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Exclusiva: vice-presidente internacional da NFL fala sobre o planejamento da liga para o Brasil

07 de outubro de 2014 2
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Brasil, de Cairo Santos, é um dos alvos da expansão internacional da NFL. Foto: Kansas City Chiefs/Divulgação

Brasil, de Cairo Santos, é um dos alvos da expansão internacional da NFL. Foto: Kansas City Chiefs/Divulgação

Por: Wendell Ferreira

O Brasil deixou de ser apenas um coadjuvante no planejamento de expansão internacional da NFL. Se antes a liga sentia apenas um leve crescimento de popularidade do jogo na América do Sul, passou a ter no Brasil o principal ponto de interesse, ao lado do México, na América Latina.

O Prime Time conversou com exclusividade com Mark Waller, inglês que é o novo vice-presidente internacional da liga. Os assuntos foram variados: Brasil, Reino Unido, dificuldades da expansão do jogo fora dos Estados Unidos e logística para isso.

A primeira parte da conversa é sobre a visão da NFL sobre o Brasil para os próximos anos. Os outros tópicos serão publicados nos dois próximos dias.

Prime Time — Quais são as próximas fronteiras além de Londres?
Mark Waller — Temos que considerar mais do que só o Reino Unido. Vamos executar isso. Eu sou lembrado repetidamente pelo comissário (Roger Goodell) que temos que caminhar e mascar chiclete ao mesmo tempo. Definitivamente temos que olhar para outros mercados. Isso é óbvio. Temos uma grande base de fãs na Alemanha. É algo que definitivamente podemos e devemos analisar. O Brasil é um grande mercado esportivo, teve uma grande visibilidade recente com a Copa do Mundo e terá de novo com as Olimpíadas. Há uma ótima infraestrutura de estádios e o mercado de mídia está crescendo. Vale analisar. Já temos uma presença na China, gostaria de pensar que podemos fazer mais com esse mercado, particularmente em conteúdos de mídia.

Prime Time — Como você enxerga um possível jogo no Brasil? Qual o tamanho dessa possibilidade, levando em consideração que estádios foram remodelados para a Copa do Mundo de futebol?
Mark Waller — Vou responder à segunda questão primeiro. O pré-requisito para nós é ter um ótimo estádio. Então, o fato de os brasileiros terem investido em toda essa infraestrutura obviamente é um grande benefício para nós, sem dúvida. E também há o fato de ser uma zona horária parecida com a nossa, o glamour e a paixão extraordinárias. O que a Copa do Mundo demonstrou a mim é a beleza da conectividade global em torno de um grande esporte. O fato de você poder ser parte disso simultaneamente no Soldier Field ou no Arrowhead Stadium, ou de onde você viesse. Nós sentimos algo especial, independente de gostar ou não de futebol. Na minha cabeça, é menos sobre futebol, falando do ponto de vista de um inglês. Mas vocês foram parte de algo muito especial. E eu acho que seria extraordinário para nós se formos capazes de olhar algo aí.

Prime Time — Algum organizador ou promotor do Brasil se interessa?
Mark Waller — Sim, temos várias consultas. Parte da razão por ter eu pego esta função é trabalhar com isso, que outras agendas de crescimento nós teremos? Nós estamos fazendo isso de maneira fantástica no Reino Unido e estou incrivelmente orgulhoso disso, mas temos que ter mais de um cachorro na caçada, mais de um cavalo na corrida, seja qual for a expressão. Então, precisamos de outras estratégias. Eu imagino que o Brasil é o único lugar na América do Sul. Certamente por causa dos estádios. A coisa mais decepcionante no momento é que nós temos uma base de fãs incrível no México, mas simplesmente não temos um local que pode entregar o que precisamos de uma sede para um jogo de temporada regular.

Prime Time — E sobre outros países, além da Inglaterra, que querem sediar um jogo da NFL?
Mark Waller — Tivemos a visita de uma delegação da Espanha, que não foi prioritariamente para nos ver, eles estavam olhando outros esportes e eles se interessaram. Creio que já tivemos o interesse da França no passado. Mas eu volto ao ponto de que não estamos apenas procurando colocar partidas e jogá-las em qualquer lugar para dizer que jogamos em Parias ou Barcelona ou Madri. Acredito que, onde quer que estejamos indo, será parte de um projeto maior em detrimento a fazer uma vez e não voltar mais. A maioria das pessoas que nos abordam, nos abordam especulando sobre um evento, e nossos jogos de temporada regular não podem ser eventos especulativos para os nossos times, então temos que ter uma lógica mais convincente.

Comentários (2)

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