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Faverani fala com exclusividade ao Prime Time: "É um orgulho tremendo assinar com o Celtics"

25 de julho de 2013 1
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Focado na busca por espaço, Faverani usará a camisa 38 em Boston. Foto: Divulgação

Vitor Faverani soube superar todos os momentos difíceis na Espanha. Com trabalho e dedicação a cada dia, o pivô de 25 anos se torna o primeiro jogador nascido no Rio Grande do Sul a atuar na NBA. Orgulhoso por assinar com o Boston Celtics, o time mais tradicional do melhor basquete do mundo, Faverani conversou por telefone com o Prime Time. De Valencia, onde ainda acerta os últimos detalhes para a mudança de cidade e de vida, ele revelou que usará a camisa 38 no novo time.

Vitor nasceu em Porto Alegre em 1988, morou em Viamão e, logo aos oito anos, deixou o Rio Grande a caminho de Paulínia, no interior de São Paulo. O basquete o levaria mais tarde para Araraquara, Málaga, Zaragoza, San Sebastián, Murcia e Valencia, até a realização do sonho em Boston. A dedicação o levou a ter a chave do ginásio e treinar, sozinho, mesmo nos dias de folga.

Prime Time – O que significa ser o primeiro gaúcho na NBA? E logo no Boston Celtics?

Vitor Faverani – Estou acostumado a sempre me chamarem de paulista, porque fui cedo para São Paulo, mas com certeza é um orgulho muito grande, um prazer e uma responsabilidade grande representar o povo gaúcho. É um orgulho e uma sorte tremenda assinar com o Celtics, o time com mais títulos, mais tradição na NBA. Tenho que fazer um trabalho sério para garantir o meu espaço.

Prime Time – O Celtics vive uma reformulação. Você acha que terá espaço?

Faverani - A minha intenção é essa. Chegar lá, demonstrar trabalho e conseguir o meu espaço. Fácil não vai ser, a NBA é uma liga em que as coisas mudam muito rápido. Tem que demonstrar muito trabalho. Ninguém acreditava em mim em Valencia, mas eu tive sucesso lá e consegui assinar um contrato na NBA.

Prime Time – A ideia é se fixar logo no time principal ou cogita ganhar ritmo na D-League (Maine Red Claws)?

Faverani - O que eu tenho conhecimento é que vou ser um pivô, não importante no começo, mas que terei minutos para ganhar espaço. Esse é o meu trabalho, é por a bola dentro da cesta. Só penso em manter o foco no trabalho, fazer o que o treinador pede.

Prime Time – Como é seu estilo de jogo? Se adapta bem à NBA?

Faverani - O meu jogo se adapta também à NBA. É jogo de garrafão, posso abrir e chutar um pouquinho de fora, fazer pick and roll, tudo isso que eu gosto de fazer. Gosto da parte do espetáculo também, fazer enterrada, que lá nos Estados Unidos o pessoal gosta muito.

Prime Time – Você não foi draftado em 2009 e acabou voltando para a Europa? Por que o espaço veio só agora?

Faverani - Em 2009, estava passando por uma época ruim na Espanha. Não fui escolhido, mas evoluí com o meu trabalho, sem descansar nenhum dia. Tenho a chave do ginásio, passo o dia inteiro lá dentro, mesmo quando estou de folga. Sempre fui muito desconfiado, mas aprendi a ter confiança em mim mesmo, no meu trabalho. Vi que poderia ser um jogador melhor e consegui realizar o meu sonho.

Prime Time – Brad Stevens, novo técnico do Celtics, terá sua primeira experiência na NBA. Como você aguarda a relação com ele?

Faverani - Não tive a oportunidade de conversar com ele ainda, porque quando eu fui treinar não tinha ninguém lá, só o Fab Melo. Mas eu acho que o jogador tem que se adaptar a qualquer tipo de treinador. Ele é bom, jovem, gosta de pivôs. Acho e espero que a relação seja boa.

Prime Time – Você vai jogar a Copa América agora. Seguirá atendendo às convocações do Magnano?

Faverani - Eu falei com meu agente, falei com o Magnano, que eu queria ir para a seleção. Agora, com o contrato assinado com o Boston, eles não querem que eu vá. Vou sentar e conversar com o meu agente e com o Magnano. Mas quero sempre atender às convocações, é essencial você defender as cores do seu país.

Prime Time – Já escolheu o seu número no Celtics?

Faverani - Já conversei com o pessoal lá, vou usar o número 38. Aqui na Espanha, sempre usei o 13, que lá é do Fab Melo. Eu nunca tive escolha para número, usei o 13 porque era o que sobrava (risos). Um dia em casa, com meus amigos, eles vieram e nós trocamos ideia. Um deles, o Pablo Bango, jogava handebol e usava a 38. Ele disse que se eu usasse o 38 também, ele faria uma tatuagem minha, com o trevo do Celtics, meu nome e o número.

Prime Time – Já conversou com Fab Melo?

Faverani – Conversei com ele durante os treinos, um dia antes também. Ele disse “se quiser comer um feijão lá em casa, passa lá”. Mas eu fui fazer provas médicas, não deu tempo de ir na casa dele. Agora terá tempo de sobra. A molecada brasileira é sempre gente fina, não tem brasileiro ruim.

Prime Time – Como será a mudança e a adaptação nos Estados Unidos?

Faverani – Falaram que eu tenho que me apresentar entre 6 e 12 de agosto para começar a treinar. Mas tenho que ir ao Brasil e conversar com o meu agente e com o Magnano. O frio é difícil, desde que eu fui embora do Sul eu nunca senti frio. O primeiro ano nunca é fácil para ninguém, mas tenho que superar isso. Fico na casa quentinha, depois vou treinar num carro quentinho, não posso reclamar.

Comentários (1)

  • Vitor Faverani pede dispensa da seleção que jogará a Copa América | Prime Time diz: 30 de julho de 2013

    [...] sempre atender às convocações, é essencial você defender as cores do seu país — havia dito Faverani ao Prime Time, na semana [...]

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