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Coluna do Potter: "Como ser feliz ao tomar um fora"

04 de abril de 2014 2

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A música cantada não existiria sem o “pé na bunda”. A destruição de um relacionamento é a força que move uma das paixões da humanidade: a música. Blues, samba, axé, sertanejo, rock, funk, jazz e arrocha. Compositores como Paul, como Chimbinha, como qualquer menino que leva guampa e a torna letra de uma banda adolescente. O sistema corrompe quem bem consegue transformar dor em hit. Depois, amores doídos se tornam $$$ e assim as coisas funcionam. Mas há aqueles que não conseguem criar canção com um fora. A maioria apenas senta em bares e atormenta amigos maldizendo o ex-namorado. Ser a vítima de um final de namoro dói mais pela obviedade de que esse não era o destino desejado. 

Lidar bem com o fim é capacidade máxima. Uns adoram o sofrimento, aprendem com ele, crescem, emagrecem, mudam o olhar, viram caçadores, saem de casa, brilham, ilustram esse tempo de trevas internas em benesses externas. Parabéns à você. Mas outros encalham, afundam em uma areia movediça que sufoca. Descarrilar por um fim de relação causa traumas, choros, solidão que beira depressão. 

Há arte em saber levar um pé na bunda. Há algo de especial nisso. Porque no fundo mesmo, tudo passará. É matemático e o pensamento é contrário: basta saber que tudo que inventam sobre amor e casamento é mentira. Não existe metade da laranja, príncipe encantado, alma gêmea. Isso é uma indústria matrimonial poderosa, gigante, que arrecada bilhões de qualquer moeda do mundo. Pessoas vivem a ilusão da pessoa certa, do outro ideal. Bobagem e há um número que destrói com isso: 7 bilhões. São 7 bilhões de gentes nesse planeta. Milhões gostam do que você gosta e tem coisas legais para lhe contar. Milhares querem lhe ensinar algo, ser atencioso, carinhoso, terno, sexy, amigo, deitar juntinho e colocar seu cabelo atrás da orelha. 

O mundo é matemática. Levou um fora? Massa! Escute todas as canções de dor de cotovelo, toca ficha, toma um banho, limpa a casa, respira fundo e vai em busca desses milhares. Eles estão à espreita. Basta olhar, parar de frescura e viver. 

Depois do verão sempre vem o outono. 

 

Potter

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Potter

Luciano Lopes, apelido Potter, jornalista desde o inverno de 2002. Foi estagiário da Rádio Gaúcha no setor “rádio-escuta”: sentado, com o computador aberto no Word 97, ouvindo emissoras concorrentes. Na Atlântida desde dezembro de 2002. Y, Na paz, Night Club, Barracão, Bola nas Costas e Pretinho Básico são alguns dos programas que fez ou faz parte. Além da labuta online nos blogs do Pretinho, Bola e ATL POP. Em 2004 foi para o Papo Clip da TVCOM. No Patrola da RBSTV entrou em janeiro de 2009. Desde 2013 na ZeroHora.com.

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Comentários (2)

  • Kabangu diz: 4 de abril de 2014

    Acho que a principal causa de separações é o EGOÍSMO. Quando for do meu lado quero que seja brando, quando for do outro a dureza da lei. Diferenças sociais que no início era defendida pela “paixão” depois com o tempo e as adversidades vai abrindo o abismo que estava coberto pela hipocrisia.

  • Pri diz: 10 de abril de 2014

    Bem interessantes seus posts e ideias, Potter!
    Sempre escuto o Pretinho, e frequentemente me inspiram a escrever sobre algum tema discutido.
    Segue meu blog para acompanharem. ;-)

    http://pandoraliteraria.wordpress.com/

    bjs pri

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