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Exclusiva Prime Time: Quarterback do Botafogo, Pedro de Campos Pinto conta sua trajetória

08 de agosto de 2012 2
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Era abertura do Torneio Touchdown, um dos maiores campeonatos de futebol americano do Brasil. O jogo, entre Corinthians e Botafogo, poderia ser um clássico de multidões no futebol, mas foi transportado para o esporte da bola oval. Com a camisa 7, um jovem quarterback se destacou, mesmo com a derrota do alvinegro carioca. Pedro de Campos Pinto, lançador do Botafogo, começou a chamar a atenção.

Fotos: Arquivo Pessoal

Nos dois jogos seguintes, vitórias botafoguenses. Pedro é o grande líder do time e um dos quarterbacks brasileiros que mais aposta no jogo aéreo - e que confia no seu braço. Criado nos Estados Unidos, o quarterback se inspira em John Elway e sonha em vestir a camisa da Seleção Brasileira.

- Eu quero ajudar no crescimento do esporte no Brasil, tornar ele cada vez mais popular. Meu grande sonho é poder, um dia, trabalhar e ganhar a vida com o futebol americano. Tenho muita vontade sim de um dia, vestir a camisa da Seleção Brasileira de futebol americano, mas isso é algo que vem com esforço que fazemos nos treinos e nos jogos.

 

Entrevista completa:

Prime Time: Como surgiu o teu interesse pelo futebol americano?

Pedro de Campos Pinto: Meu interesse pelo futebol americano veio pela minha criação. Eu passei a minha infância nos Estados unidos, dos três aos 11 anos de idade. Eu passei a me interessar pelo futebol americano quando eu tinha uns 7 anos de idade. Era a temporada de 1997, e eu comecei a acompanhar algumas partidas da NFL, mas assistia de forma superficial. Na época, eu morava em San Diego, e torcia para o San Diego Chargers. Naquela temporada, o Super Bowl XXXII seria em San Diego, e minha família quase teve a oportunidade de ir ao jogo, mas acabamos não indo. Aquele ano, o Super Bowl foi composto pelo atual campeão, o Green Bay Packers, e um dos rivais do Chargers, o Denver Broncos. Frustrado por não ter ido ao jogo, assisti ao jogo todo, e num lance do John Elway, quarterback dos Broncos, em que ele toma um tackle no ar. Ele tinha 37 anos de idade, nunca tinha ganho um Super Bowl, e fez um mega sacrificio para garantir que o drive se mantesse vivo. Ele foi o meu maior ídolo na minha infânica e é o motivo pelo qual eu uso o número 7.

PT: Como tu começaste a jogar e como entraste no Botafogo?

Pedro: Eu comecei a jogar já nos Estados Unidos. Joguei um ano de flag football quando tinha 10 anos de idade, mas quando eu estava pra jogar Pop Warner (como se fosse escolinha de futebol americano, a mais conhecida dos EUA) eu voltei para o Brasil. Em 2007, um grande amigo meu, que é inclusive o tight end titular do Botafogo, o João Pedro Fabres, me contou que descobriu que tinha um time de futebol americano no bairro que eu moro, a Barra da Tijuca. Porém era jogado na praia, que era a única modalidade que existia na época. Era o time do Mamutes. Desde então, comecei a treinar com eles. Fiquei de 2007 a 2010 no banco, aprendendo com um dos grandes QBs da história do futebol americano no Brasil, o Daniel “Dandan” Pereira, que é atualmente o quarterback do Cuiabá Arsenal. Em 2011, me tornei titular do Mamutes, que em 2010, havia firmado uma parceria com o Botafogo, e se tornou o Botafogo Mamutes. Já no segundo semestre de 2011, foi formado o time de futebol americano “de grama” do Botafogo, que hoje se chama Botafogo F.A., e não mais Botafogo Mamutes. Desde então, assumi a titularidade do time, e estou lá até hoje, e quero ficar lá durante bastante tempo ainda.

NR: Veja o lance que inspirou Pedro:

PT: É uma sensação especial jogar em um clube reconhecido nacionalmente?
Pedro:
É uma sensação maravilhosa. Saber que o futebol americano no Brasil chegou ao ponto de já firmarmos parcerias com equipes tradicionais do futebol no Brasil, significa muito no crescimento do esporte. Eu tenho muito orgulho de defender o Botafogo nos campos, e sempre farei de tudo para honrar o Botafogo F.A.

PT: Quais teus objetivos no futebol americano?

Pedro: Meu objetivo no futebol americano, inicialmente, era apenas me divertir e realizar um sonho, que era de jogar futebol americano com helmet e shoulder pads, um sonho que tenho desde os 7 anos. Hoje, com 22, sei que realizei um sonho. Mas hoje, meus objetivos vão além disso. Eu quero ajudar no crescimento do esporte no Brasil, tornar ele cada vez mais popular. Meu grande sonho é poder, um dia, trabalhar e ganhar a vida com o futebol americano.

PT: Defender a Seleção Brasileira – quem sabe numa Copa do Mundo - é um sonho?
Pedro:
Defender as cores do Brasil no campeonato internacional é o sonho de qualquer atleta brasileiro. Tenho muita vontade sim de, um dia, vestir a camisa da Seleção Brasileira de futebol americano, mas isso é algo que vem com esforço que fazemos nos treinos e nos jogos. Se treinarmos bem, jogarmos bem, o resto vem. Pra mim, o mais importante é honrar os meus companheiros de equipe. Nada me faz mais feliz do que ver meus teammates felizes por terem vencido uma partida.

PT: Como já moraste nos EUA, existe a possibilidade de tentar uma carreira lá?
Pedro:
Sempre existe uma possibilidade, né (risos)? Eu acho meio difícil, pois nos Estados Unidos eles trabalham com isso desde pequenos, já tem todo um conhecimento avançado. É difícil, porém não é impossível. Temos inclusive alguns brasileiros jogando nas faculdades dos Estados Unidos, como o Heron Azevedo, um grande amigo meu que tive a oportunidade de conhecer quando jogava no Mamutes. É um sonho, mas é possível. Eu sei que eu sempre vou buscar aprender cada vez mais, para quem sabe, um dia, conseguir trabalhar com isso.

PT: Uma mensagem para os gaúchos que gostam de futebol americano!

Pedro: Galera, não deixem de conferir o Torneio Touchdown! Aí em Porto Alegre, tem o Porto Alegre Bulls, não deixem de apoiá-los! Queria deixar um grande abraço a todos, continuem estudando e aprendendo cada vez mais sobre esse esporte maravilhoso que é o futebol americano. Continuem mostrando aos seus amigos que não conhecem, pois quem é apaixonado por futebol americano, sabe que quando você começa a gostar, não tem volta (risos). Mais uma vez um forte abraço a todos! Parabéns a toda a equipe do Prime Time. O trabalho de gente como vocês é essencial par ao crescimento do esporte no Brasil. Valeu galera!

Comentários (2)

  • Lucas Bochi DT#96 diz: 8 de agosto de 2012

    Grande Líder dentro e fora de campo, linda entrevista Parabéns Pedrão. E que o Futebol Americano continue crescendo no rio grande do sul. sou gaúcho e gostaria de um dia vestir a camisa do meu time ai no RS .

  • Eduardo Mamede CB#31 diz: 8 de agosto de 2012

    Tenho orgulho de defender as cores do Glorioso ao lado desse jogador fantástico que é o Pedro, aprendo muito com sua ousadia e determinação pra se superar dentro e fora de campo. Ótimo trabalho do Prime Time, parabéns!

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