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Conheça os principais sintomas das doenças sexualmente transmissíveis (DST)

26 de março de 2012 0

Embora as doenças sexualmente transmissíveis (DST) apresentem agentes diferentes, os sintomas são muito parecidos. Saiba mais sobre cada doença.

Hepatite B

Causada por vírus da hepatite B (VHB), sua transmissão é via sexual (ocorre através da pele e mucosa lesionada nas relações sexuais) e também é transmitida de mãe para filho, através do sangue pelas vias parenteral e percutânea e, fluidos corporais.

Sinais e sintomas: manifestam-se com anorexia, náuseas, cansaço, vômito e icterícia. Muitos pacientes não apresentam sintomas.

Diagnóstico: realização de exame de sangue: marcador sorológico HBsAg.

Hepatite C

Causada pela infecção com o vírus da hepatite C, é transmitida principalmente por meio do sangue infectado, através de via parenteral (que não passa pelo sistema digestivo, como as injeções), sendo as via sexual e vertical (da mãe para o filho) pouco freqüentes. A doença é encontrada em pessoas que receberam transfusão de sangue e ou hemoderivados antes de 1993, usuários de drogas injetáveis, inaláveis ou pipadas, pessoas que compartilham ou utilizam instrumentos não esterilizados para aplicação de piercings, tatuagem, manicure e objetos de higiene pessoal.

Sinais e sintomas: similares a hepatite B

Diagnóstico: através de exame laboratorial (marcador sorológico Anti-Hcv).

Sífilis
Causada por uma bactéria denominada Treponema pallidum é uma das DST mais freqüentes. Apresenta-se de duas formas: a congênita (de mãe para filho) e a adquirida (ocorre por contaminação através de transfusão sanguínea ou contato sexual). A sífilis adquirida se manifesta em três estágios: primário, secundário e terciário.


Sinais e sintomas
: Primário – aparece uma lesão chamada de cancro duro, caracterizada por uma ulceração geralmente única, circular e oval. Secundário- ocorre o aparecimento de manchas na pele de todo o corpo, pápulas ou roséolas sifilíticas, lesões descamativas palmoplantares, queda de cabelo, ínguas e sintomas gerais com febrícula e mal estar.

Diagnóstico: clínico e laboratorial (exame de sangue VDRL).

Gonorréia
Doença altamente contagiosa, causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, ou gonococo. Sua transmissão está relacionada aos portadores assintomáticos, isto é, que não apresentam sintomas da doença e através da mãe infectada, que pode transmitir para o recém nascido na hora do parto, causando a oftalmia gonoccócica.

Sinais e sintomas: tanto no homem como na mulher, a apresentação mais comum da gonorréia é a uretrite, manifestando-se através de secreções purulentas em grande quantidade e dor ao urinar.

Diagnóstico: clínico-epidemiológico e laboratorial.

Condiloma acuminado
Seu agente infeccioso é o Papiloma Vírus Humano (HPV), que é uma das DST mais freqüentes, ultrapassando a sífilis e a gonorréia no número de casos. É transmitida sexualmente e através de objetos contaminados. É um dos causadores do câncer de colo de útero.

Sinais e sintomas: sua apresentação lembra uma couve-flor ou verruga ou ainda lesões que são diagnosticadas por meio de exames específicos. Acomete a região genital, podendo também ocorrer nos lábios e língua. Algumas lesões na maioria das vezes são assintomáticas e podem provocar uma discreta coceira.

Diagnóstico: clínico e preventivo (através do exame ginecológico papanicolau).

Cancro mole
Conhecido como Cancro de Ducrey, seu agente é o bacilo Gram-negativo chamado Haemophilus Ducrey. Sua transmissão é exclusivamente sexual ocorrendo em homens e mulheres. Nos últimos anos tem adquirido importância relevante, por sua manifestação (lesões) que se torna porta de entrada para o HIV.

Sinais e sintomas
: caracterizam-se por apresentar múltiplas lesões, tipo úlceras, precedidas de dor e que exalam um odor.

Diagnóstico:: clínico- epidemiológico.

Herpes genital
Vírus identificado como VHS tipo I e II, apesar de ambos provocarem lesões em qualquer lugar do corpo, existe predomínio do tipo I nas lesões periorais (ao redor da boca) e o tipo II nas lesões genitais. Caracterizada por uma infecção primária que ocorre quando o vírus entra no organismo, latente e recorrente em decorrência de alguns fatores tais como: febre, gravidez, exposição excessiva a luz solar, estresse emocional, menstruação, relações sexuais e imunossupressão.

Sinais e sintomas
: geralmente o vírus é transmitido por contato direto com lesões ou objetos contaminados. Pode ou não apresentar sintomas como formigamento, aumento da sensibilidade, mialgias, ardência ou prurido que antecedem ao aparecimento das lesões. Pode ainda estar associado a mal estar, febre ardência ao urinar, secreção uretral hialina e corrimento genital aquoso.

Diagnóstico: Clínico.

Linfogranuloma Venéreo

Conhecido como Chamydia Tracomatis, trata-se de uma doença inflamatória pélvica, epididimite e envolvimento do sistema linfático que, no homem, é desenvolvida na uretra e, na mulher, na uretra e também no colo do útero.

Sinais e sintomas: Aparecimento de feridas ou pequenos caroços na pele dos locais que estiveram em contato com essa bactéria (pênis, vagina, boca, colo do útero e ânus) que dura, em média, de três a cinco dias. Em seguida surge um inchaço doloroso dos gânglios da virilha. Não tratado, o caso pode piorar produzindo feridas e secreção purulenta, acompanhada de febre e mal estar.

Diagnóstico: clínico-epidemiológico.

É importante que as pessoas não tenham vergonha de procurar um profissional de saúde assim que surgem os primeiros sinais de qualquer uma dessas doenças. Da mesma forma, é necessário que o parceiro ou parceira sexual seja tratado no mesmo momento, para que ocorra a interrupção da transmissão dessas doenças e sua reinfecção.

Procure uma unidade de saúde próxima de sua casa e esclareça suas dúvidas a respeito do tema. É necessário ter, em mãos, documento de identidade ou cartão de saúde ou ainda carteira de vacinação.

Fonte:

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Doenças infecciosas e parasitarias: guia de bolso/ Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. – 8° Ed.rev.- Brasília: Ministério da Saúde, 2010.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de DST, Aids e hepatites Virais. ABCDE do diagnóstico para hepatites virais/ Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de DST, Aids e hepatites Virais.- .- Brasília: Ministério da Saúde, 2009.

Série Auxiliar de Enfermagem, Volume 2, Contextualizando o Auxiliar de Enfermagem no Ambiente Social: Estudos Regionais e de Saúde Pública. Souza, Maria de Lordes[et al].Florianópolis:NFR/SPB, CCS-UFSC.1997.231p.[ Série Auxiliar de Enfermagem,2° edição].

Disponível no endereço: http://www.aids.gov.br/pagina/dst-1

Gerência de Vigilância Epidemiológica
Setor agravos Crônicos

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