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O que o Vikings pode conseguir em troca de Adrian Peterson?

03 de abril de 2015 0
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Definição sobre destino de Peterson é complexa. Foto: Adam Bettcher/Getty Images/AFP

Definição sobre destino de Peterson é complexa. Foto: Adam Bettcher/Getty Images/AFP

A desvalorização de Adrian Peterson é óbvia. De jogador mais valioso da NFL em 2012, o running back passou a temporada de 2014 quase por completo com uma suspensão da liga por agredir o próprio filho. O clima no Minnesota Vikings ficou, ainda que a franquia tente reverter a situação, praticamente insustentável. O próprio agente de AP confirma a intenção de trocá-lo.

O problema é que o valor de mercado de Peterson está muito mais ligado atualmente ao fato ocorrido no início da temporada passada do que ao potencial que o corredor pode acrescentar a qualquer time. Este fator, somado à desvalorização da posição nas últimas décadas, torna uma troca desfavorável ao Vikings — a menos que alguém resolva fazer uma aposta alta.

Nos últimos tempos, o único time que trocou uma escolha de primeira rodada por um running back foi o Indianapolis Colts. O time enviou sua seleção de 2014 ao Cleveland Browns para ter Trent Richardson, terceira escolha de 2012 que havia fracassado pelo time que o draftou. O insucesso comprovou que a decisão do Colts foi equivocada.

Além disso, Adrian Peterson já virou a barreira dos 30 anos — idade em que running backs começam a decair fisicamente, se isso já não aconteceu antes. O único jogador da posição trocado depois desta idade foi Darren Sproles — do New Orleans Saints ao Philadelphia Eagles por uma escolha de quinta rodada. E, mesmo assim, Sproles joga em um papel específico e limitado no esquema de Chip Kelly.

Outro fator que complica uma eventual troca é o contrato de AP. Ele assinou uma extensão longa em 2011 e ainda tem mais três anos de vínculo — quando há uma troca na NFL, o contrato assinado com a equipe de origem se mantém. O jogador tem uma base salarial de US$ 12,75 milhões em 2015, US$ 14,75 milhões em 2106 e US$ 17,75 milhões em 2017. A isso, somam-se US$ 250 mil por temporada caso ele compareça aos treinamentos de intertemporada e pré-temporada. Em 2015, ainda há a última parcela do bônus de assinatura do contrato que custará US$ 2,4 milhões.

Por mais que todo o valor garantido do contrato já tenha sido pago pelo Vikings nos três primeiros anos de vínculo — isso significa que quem cortar Peterson não terá de pagar nenhuma multa ou valor excedente —, ninguém faz uma troca cara para se desfazer do jogador. E ter um contrato tão danoso com uma incógnita — sem falar no desgaste da imagem — é arriscado.

Por esses valores, é improvável pensar que algum time trocará por AP. Assim, o jogador terá de negociar uma reestruturação do contrato com o Vikings ou acertar os parâmetros para o acerto com a eventual nova equipe. Para fazer uma troca, o time tem que ter espaço suficiente no teto salarial para absorver o contrato — por este motivo, a reestruturação pode sair antes da troca, mas com a negociação alinhavada. Transformar parte do salário restante em bônus de assinatura é uma forma de reduzir o impacto dos seus ganhos no limite da folha salarial.

Nestes cenários, é pouco provável que o Vikings consiga mais do que uma escolha de segunda rodada por seu antigo ícone — para ter uma escolha de primeira rodada, provavelmente teria que mandar ao outro time uma escolha sua também. Arizona Cardinals, Atlanta Falcons, Dallas Cowboys, Jacksonville Jaguars, Oakland Raiders e San Diego Chargers são as franquias interessadas em negociar de alguma forma.

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