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Posts com a tag "Cruzeiro"

Cuca resgata o 4-4-2 em losango no Cruzeiro

09 de setembro de 2010 5

Antes de enfrentar o Inter – ontem, em Uberlândia – Cuca viu seu predileto 3-5-2 ruir com os desfalques na zaga. Sem três zagueiros para escalar, o treinador cruzeirense recorreu a um modelo tático bastante conhecido no histórico recente do clube. E o resgate do sistema utilizado durante praticamente três temporadas por Adilson Batista resultou na vitória de 1 a 0 sobre a equipe colorada.

Contra o Inter, o Cruzeiro se utilizou do 4-4-2 em losango. O desenho do meio-campo pode ser considerado “assimétrico”, como já fizeram Tite no Inter e Carlo Ancelotti no Chelsea. Conceito geométrico que se aplica em função do desalinhamento entre os dois apoiadores da segunda linha de meio-campo.

Marquinhos Paraná foi o primeiro vértice do losango, centralizado, na proteção à linha defensiva. Logo à frente vieram os dois apoiadores: Henrique, à direita, mais recuado; e Everton, pela esquerda, mais adiantado. Roger completou o setor como ponta-de-lança, aproximando-se dos atacantes, e com liberdade para se movimentar de lado a outro.

No ataque, não houve centroavante de referência. O argentino Farías jogou com a camisa 9, mas partindo do lado esquerdo. E Thiago Ribeiro fez o mesmo no setor oposto, ambos abrindo espaço para o ingresso de Roger entre eles. Os dois laterais, Jonathan e Diego Renan, obtiveram autorização para o apoio alternado, contando sempre com a cobertura de Marquinhos Paraná, e dos respectivos apoiadores. Uma reunião de posicionamentos, funções e características de jogadores que me agrada muito. Gosto deste 4-4-2 em losango.

Não sei sob qual orientação de Cuca – pode ter sido devido à característica do time escalado, ou então por identificar este setor como o mais frágil do Inter – o Cruzeiro atuou prioritariamente pela esquerda (direita defensiva colorada). Ali se formou uma bela triangulação, efetiva principalmente no primeiro tempo, com Diego Renan, Everton e Farías. Combinação que naturalmente imantou Roger para a faixa central ofensiva, aproximando-se deste trio, e deixou Thiago Ribeiro, Henrique e Jonathan como opções para a inversão de jogo.

Farías jogou sobre Bolívar, e Everton-Diego Renan dobraram sobre Nei. Esta supremacia numérica provocou muitas dificuldades ao Inter, que não teve cobertura suficiente – Wilson Matias ficou entre o combate a Roger e o auxílio ao lado direito de defesa, e Guiñazu preocupava-se com os jogadores do setor oposto. Giuliano foi obrigado a recuar demais para acompanhar o lateral cruzeirense, e com ele todo o Inter veio junto.

Com um posicionamento surpreendentemente defensivo, e com postura passiva, o Inter permitiu ao Cruzeiro atuar em seu campo. Digo surpreendente porque o Inter vinha assumindo o controle da posse de bola, com marcação agressiva no campo adversário, mesmo em partidas fora de casa. São dois os raciocínios possíveis: foi o Cruzeiro quem empurrou o Inter, ou foi o Inter quem atraiu o Cruzeiro para seu campo. De toda forma, independentemente do diagnóstico, o recuo excessivo tirou a velocidade da transição ofensiva, porque o Inter tinha muito campo a percorrer, e pouca gente para receber à frente da linha da bola.

Acredito que o desgaste desta sequência de jogos, posterior a uma exaustiva campanha vitoriosa na Libertadores, tenha contribuído para o comportamento da equipe de Celso Roth neste jogo. Esse aspecto pode ter sido determinante para que o Inter tenha abdicado da marcação agressiva e tenha perdido a velocidade do contra-ataque, sem controlar a posse, como vinha fazendo nos últimos jogos.

O 4-3-3 do Cruzeiro contra o Real Potosí

04 de fevereiro de 2010 20

Hoje abro uma série de posts sobre os brasileiros na Copa Libertadores falando sobre o Cruzeiro. Fica até difícil se basear no diagrama tático que ilustra o post, apontando o posicionamento inicial dos jogadores do Cruzeiro na vitória de 7 a 0 sobre o Real Potosí, ontem, pela Libertadores. Houve muita movimentação, trocas e inversões de posicionamento, obedecendo a uma proposta ofensiva avassaladora.

Adilson Batista adotou o 4-3-3 para massacrar o frágil time boliviano. E acertou. Além dos sete gols, poderia ter marcado outros sete. Ou mais. Ao sistema tático naturalmente ofensivo, soma-se uma estratégia que reúne linhas adiantadas, apoio dos laterais, avanço dos meias, e incessantes trocas de posição do meio para a frente.

