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Técnico da seleção de futebol americano fala sobre o jogo mais importante da história do Brasil

21 de janeiro de 2015 0
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Foto: Arquivo Pessoal

Foto: Arquivo Pessoal

Uma caminhada de mais de duas décadas colocou Dan Muller, desde jovem fã de futebol americano, no comando da seleção brasileira que tem a chance de chegar pela primeira vez na história à Copa do Mundo do esporte da bola oval. Envolvido na modalidade a partir da década de 1980, o comandante do Brasil Onças, como é conhecida a seleção, morou nos Estados Unidos, jogou e treinou o São Paulo Storm antes de ter a chance no time nacional. Em 31 de janeiro, enfrenta o Panamá na América Central. Se vencer, o Brasil se classifica para o Mundial que tem um sabor especial: será disputado em Canton, Ohio, considerado o berço da NFL e sede do Salão da Fama do futebol americano profissional.

Em entrevista a Zero Hora, Dan Muller, 37 anos, falou sobre o desafio de construir uma seleção forte, apesar das dificuldades financeiras e do pouco conhecimento do adversário — as informações sobre o rival chegam apenas por jornais locais e vídeos de pouca qualidade.

Prime Time — Como o Brasil chega para este jogo?
Dan Muller — O time chega forte. Felizmente, vamos conseguir levar o time titular quase completo. Fizemos duas fases de treinamento para essa partida, além dos amistosos contra Chile e Uruguai nos últimos anos. Fizemos um final de semana de treinos no Rio de Janeiro e vamos fazer outro em Recife no fim de janeiro. O rpimeiro training camp teve 70 convocados, e agora vamos ter 45, que é o grupo final. A maioria vai para o Panamá no dia 29.

Prime Time — Como vocês fizeram para estudar a seleção do Panamá?
Muller — Não conseguimos as partidas que eles fizeram contra a Costa Rica. Tentamos ver alguma coisa dos times nacionais, ver tendências dos treinadores, sobretudo do treinador da seleção. Vimos uma ou duas reportagens sobre a seleção, ver formações de defesa pelo menos. Mas não foi o quanto a gente gostaria, como se tivéssemos conseguido um vídeo dos jogos.

Prime Time — Quais são as principais características da seleção?
Muller — É um time bem rápido, bem atlético. É um time com essa qualidade que a gente vem procurando. O ataque é bem equilibrado, mas o jogo corrido é prioritário pela grande qualidade dos nossos running backs (corredores).

Prime Time — O que significa pra vocês ter a possibilidade de jogar em Canton?
Muller — Só de ter essa oportunidade de enfrentar o Panamá já é um grande avanço para o nosso esporte. Temos a possibilidade de conseguir um lugar em Canton, seria sensacional se conseguíssemos a vaga para todos os atletas que praticam o esporte. Todo mundo se empenhou muito para ver o crescimento do futebol americano.

Prime Time — Existe apoio de patrocinadores? E como a torcida incentiva vocês?
Muller — Não existe apoio público. Existem alguns patrocínios pontuais, alguns jogadores têm patrocínios particulares. A torcida apoia muito, isso com certeza. Não só aqueles que praticam, mas os que torcem, gostam de NFL e sabem que a seleção brasileira existe. Eles dão esse apoio legal, espero trazer boas notícias do Panamá para eles.

Prime Time — Quais são as principais dificuldades que vocês têm para este jogo?
Muller — Uma delas foi a parte de treinamento. Felizmente conseguimos realizar esses dois momentos. Também tem a viagem longa, que gera custo, cansaço. Mas espero que a vontade dos nossos jogadores supere isso.

Prime Time — Se o Brasil for à Copa, em que condições você acha que o time chega?
Muller — Com certeza vai ser complicado, mas isso é para pensar depois do jogo do Panamá. Existem seleções mais experientes, mas muitas seleções em um nível parecido com o nosso. Passando pelo Panamá, queremos chegar bem e disputar, vencer essas equipes que estão no nosso nível.

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