no diagrama tático que ilustra o post.

Amodu modificou bastante a escalação de jogo para jogo. Mas manteve esta proposta de atacar em velocidade pelos lados do campo. Obasi na esquerda fez diagonais incisivas na direção de Martins, atacante do Wolfsburg - que não teve companheiro fixo. O segundo atacante mudou bastante, e teve também a tática individual do recuo para buscar jogo, centralizado.

O principal problema, propondo o jogo e posicionando suas linhas em áreas avançadas de campo, foi a exposição ao contra-ataque. A Nigéria sofreu muitos gols por não conseguir organizar-se na transição defensiva. Há bons volantes e zagueiros fortes fisicamente, mas os laterais apoiam muito e não contam com tanta abnegação dos meias-extremos na marcação.

Precisamos agora aguardar a realização de amistosos para saber o que pretende o técnico sueco. Para piorar, ele pré-convocou 44 jogadores, o que amplifica demais as alternativas para análise. Confiram esta lista:

Goleiro: Vincent Enyeama (Hapoel Tel Aviv-ISR), Dele Aiyenugba (Bnei Yehuda-ISR), Austin Ejide (Hapoel Petah Tikva-ISR), Greg Etafia (Moroka Swallows/AFS) e Bassey Akpan (Bayelsa United).

Defensores: Taye Taiwo (Olympique-FRA), Elderson Echiejile (Rennes-FRA), Chidi Odiah (CSKA-RUS), Onyekachi Apam (Nice-FRA), Olubayo Adefemi (Boulogne-FRA), Joseph Yobo (Everton-ING), Daniel Shittu (Bolton Wanderers-ING), Ayodele Adeleye (Sparta Rotterdam-HOL), Michael Odibe (Siena-ITA), Sam Sodje (Charlton Athletic-ING), Rabiu Afolabi (SV Salzburgo/AUT) e Terna Suswan (Lobi Stars).

Meio-campistas: Femi Ajilore (Groningen-HOL), Kalu Uche (Almería-ESP), Dickson Etuhu (Fulham-ING), John Obi Mikel (Chelsea-ING), Sani Kaita (Alaniya-RUS), Haruna Lukman (Mónaco-FRA), Yusuf Ayila (Dinamo Kiev-UCR), Seyi Olofinjana (Hull City-ING), Onyekachi Okonkwo (Zúrich/SUI), Omatsone Aluko (Aberdeen-ESC), Gabriel Reuben (Enyimba), Solomon Okpako (Kano Pillars), Bartholomew Ibenegbu (Heartland)

Atacantes: Yakubu Aiyegbeni, Victor Anichebe (Everton-ENG), Chinedu Obasi (Hoffenheim-ALE), Nwankwo Kanu, John Utaka (Portsmouth-ING), Obafemi Martins (Wolfsburg-ALE), Brown Ideye (Sochaux-FRA) Joseph Akpala (Brugge-BEL), Peter Utaka (Odense Boldklub-DIN), Michael Eneramo (Esperance/-UN), Ikechukwu Uche (Real Zaragoza-ESP), Obinna Nsofor (Malaga-ESP), Osaze Odemwingie (Lokomotiv-RUS) e Ahmed Musa (Kano Pillars).