Originalmente, o meio-campo teve Elicarlos com vértice de um triângulo com base alta. Henrique – pela direita – e Marquinhos Paraná – na esquerda – foram os apoiadores, marcando sem a bola e articulando com ela. No ataque, Kleber começou pela esquerda, com Wellington Paulista centralizado, e Thiago Ribeiro na direita. Mas não foram poucas as vezes em que Kleber ingressou pelo meio, tendo T.Ribeiro na esquerda, e W.Paulista na direita. Assessorados por Elicarlos, recuando Henrique…um repertório extenso de variações e de movimentos sincronizados.

É evidente, entretanto, que este 4-3-3 com dois meias adiantados e laterais com liberdade para apoiar não será o usual do Cruzeiro em 2010. A circunstância pediu, Adilson Batista foi inteligente em perceber que seria viável. Acredito que o sistema tático preferencial permanecerá o 4-4-2 em losango no meio-campo, conforme diagrama abaixo:

Nesta formação, Fabrício assume o vértice primeiro, protegendo os zagueiros, e Gilberto substitui um dos atacantes, como ponta-de-lança. Também pode ser Roger, recém-contratado, o escolhido para desempenhar esta função. Na frente, suponho que Thiago Ribeiro deixe o time, mas Adilson deve ter apenas Kleber como titular absoluto, escolhendo entre o velocista T.Ribeiro, ou entre o centroavante W.Paulista, conforme as características do adversário.

O Cruzeiro jogou em função do Inter

14 de setembro de 2009 46

Diagrama tático do Cruzeiro no jogo de domingo contra o Inter

Discordo de quem diz – li alguns comentários a este respeito – que o Cruzeiro teve imensa supremacia tática no confronto com o Inter. Na minha concepção, o técnico Adilson Batista se utilizou de diversos artifícios voltados à ideia de bloquear o Inter. Jogar, portanto, em função do adversário.

Eu sou contrário a esta filosofia de trabalho. Recém terminei de ler um livro sobre José Mourinho, escrito por quatro jornalistas portugueses (“Mourinho: O porquê de tantas vitórias”), no qual há um capítulo intitulado “Desmistificando o mito do treinador que joga em função do adversário”. Se não é este o título literal, aproxima-se, e esta é a essência. Concordo plenamente com Mourinho. Quem joga para combater virtudes dos outros mascara as suas; e quem altera a equipe a cada jogo não consegue fundamentar uma base tática, nem criar um padrão de jogo.

Mas no domingo deu certo. O Cruzeiro venceu o Inter jogando em função do Inter. Para combater as virtudes coloradas. Adilson Batista gosta destes conceitos e trabalha de acordo com esta filosofia – não abriu exceção no jogo contra o Inter, portanto. O Cruzeiro jogou no 4-4-2, com meio-campo em losango, para forçar o “encaixe” da marcação, ou como chamam também, o “espelhamento”.

Neste losango, a marcação não se deu por zona, mas sim por função. Fabrício acompanhou D`Alessandro individualmente, assim como Marquinhos Paraná combateu Magrão, e Henrique pegou Guiñazu. E, com a bola, a ideia destes três jogadores era forçar a ocupação de espaços onde deveriam estar os seus marcados – M.Paraná às costas de Magrão, Henrique de Guiñazu, e Fabrício de D`Alessandro.

Adilson também instituiu a marcação individual, bem caracterizada, sobre Taison. Ele escalou Elicarlos pretensamente na lateral-direita. Mas, na verdade, o volante cruzeirense foi incumbido de marcar Taison individualmente. Afinal, Taison joga aberto na esquerda, sobre o lateral-direito adversário. Com Elicarlos colado a ele, um dos zagueiros pegava Alecsandro, e o outro sobrava. Tite percebeu, e em determinado momento inverteu Taison e Alecsandro. Só neste instante Elicarlos enfim se posicionou como lateral, sem perserguir Taison até o meio.

Outra estratégia cruzeirense, desta vez com a bola, foi abrir a defesa do Inter. Adilson lateralizou Soares e Thiago Ribeiro, que a todo momento trocavam de lado, para jogar entre as costas dos laterais e os zagueiros. A estratégia, claramente, era tirar Sorondo e Eller da área, para que Gilberto entrasse como um ponta-de-lança legítimo na área.

No 2º tempo, este movimento sincronizado surtiu muito efeito. Reparem no segundo gol dos mineiros. Eller se obriga a sair da área para cobrir Kleber, e Gilberto entra na área entre Sorondo e Danilo, que estavam na basculação, ocupando respectivamente a quarta zaga e a zaga central.

