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Posts com a tag "Champions League"

Poucas mudanças na Liga dos Campeões

29 de abril de 2009 4

Nas duas partidas que abriram as semifinais da Liga dos Campeões da Europa, os quatro participantes dos confrontos decisivos apresentaram poucas mudanças em comparação com seus sistemas táticos e estratégias habituais. Ainda assim, mesmo que as características de cada um apontassem para jogos com muitos gols, assistimos a um 0 a 0, e um 1 a 0.

Ontem, Barcelona e Chelsea empataram em 0 a 0, na Espanha. Enquanto o Barça em nada alterou suas convicções - Guardiola manteve o 4-3-3, com um volante (Yaya Toure), dois meias (Iniesta e Xavi) e três atacantes (Messi, Eto`o e Henry) - amassando o adversário, os ingleses recuaram da postura usual.

Guus Hiddink armou o Chelsea no 4-4-2, trocando o atacante Anelka pelo volante Mikel. Claramente preocupado em bloquear as diagonais de Messi e Henry, e com outra preocupação - controlar o meio-campo - o Chelsea abdicou do seu sistema predileto com três atacantes. Na verdade, o sistema pode ser traduzido em 4-3-1-2, com Ballack centralizado, Essien na direita, Mikel na esquerda, e Lampard fazendo o enganche para Malouda, aberto na esquerda, e Drogba centralizado. Mas a estratégia se mostrou arriscada.

Segundo a estatística da ESPN, mesmo contra quatro meio-campistas, o Barcelona obteve 71% da posse de bola, criando 19 oportunidades de gol, e obrigando Cech a 6 defesas consideradas difíceis. Já o Chelsea teve apenas um lance de gol claro. Nada mais do que isso. Ainda assim, segurou o 0 a 0, e leva a decisão para Londres. Vale lembrar, entretanto, que tem saldo qualificado no desempate, e o Chelsea não fez gol fora de casa.

Hoje, o Manchester venceu o Arsenal por 1 a 0, e também - a exemplo do Chelsea - com uma alteração. Mas ofensiva. O time de Sir Alex Ferguson apresentou uma bela variação do 4-4-2 britânico para o 4-3-3.

Na prática, o Manchester teve três meio-campistas centralizados - Carrick no vértice mais recuado, Fletcher pela direita, e Anderson à esquerda. No ataque, Rooney e Cristiano Ronaldo fizeram a mesma movimentação de sucesso da fantástica virada sobre o Tottenham do último final de semana. Rooney jogou aberto pela esquerda, e C.Ronaldo na direita, ambos em diagonais para a área, aproveitando-se do recuo estratégica de Tevez.

Já o Arsenal foi o mesmo. Arsene Wenger repetiu o 4-5-1 com dois volantes e três meias (ou 4-2-3-1, como queiram). Sem poder utilizar Arshavin, ele posicionou Fábregas, Nasri e Walcott à frente de Song e Diaby. Adebayor foi o centroavante de referência. Denilson perdeu espaço, e foi para o banco.

Houve equilíbro nas ações. A posse de bola ficou bem dividida, com leve vantagem do Manchester. Mas, em função da marcação adiantada e da estratégia ofensiva, o time da casa criou muitas oportunidades a mais - foram 14 contra 4. O placar, entretanto, foi de apenas 1 a 0, com o gol de O`Shea surgindo em cobrança de escanteio.

Os jogos de volta serão em Londres. O Chelsea com a vantagem de ter empatado fora contra o Barcelona, e o Manchester com mais vantagem ainda - não sofreu gols em casa, e venceu - mesmo precisando confirmar esta situação no Emirates Stadium.

Postado por Eduardo Cecconi

As táticas dos finalistas da Liga dos Campeões

06 de abril de 2009 2

O Porto joga no 4-5-1, com variações ofensivas para 4-4-2 e 4-3-3, em função do apoio dos meias-extremos pelos lados

Entre os oito finalistas da Liga dos Campeões da Europa, estava devendo para vocês a análise de apenas uma equipe: o Porto. Por isso hoje trago ao debate todos os participantes do mata-mata, com ênfase nos portugueses.

O Porto joga em um 4-5-1 muito ofensivo. É constante a variação, conforme a estratégia, para o 4-4-2 ou até mesmo para o 4-3-3. O meio-campo se baseia em três linhas. Na primeira joga, centralizado como volante. Logo à frente atuam, a exemplo de Magrão e Guiñazu no Inter, dois apoiadores - Lucho González pela direita, Raúl Meireles na esquerda. O diferencial está na terceira linha.

