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A história de Pat Tillman, o jogador da NFL que morreu na Guerra do Afeganistão

04 de março de 2013 3
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Pat Tillman morreu em 2004 no Afeganistão. Foto: NFL.com

Nos Estados Unidos, são comuns os atletas que também fazem parte do exército. Mas poucas histórias são tão emocionantes quanto a de Pat Tillman, que jogou na NFL entre 1998 e 2001. Em 2004, ele seria morto por suposto fogo amigo durante a Guerra do Afeganistão.

Tillman não é muito conhecido entre os fãs da NFL no Brasil porque não chegou a se destacar tanto na liga profissional. Foram apenas três temporadas como safety do Arizona Cardinals, tempo suficiente para aparecer no Pro Bowl de 2000. Mas a participação na Universidade foi efetiva e, pela Arizona State University, chegou ao Hall da Fama da NCAA.

Depois das três temporadas como profissional, Pat Tillman largou o futebol americano e se alistou ao exército ao lado do irmão, Kevin, que chegou a atuar nas ligas menores de beisebol e já havia assinado um contrato com o Cleveland Indians, mas desistiu da carreira. Ambos foram motivados a se alistar após os ataques terroristas de 11 de setembro.

Em 2003, Tillman foi enviado para o início da invasão ao Iraque. Retornou aos Estados Unidos e se formou ainda em 2003 na Escola de Patrulheiros do exército americano.

Em 2004, foi remanejado para os conflitos no Afeganistão. No dia 22 de abril daquele ano, acabou morto. Inicialmente, as informações diziam que ele havia sido morto em combate contra o exército afegão. Mais tarde, a versão oficial deu conta que a morte se deu por “fogo amigo”, ou seja, o próprio exército americano matou Tillman sem a intenção.

A falta de intenção, no entanto, é complexa. Não faltam pessoas que desconfiam da história, principalmente porque Tillman fez algumas críticas à gestão de George W. Bush, presidente dos Estados Unidos à época. A versão oficial não foi alterada: fogo amigo.

Comentários (3)

  • @RoneiStein diz: 4 de março de 2013

    Friendly fire…

    Muito suspeito isso! Jamais saberemos o quê realmente aconteceu. Mas largar a NFL e a MLB(no caso do irmão) para defender o país e ser morto por pessoas ao seu lado é muito triste. Impensável até, como muitas atitudes do governo W. Bush!

    Ainda prefiro um tal torcedor do Chicago Bears ao texano!

  • João diz: 4 de março de 2013

    Tem um ótimo livro que trata do assunto…Onde os homens conhecem a glória…acho que é assim o título do escritor John Krakauer…ou jack.

  • Matheus Beck diz: 26 de março de 2014

    O friendly fire é oficial. A circunstância sinistra é que o exército demorou anos para admitir e 1) usou a imagem de um super-heroi americano desde seu alistamento até sua morte e 2) acusou umas 500 pessoas antes de reconhecer sua culpa.
    Para quem não quiser ler o livro do Jon Krakauer (o que eu não recomendo), tem um documentário em vídeo na net The Tillman Story. É bem mais superficial, mas resume legal.

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