Todos os aspectos táticos e estratégicos citados tiveram como objetivo anular virtudes ou explorar deficiências do Inter. Isto está longe de ser um nó tático. É uma filosofia de trabalho, até certo ponto controversa, por desprivilegiar as virtudes próprias. Mas surtiu efeito. O mérito principal de Adilson foi criar um número tal de situações das quais o Inter não conseguiu se desvencilhar. Cabe ao Inter – e tenho certeza, Tite e sua comissão o farão – analisar o porquê do sucesso desta estratégia cruzeirense. E se prevenir, caso no futuro outros adversários façam o mesmo – joguem em função do Inter

Postado por Eduardo Cecconi

Kléber explorou o lado vulnerável do Grêmio

03 de julho de 2009 71

O Cruzeiro, no 4-4-2 com dois volantes e dois meias de `pés invertidos`

Depois da saída de Alex Mineiro, qual o titular mais inexplicável do Grêmio? Permitam-me responder: Fábio Santos. O lateral que não marca nem apoia, não contribui à defesa e não constroi. Pois ontem o Cruzeiro eliminou o Grêmio jogando sobre o lado esquerdo defensivo do Tricolor.

Como já analisamos aqui no blog Preleção, o atacante cruzeirense Kléber prefere jogar pelo lado esquerdo. Mas ontem, durante a partida, não sei se por orientação do técnico Adilson Batista ou por iniciativa própria, ele deixou a marcação de Thiego e se transferiu ao outro lado.

Ali, Kléber trouxe Jonathan para o apoio, e aplicou uma dobradinha ofensiva sobre Fábio Santos. Vencendo sempre na jogada individual, qualquer um deles obrigava o zagueiro Réver a sair da área.

Provocando um efeito em cadeia: Réver cobre Fábio Santos, Léo cobre Réver, Thiego cobre Léo. O processo, entretanto, falhou no primeiro gol. E falhou no segundo. Em ambos, a parceria Jonathan-Kleber causou tamanha desconstrução na linha defensiva do Grêmio que Wellington Paulista se viu livre. Duas vezes. Dois gols. No Mineirão, Kléber já havia feito às costas de Fábio Santos o cruzamento para o gol do mesmo Wellington Paulista.

Vale ressaltar que a eliminação não é culpa de Fábio Santos. É uma sucessão de pequenos detalhes técnicos e táticos. Na esquerda, completam o triângulo o meia Souza e o volante Adilson. Do outro lado, formam o trio o lateral Thiego, o volante Túlio e o meia Tcheco. Todos os jogadores da direita marcam melhor que os da esquerda. Souza é mais incisivo que Tcheco, e Adilson sai mais do que Túlio.

Com isso, pela característica dos jogadores, o lado esquerdo do Grêmio é vulnerável. Em eventual perda de bola ofensiva de Souza, com Adilson próximo, o contra-ataque adversário pega apenas Fábio Santos no setor. Quando pega, porque ele também costuma subir. E então se inicia aquele rastrilho: sai Réver, sai Léo, todo mundo em cobertura, abrindo o miolo da área.

Com Kléber na esquerda, o meio do Cruzeiro repetiu o seu “quase-quadrado”, que varia para um losango conforme a saída dos volantes. Ontem, Fabinho avançava pela direita, enquanto Marquinhos Paraná centralizava. Ramires e Wágner são os articuladores, com pés invertidos. O destro Ramires na esquerda, e o canhoto Wágner da direita para o meio.

Minhas sugestões, se me permitem: sacar Fábio Santos do time, afinal, se o setor ficará vulnerável, que pelo menos se escale um jogador com capacidade de algo produzir na frente; inverter Souza e Tcheco, para que o camisa 10 auxilie Adilson na marcação, enquanto Souza apoie na direita usando o espaço não utilizado por Thiego; e – sei que serei bastante criticado por tocar em nomes de dois ídolos recentes - vasculhar no mercado se há zagueiros que confiram maior segurança. Desde o início do 4-4-2, a dupla Léo-Réver vaza por cima e por baixo, no miolo da área.

Postado por Eduardo Cecconi

As virtudes do Cruzeiro estão no meio-campo

19 de junho de 2009 54

O Cruzeiro, contra o São Paulo, superou as ausências de Ramires e Fabrício com belas variações de estratégia no 4-4-2

O Grêmio vai enfrentar o Cruzeiro na semifinal da Libertadores. Seria melhor se deparar com o São Paulo, com seu sistema tático esgotado, e a crise técnica de jogadores importantes. Além do belo histórico gremista contra os tricolores do Morumbi. Mas será contra o Cruzeiro, um time em boa fase, com jogadores em excelente momento, e no Mineirão – onde o Grêmio costuma se complicar. Então, vamos ao debate sobre o Cruzeiro.

No 4-4-2, a virtude do Cruzeiro está no meio-campo. Conforme o adversário, ou até dentro de uma mesma partida, a equipe mineira apresenta variações táticas significativas no desenho de meio-campo, e na movimentação de seus volantes e articuladores. A base do Cruzeiro é um quadrado, com dois volantes e dois meias. Mas a estratégia do técnico Adilson Batista permite inversões, trocas, e novas formações geométricas.