Dois meias extremos atuam absolutamente abertos pelas pontas - Lisandro López na direita, Cristian Rodriguez na esquerda. López é mais ofensivo, tanto para aprofundar as jogadas, como também para entrar na diagonal em direção ao centroavante Hulk. Cristian Rodriguez, na variação para o 4-4-2, fecha mais pelo meio como um articulador, mas também apoia ofensivamente e simultaneamente a López, na variação para o 4-3-3.

Para sustentar esta estratégia, a equipe tem uma linha-base na defesa. Os laterais saem pouco, deixando os lados para Rodriguez e López. O primeiro volante não conhece o campo adversário. Lucho e Raúl, apesar de se aproximarem dos meias extremos na articulação, têm vigor para o combate intenso no meio-campo.

Como joga o Porto, dentro deste cenário? Nos contra-ataques, preferencialmente, é lógico. A equipe mantém a linha-base de defesa, segura o volante e os apoiadores, e bloqueia os lados com os wingers - que puxam o contra-ataque em velocidade assim que a bola é recuperada. Nas duas partidas contra o Atlético de Madri, por exemplo, o Porto teve menor posse de bola. Deixou os espanhóis trocarem passes à espera do momento para partir rapidamente.

Feita a análise do Porto, recupero os posts sobre os outros sete finalistas da Liga dos Campeões. Basta clicar no nome de cada equipe para conferir os debates sobre as táticas já realizados aqui no Preleção. Aí vai:

Manchester United x Porto

Villarreal x Arsenal

Liverpool x Chelsea

Barcelona x Bayern de Munique

Postado por Eduardo Cecconi

Gre-Nal na Liga dos Campeões

05 de novembro de 2008 24

Acompanhei as rodadas de ontem e hoje da Liga dos Campeões da Europa, e fiquei atento à participação de jogadores que passaram pelo Grêmio e pelo Inter. No total, em 16 jogos, nove representantes da dupla Gre-Nal estiveram presentes na mais rica competição de clubes do Mundo.

A maioria das equipes joga no esquema 4-5-1 com três meias ofensivos. É o sistema tático da moda na Europa. E com ele surge a primeira coincidência deste post do blog Preleção: nossa "Seleção Gre-Nal" da Liga dos Campeões conta exatamente com cinco meio-campistas.

Reunindo todos os ex-jogadores de Grêmio e Inter em uma equipe só, o time do Preleção teria um meio-campo bastante marcador e impetuoso: Lucas (Liverpool) e Rochemback (Sporting) no combate à frente da área, Fernando (Bordeaux) mais centralizado, Felipe Mello (Fiorentina) aberto na direita e Anderson (Manchester United) na esquerda. Luiz Adriano (Shaktar Donetsk), um dos protagonistas do título Mundial do Inter em 2006, completa o sistema tático aliando referência com velocidade.

Na defesa, um verdadeiro paredão: Lúcio (Bayern), capitão do Brasil, e Polga (Sporting), titular incontestável no Sporting. E o goleiro é Cássio (PSV). Somente Cássio e Anderson permaneceram 90 minutos na reserva, e não foram utilizados. Polga, Rochemback, Lúcio, Fernando e Felipe Mello foram titulares; Luiz Adriano e Lucas entraram no segundo tempo.

A segunda coincidência desta Seleção Gre-Nal na Liga dos Campeões é ainda mais oportuna: faltam laterais. Nem Grêmio, nem Inter exportaram bons laterais para os clubes europeus que chegaram à fase de grupos da competição. Não é por acaso, concluo, que a dupla Gre-Nal sofre com seus laterais de hoje: estão saindo das categorias de base muitos bons volantes, excelentes meias, atacantes de destaque e zagueiros competentes. Mas nada de laterais, como comprovam os pontos de interrogação no diagrama tático do post.

Entre os nove ex-jogadores da dupla Gre-Nal presentes nesta rodada da Liga, apenas Felipe Mello não surgiu no Rio Grande do Sul. E Fernando começou no Juventude. Os outros sete jogadores foram criados na base de Grêmio e Inter (incluindo Lúcio, descoberto no Guará ainda jovem). Dividindo os nove, são seis ex-gremistas e três ex-colorados.

Faltam laterais para completar este time. Porque esta escalação, com o sistema tático 4-5-1 proporcionando muitas variações de estratégia e tão difundido nos grandes clubes, poderia dar certo na Liga. Alguém lembra de laterais revelados pela dupla Gre-Nal que estejam na Europa, e poderiam fechar a nossa Seleção fictícia? George Lucas? Mais algum?

Postado por Eduardo Cecconi