Ontem, contra o São Paulo, o Cruzeiro teve Elicarlos como primeiro volante, mais à direita; Marquinhos Paraná de segundo volante, mais à esquerda; Henrique como apoiador, abrindo para a direita; e Wágner na articulação, da esquerda para o meio. O desenho se assemelhava a um quadrado. Mas a saída constante de Marquinhos Paraná pela esquerda, empurrando Wágner para o meio, e simultânea ao apoio de Henrique, transformava o meio cruzeirense em losango.

Este será o dilema do Grêmio contra o Cruzeiro: não se sabe o que Adilson Batista vai aprontar. Ele aperfeiçoou sua característica de “professor Pardal”, como era chamado – o técnico que muda o time a toda hora, de acordo com o adversário. Agora, ele sustenta uma base tática sólida, e faz pequenas variações de estratégia. Não há como prever a formação, o desenho, ou a movimentação dos jogadores deste setor.

Na teoria, o Cruzeiro não terá Fabrício nos dois jogos. E Ramires retorna em Porto Alegre. Tudo indica que no Mineirão se mantenha a mesma escalação de ontem. Marquinhos Paraná entraria em choque com Tcheco, e Henrique com Souza. Elicarlos sobra, e Wágner tenta se desvencilhar dos volantes gremistas. Nesta situação de encaixe dos meias tricolores, a passagem de Adilson será fundamental para o Grêmio.

No jogo de volta, com Ramires,o quadrado se consolida melhor. Ele e Wágner formam a segunda linha, com pés invertidos, e na primeira linha ficam M.Paraná e Henrique. Se Fabrício se recuperar, ele entraria no lugar de Henrique. Nas duas situações, sobra Elicarlos. Notem que são muitas opções de nomes, que possibilitam ao treinador uma paleta diversa de alternativas táticas no setor mais importante. O meio-campo é a grande virtude do Cruzeiro.

O time conta ainda com boas opções de laterais apoiadores nos dois lados – Jancarlos e Jonathan na direita, Sorín, Gérson Magrão e Athirson na esquerda. O ataque tem um contraste, entre o excelente Kleber, e o injustificável Welington Paulista. A zaga é apontada como a carência, pela lentidão dos jogadores e pelos seguidos desfalques por lesão. Mas eu ainda não os vi falhar a ponto de concordar plenamente com esta tese.

O Cruzeiro é um grande time, isto é um fato. A virtude está no meio-campo – outra constatação importante. O apoio pelos lados é forte. E há um grande atacante finalizador. Como o Grêmio pode se desvencilhar destas dificuldades para superar o Cruzeiro? Está aberto o debate, que se prolongará até o início das semifinais…

Postado por Eduardo Cecconi

Espelho é a estratégia dos rivais contra o Inter

09 de junho de 2009 31

No Mineirão, o Cruzeiro iniciou a partida propondo um emparelhamento tático no meio-campo contra o Inter

No Estádio Mineirão, o técnico Adilson Batista confirmou uma tendência inaugurada pelo Flamengo na Copa do Brasil. Os adversários tentam parar o Inter se utilizando do mesmo desenho do meio-campo colorado. No clichê do futebolês, é o que se chama de “confronto espelhado”. As expulsões do goleiro Lauro e do atacante Kléber desmancharam a estratégia cruzeirense, até porque Tite posicionou os meio-campistas em linha. Até então, entretanto, o espelho era claro.

O Cruzeiro armou-se no 4-4-2 com meio-campo em losango, também denominado de 4-4-2 diamante. A intenção era bloquear individualmente os quatro jogadores do setor colorado, e também forçar sobre eles as infiltrações assim que se abrissem espaços. Fabrício posicionou-se centralizado, no primeiro vértice, marcando Andrezinho; Marquinhos Paraná pela esquerda, e Henrique na direita, foram os apoiadores – o primeiro colado em Magrão, o segundo em frente a Guiñazu; e Wagner centralizou a articulação sobre Sandro.

O Flamengo, no 3-6-1, também fizera isso, principalmente na segunda linha do meio-campo, tendo Kléberson e Ibson se confrontando respectivamente com Guiñazu e Magrão. Ambos – Cruzeiro e Flamengo – deixaram evidente a estratégia de ocupar o espaço deixado pelos apoiadores colorados assim que eles passassem da linha da bola, investindo em contra-ataques pelo chão naquele setor desguarnecido.

Tudo indica que o Corinthians de Mano Menezes adote a mesma postura na decisão da Copa do Brasil. Não pelo simples plágio a Cruzeiro e Flamengo, mas porque na prática Inter e Corinthians naturalmente se espelham no meio-campo. Ou seja: Tite verá novamente seus apoiadores recebendo simultaneamente marcação individual, e precisando combater individualmente determinados jogadores.

Como já analisamos aqui no blog Preleção, o Corinthians atua no 4-3-3 com variação para o 4-5-1, ou com marcação inspirada no 4-1-4-1 (duas linhas de quatro e o volante Cristian entre elas), ou no 4-4-1-1 (com duas linhas de quatro e o meia Douglas à frente delas).

E neste desenho, automaticamente o meio-campo se espelha. D`Alessandro seria combatido por Cristian. Magrão defrontaria-se com Douglas. E Guiñazu duelaria com o vigoroso Elias, em um embate que promete muita intensidade. Mas há uma interrogação. Notaram que, nesta hipótese, Sandro está liberado?

Talvez seja esta a grande arma do Inter na final da Copa do Brasil: Sandro. Assim como já defendi uma postura mais agressiva dele em um Gre-Nal, o que aconteceu no 2º tempo, e o Inter venceu a partida. O Corinthians joga com dois atacantes abertos pelos lados – Dentinho e Jorge Henrique – que se alinham a Douglas (ou Cristian) e Elias sem a bola, fazendo a marcação dos laterais adversários. E Ronaldo não marca sequer a própria sombra, está liberado para permanecer buscando espaços e receber a bola recuperada em contra-ataque terminal.

A passagem de Sandro, segurando Magrão ou Guiñazu (e o respectivo marcador, obviamente) pode ser o desafôgo colorado ao encaixe da marcação no meio-campo. A quebra do espelho. Mas, para isso, Tite teria de liberar mais o volante. Sandro precisa receber do treinador, caso o emparelhamento dos apoiadores e a marcação individual de Cristian sobre D`Alessandro se confirmem, permissão para avançar. A estratégia defensiva colorada, com um lateral-base, permite isto.

Postado por Eduardo Cecconi

O Cruzeiro é um time equilibrado

08 de maio de 2009 10

O Cruzeiro joga no 4-4-2 com meio-campo em quadrado, contando com apoio dos laterais, cobertura dos volantes, um apoiador que dá velocidade, e um articulador que pensa o jogo

Entre os cinco times brasileiros que disputam a Copa Libertadores – posso estar enganado – o Cruzeiro me parece o mais equilibrado. Acompanhei alguns jogos, e mesmo que os mineiros não sejam brilhantes, oscilam menos durante uma partida do que os rivais conterrâneos – confiram as análises sobre Grêmio, São Paulo e Palmeiras (tenho um post preparado sobre o Sport, mas desgostei tanto da equipe de Nelsinho Baptista que ainda não tive coragem de publicar).

Arrisco esta afirmativa – Cruzeiro com maior equilíbrio – porque o time de Adilson Baptista depende menos de seus expoentes técnicos para decidir um jogo, enquanto o Palmeiras precisa contar com Diego Souza e Cleiton Xavier em alta, assim como o São Paulo já foi salvo da degola pelo Borges várias vezes, e da mesma maneira o Grêmio se vê em melhores condições quando Souza e Maxi López despontam. As engrenagens coletivas me parecem mais definidas nos mineiros.

Até mesmo o próprio Adilson Baptista, um técnico que marcou sua carreira negativamente sempre que se decidiu por invenções e improvisos, está mais ponderado taticamente. Ele consolidou um feijão-com-arroz bem convencional, e evita logo de início apresentar alguma decisão excepcional. Ontem, ao vencer o Universidad de Chile por 2 a 1 fora de casa, ele só teve uma recaída quando colocou o lateral Athirson no lugar do meia Wágner, “para segurar” – na verdade, chamando o adversário para dentro do próprio campo, e sofrendo um gol no final – mas como Athirson já atuou no setor, não chega a ser uma invenção.

O Cruzeiro joga no 4-4-2 ortodoxo, com dois volantes e dois meias formando um quadrado. Os laterais marcam e apoiam, recebendo cobertura dos volantes – Marquinhos Paraná protege Gérson Magrão na esquerda, e Henrique (que substituiu o suspenso Fabrício ontem) resguarda o bom lateral Jonathan na direita. Ramires, que não é mais volante há tempos, é o apoiador – preferencialmente pela esquerda; e Wágner, o articulador cerebral, trazendo a bola da direita para o meio.

Com essa formação, o meio-campo cruzeirense apresenta muitas variações de jogadas. Enquanto Wágner cadencia, distribuindo o jogo com bons passes, inversões e lançamentos, Ramires dá velocidade conduzindo a bola. Marquinhos Paraná também apoia, a exemplo do segundo volante que passa da linha para surpreender a marcação adversária. E os dois laterais chegam à linha de fundo com frequência.

Na frente, Kléber tem um repertório grande de movimentos. Como prefere atuar em contato físico, ele costuma jogar de costas para o gol, no pivô. Mas também se movimenta pelos lados, para partir em diagonal com alguma velocidade, dribles curtos, e chute potente. Ontem Adilson optou por Soares, deixando Thiago Ribeiro na reserva, como o atacante de velocidade. E o ex-gremista faz uma boa parceria com Kléber, aumentando as alternativas táticas muito restritas quando o companheiro do camisa 25 era o centroavante Wellington Paulista, um jogador mais fixo na área.

Os dois gols do Cruzeiro surgiram de jogadas coletivas, bem trabalhadas. Não saíram de bola parada ou de um arroubo dos expoentes individuais. No primeiro, Kléber recuou e arrastou o zagueiro para fora da área, lançando de primeira o apoiador Ramires, que infiltrou-se exatamente no espaço aberto pelo centroavante. Na linha de fundo, ele cruzou para Soares, que entrou em diagonal e marcou. E segundo gol foi de Marquinhos Paraná, o volante que passou da linha convencional, tabelou e recebeu na área, sem marcação.

Reitero algumas observações: o Cruzeiro não é brilhante, mas está taticamente equilibrado, e apresenta boas variações de jogadas. Adilson Baptista está arriscando pouco, e inventando menos. E quando uma equipe se decide pela simplificação, a chance de sucesso é maior. Pode ser que no futuro próximo Adilson tenha uma recaída, ou a equipe seja superada por um adversário mais forte, mas por enquanto acredito que o Cruzeiro se apresenta como um dos principais brasileiros na disputa da Copa Libertadores.

Postado por Eduardo Cecconi

Autuori: do 4-4-2 ao 3-5-2

22 de abril de 2009 35

Autuori utilizou o 4-4-2 no Botafogo e no Cruzeiro, e o 3-5-2 no São Paulo.

Primeiro nome na lista de especulações do Grêmio – ora dando-se a certeza do acerto, ora desmentindo-se a informação – Paulo Autuori apresenta em sua carreira uma migração interessante de convicção tática. Quando ele se tornou vitorioso por Botafogo e Cruzeiro, tinha o 4-4-2 como predileto. E depois, tanto no Inter como no São Paulo, acabou seduzido pelo 3-5-2.

Campeão Brasileiro pelo Botafogo em 1995, Paulo Autuori se utilizou do mais legítimo 4-4-2 à brasileira: meio-campo em quadrado, com um primeiro volante marcador, um segundo volante com boa saída de jogo, dois meias articuladores – um pela direita, outro pela esquerda, um atacante de referência e outro de movimentação, e laterais revezando-se no apoio. O time-base tinha Wágner; Wilson Goiano, Wilson Gottardo, Gonçalves e André Silva; Jamir, Leandro, Beto e Sérgio Manoel; Donizete Pantera e Túlio.

Autuori repetiu o 4-4-2 à brasileira no Cruzeiro campeão da Libertadores de 1997. Novamente, meio-campo em quadrado, com primeiro volante marcador, segundo volante com saída, dois meias – um de cada lado – um atacante de movimentação, outro de referência, e laterais bons no ataque. A equipe formava costumeiramente com Dida; Vitor, Gélson Baresi, Wilson Gottardo e Nonato; Fabinho, Ricardinho, Donizeti e Palhinha; Marcelo Ramos e Elivélton. Taticamente, nenhuma mudança em dois anos. Convicção mantida.

A transição foi deflagrada no Inter em 1999. Com problemas, Autuori iniciou no 4-4-2 com três volantes (Dunga, Anderson e Claiton) – um princípio de mudança, mas acabou encaixando a equipe no 3-5-2, com Régis, Lúcio e Gonçalves na defesa; Enciso e Elivélton nas alas; e Lúcio Flávio de articulador. Ainda pelo Inter, Autuori também transitou pelo 4-5-1, a partir da saída de Christian, lançando o então jovem Diogo Rincón como o meia de chegada.

Pelo São Paulo, em 2005, Paulo Autuori definiu o 3-5-2. Vejam que interessante esta declaração que encontrei fazendo buscas em sites da época. Reproduzo abaixo um trecho da reportagem, com a explicação do próprio Autuori sobre o confronto com o Atlético-PR, pela decisão da Libertadores:

“Autuori não esconde que a sua preferência é o 4-4-2, mas reconhece que o São Paulo rende melhor atuando com três zagueiros.

- Uma coisa é o que eu gosto, a outra é a necessidade da equipe. Vamos jogar da forma como estamos acostumados. O modelo tático se encaixa bem com aquilo que faz o Atlético-PR - disse o treinador são-paulino, em entrevista à Rádio Globo”.

Ou seja: Autuori declarava sua predileção pelo 4-4-2, mas admitia que no São Paulo o sistema tático que funcionava era o 3-5-2. E ele foi campeão Mundial com Rogério Ceni; Fabão, Lugano e Edcarlos; Cicinho, Josué, Mineiro, Danilo e Júnior; Amoroso e Aloísio. Ainda assim, tendo algumas figuras que lhe acompanhavam no 4-4-2: primeiro volante marcador, segundo volante com saída de jogo, atacante de movimentação, e centroavante de referência.

Confesso que fiz uma exaustiva pesquisa para descobrir qual sistema tático ele utiliza no Al-Rayyan. Não encontrei nenhuma referência precisa em sites de lá ou daqui. Sabe-se que ele tem de novo o centroavante de referência (Aloísio), o pensador no meio-campo (Ricardinho) e um segundo atacante de movimentação – um jogador que me escapa o nome agora.

Como será no Grêmio, caso seja confirmado Autuori? Afinal, o time e ele passarão por um dilema muito significativo. O treinador chegaria com duas competições em andamento – Brasileirão e Libertadores. Isso lhe tira tempo de treinamento para encontrar soluções e encaixar os jogadores na sua filosofia tática.

No Grêmio, Autuori teria duas alternativas: ou ele mantém o 3-5-2 de Roth e Rospide a contra-gosto mesmo que não o considere ideal, para não prejudicar o entrosamento durante as competições; ou ele altera o sistema tático e a escalação, sob risco de fazer a equipe perder ritmo e mecânica. Há ainda uma terceira hipótese: ele constatar que o grupo do Grêmio rende mais com o 3-5-2, encaixando convicção tática com o “embalo” da equipe, sem mexer em nada e satisfeito com isso.

Pelo histórico, Autuori prefere o 4-4-2 (ele mesmo admitiu isso há quatro anos, conforme a declaração reproduzida aqui) mas não se constrange em adotar outro sistema tático conforme as características do grupo. As questões principais que se colocariam para ele são: o 3-5-2 é mesmo o ideal para o Grêmio? Há no grupo alternativas para troca de sistema? É conveniente modificar a estrutura de uma equipe durante duas competições importantes? Pelo visto, as respostas tardarão a chegar.

Postado por Eduardo Cecconi

Cruzeiro joga com a bola no pé

19 de fevereiro de 2009 8

O Cruzeiro enfrentou o Estudiantes no 4-4-2, tendo o apoio dos laterais e a valorização da posse de bola como as principais virtudes da equipe

É claro que a postura excessivamente defensiva e passiva do Estudiantes induziu o Cruzeiro a também jogar desta forma. Mas também é evidente que o técnico Adilson Baptista adotou como estratégia preferencial a manutenção da posse de bola.

O Cruzeiro é um time paciente. Adilson dispõe a equipe em um 4-4-2 bem tradicional. Hoje, na vitória de 3 a 0 sobre o Estudiantes, a equipe titular teve três volantes – Ramires, suspenso, foi substituído pelo posicionamento mais adiantado de Fabrício, que não tem a mesma mobilidade, mas compensa com boa qualidade de passe e chute de média distância.

Como os laterais apoiam muito – Fernandinho na esquerda (principalmente), e Jonathan na direita – há uma sincronia simples e convencional na cobertura efetuada pelos volantes. Quando Fernandinho avança, o volante Henrique faz a cobertura e o zagueiro Thiago Heleno fica na sobra; e quando Jonathan sobe, Marquinhos Paraná se posiciona à direita, e o zagueiro Leonardo Silva completa a proteção.

Na articulação, além da chegada de Fabrício e do avanço pelos lados, Wágner centraliza a organização. Ele é um jogador que consegue conciliar movimentação – joga pelos lados e pelo meio, procurando espaços, embora prefira a esquerda – com distribuição de jogo (passes curtos, longos, lançamentos, tabelas e conclusões).

É dessa forma que o Cruzeiro valoriza a posse de bola: variando as jogadas. O time vai passando a bola de pé em pé, de um lado para o outro, enquanto avança lentamente. É quase um movimento de “futebol americano”: o Cruzeiro vai conquistando jardas, ou seja, a cada passe os jogadores posicionam-se mais à frente, prensando o time adversário em sua área. Ligação direta é assunto proibido, e o time de Adilson recorre pouco ao balão ou à jogada aérea.

Na frente, Adilson começou com Thiago Ribeiro aberto pela esquerda, mas com permissão para trocar de lado; e Wellington Paulista centralizado, fazendo pivôs e trombando com os zagueiros. A partida, entretanto, mudou mesmo quando Kléber, ex-Palmeiras, estreou.

E Kléber fez uma partida com sua marca. Ficou em campo apenas 15 minutos: entrou aos 15min do 2º tempo, marcou dois gols, recebeu dois amarelos e foi expulso aos 30min, saindo de campo completamente ovacionado.

Na entrada de Kléber, o Cruzeiro ganhou mais uma opção dentro de sua estratégia de manter a posse de bola. Ele recua, participando da partida como um ponta-de-lança, para tabelar com Wágner e com os volantes, girar e partir às costas dos zagueiros. Essa movimentação deu certo em dois contra-ataques, finalizados por ele com precisão em chutes colocados na saída do goleiro.

Com Kléber, o Cruzeiro se mostrou mais vocacionado ao jogo com a bola no chão. Talvez perca a jogada individual em velocidade, predileta de Thiago Ribeiro. Mas a curta amostragem de 15 minutos demonstra que o ex-jogador palmeirense, apesar do temperamento inadequado e das expulsões, foi uma contratação direcionada com precisão para acrescentar qualidade à tática e à estratégia de Adilson Baptista.

Postado por Eduardo Cecconi

O imprevisível Adilson Batista

27 de outubro de 2008 17

E não se pode esquecer: sem a posse de bola, esses jogadores devem continuar posicionados no campo do Grêmio, exercendo marcação pressão ou meia-pressão

Lembro que em 2003, quando comandou o Grêmio, o técnico Adilson Batista recebeu o apelido de “Professor Pardal” de alguns críticos mais descontentes com o trabalho dele. Adilson era acusado de inventar demais, modificando escalações e estratégias de acordo com o adversário. E assim, a cada jogo, o Grêmio tinha um time e uma tática diferentes. Provavelmente Adilson refuta o apelido – que é depreciativo – mas não esconde que segue adaptando os times que comanda aos adversários. No primeiro turno, por exemplo, lembro de uma entrevista dele após a vitória do Grêmio sobre o Cruzeiro por 1 a 0 no Olímpico.

Naquele dia, Adilson foi sabatinado pelos repórteres mineiros na coletiva, recebendo cobranças por mexer demais na equipe – Adilson justificou dizendo que havia escalado o Cruzeiro no 3-5-2 com atletas altos (abdicando do sistema 4-4-2 original dele mesmo e de titulares mais velozes) porque o Grêmio também joga no 3-5-2, e privilegia a bola aérea.

Isso indica um adversário imprevisível para o Grêmio na decisão de quarta-feira. Provavelmente, Adilson Batista vai definir o sistema de jogo apenas quando tiver certeza da postura do Grêmio de Celso Roth. E não digo a tática coletiva – que será o 4-4-2, mas sim as táticas de grupo e individuais (movimentações de jogadores, coberturas defensivas, aproximações, sistema de marcação), que influem diretamente na mecânica de jogo.

Na teoria, o Cruzeiro vai jogar com Fábio; Jonathan, Léo Fortunato, Espinoza e Carlinhos; Marquinhos Paraná, Camilo (Zé Eduardo ou Fernandinho), Ramires e Wágner; Thiago Ribeiro e Guilherme. Mas, apesar dessa imprevisibilidade – que impede uma análise mais consistente do Cruzeiro – é possível traçar aqui no blog PRELEÇÃO algumas virtudes e defeitos que o time de Adilson demonstrou neste Brasileirão. Comecemos pelas virtudes:

O Cruzeiro tem um time muito veloz, leve e habilidoso no meio-campo. Estes meias jogam próximos e trocam passes curtos até abrir espaços pelos lados. De onde vêm a segunda virtude: os laterais do Cruzeiro apóiam muito. Invariavelmente esses laterais passam para receber. Mais uma movimentação importante que eu percebo no Cruzeiro é a infiltração dos volantes e meias: os combatentes do meio cruzeirense entram muito na área graças aos espaços abertos pelo ataque.

Esta é outra virtude. Os atacantes do Cruzeiro saem da área de maneira organizada. A idéia é puxar a marcação e abrir espaço para a as infiltrações de meias e volantes. E a dupla – principalmente o ligeiro Guilherme – volta rapidamente para a área quando a jogada não sai pelo meio, à espera dos cruzamentos dos laterais. O “zagueiro da sobra” de Celso Roth – provavelmente Pereira – precisará redobrar atenção para impedir a entrada destes volantes e meias pelo miolo da área tricolor.

O que o Grêmio pode explorar: os zagueirões do Cruzeiro são lentos (especialmente o Espinoza); os laterais apóiam muito; e o time toma gols de bola aérea com freqüência. Um indício de, posicionando-se sem cautela excessiva para não perder campo, o Grêmio pode explorar os contra-ataques pelos lados e testar a eficiência destes zagueiros lançando Reinaldo pelo chão ou pelo alto. O centroavante do Grêmio vai ter que se apresentar para o combate, e dependerá muito dos alas.

Só um detalhe: precisando vencer, e com estádio lotado, provavelmente estes atacantes, meias e laterais velozes do Cruzeiro vão adiantar a marcação, procurando roubar a bola ou abafar o Grêmio dentro da própria intermediária. No Mineirão (no clássico contra o Atlético-MG foi assim), o Cruzeiro costuma marcar pressão, ou no máximo meia-pressão. Mais uma vez, para evitar a ligação direta ou a quebra do passe, os volantes, zagueiros e meias gremistas precisarão acionar as alas, para aliviar essas linhas de marcação provavelmente adiantadas do Cruzeiro.

Quem tem algo a acrescentar ou corrigir sobre o sistema tático do Cruzeiro, está aberto o espaço

Postado por Eduardo Cecconi