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Prime Time responde: as expectativas para a temporada 2015 da NFL

12 de junho de 2015 0
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Frank Gore é um importante reforço para o Indianapolis Colts. Foto: Michael Thomas/Getty Images/AFP

Frank Gore é um importante reforço para o Indianapolis Colts. Foto: Michael Thomas/Getty Images/AFP

Abrimos aqui uma nova seção do blog: perguntas e respostas. Pelo Twitter, pedimos que nossos leitores enviassem perguntas sobre a nova temporada da NFL. Gostamos das participações e faremos isso com frequência nos próximos meses. Vamos a elas:

Victor Giraldello — Qual equipe se reforçou melhor?
Gostei bastante das duas prncipais contratações ofensivas do Indianapolis Colts, Frank Gore e Andre Johnson. O time sofreu pela falta de jogo corrido nos últimos anos, e por mais que o Gore não tenha sido um dos líderes da NFL, pode ser bem melhor do que os últimos running backs do time. Andre Johnson é uma bela opção com experiência que, além de ajudar pela sua produção, pode impulsionar a produção do jovem T.Y. Hilton. Ainda tem adições defensivas importantes, como Trent Cole e Kendall Langford.

Mauricio Dall’Agnol — Esse ano, o Dolphins chega ou morre na praia novamente?
É o ano para chegar. É auxiliado pela suspensão do Tom Brady, que facilita o caminho na AFC Leste, e vai ter um impacto defensivo muito grande pela contratação do Ndamukong Suh. Se não conseguir os playoffs nesta temporada, pode começar a coçar a cabeça. A renovação do Ryan Tannehill e o contrato do Suh, a médio e longo prazo, vão ter impacto no teto salarial do time. Será difícil manter o elenco forte pelos próximos anos.

Pedro Leon — O que esperar do Cincinnati Bengals?
Não foram grandes contratações. Michael Johnson e A.J. Hawk podem ajudar na pressão ao quarterback adversário, e Denarius Moore é outra alternativa para Andy Dalton. Mas ainda vejo o Pittsburgh Steelers à frente. O Baltimore Ravens também está um pouco acima se jogar tudo o que pode.

Felipe Lenzi — Pelo draft e contratações, quais seriam os três melhores e os três piores times para a próxima temporada?
Melhores:
Seattle Seahawks – já vem com um elenco muito forte e ainda contratou o Jimmy Graham para tapar um dos furos ofensivos do time. Um tight end tão eficiente cai como uma luva no sistema ofensivo do Pete Carroll, porque é um alvo curto em jogadas de play action entre Russell Wilson e Marshawn Lynch. Vamos ver muito disso em 2015.

Green Bay Packers — o Packers não usa a agência livre para se reforçar. Mas tem um plano de draftar e desenvolver bem interessante, além de usar o seu teto salarial para manter as principais estrelas. É sem dúvida um dos melhores ataques da liga, com o melhor quarterback da temporada passada. A defesa, que tem problemas nos últimos anos, apresentou sinal de reação no fim da temporada passada apesar do fim melancólico em Seattle. O draft serviu principalmente para adicionar opções à secundária.

New England Patriots — o Patriots teve um draft pesado. Literalmente. Foram seis jogadores de linha (ofensiva ou defensiva) draftados nas primeiras cinco rodadas. Com as outras opções, Bill Belichick sabe trabalhar bem. Ter força nas trincheiras é a base para um Patriots com boas chances de título. De novo. E enquanto Tom Brady estiver em campo.

Piores:
Cleveland Browns — fui crítico à escolha do Tampa Bay Buccaneers em 2014 ao contratar o Josh McCown e escolhê-lo como titular no lugar de Mike Glennon — não que este seja um gênio, mas pelo menos é jovem e tem algum potencial. McCown é uma opção de segurança, mas não é capaz de conduzir um time a grandes coisas. E a história tem tudo para se repetir em Cleveland. Apesar do time ter se reforçado em alguns pontos, terá basicamente os mesmos problemas do ano passado.

Jacksonville Jaguars — O Jaguars contratou alguns bons reforços para o ataque, como o tight end Julius Thomas. No draft, preocupou-se em reforçar a linha ofensiva. Ou seja, tudo para fazer com que Blake Bortles se afirme como o quarterback da franquia. Acredito no potencial do camisa 5, mas a defesa de Jacksonville ainda deixa a desejar. E isso tem impacto nos dois lados da bola.

Tampa Bay Buccaneers — Jameis Winston tem um temperamento complicado. Apesar do talento e de ter potencial para ser um marco na equipe, cometeu muitos turnovers durante a carreira universitária. Será difícil não ver esses turnovers em sua primeira temporada como profissional. Primeiro, porque é sua primeira temporada como profissional e os turnovers aparecem nessa situação. Segundo, porque é difícil evitá-los quando há pouco talento em volta. E o Bucs mostrou com a campanha do ano passado que não tem muito talento.

Pedro Castiel — Qual mudança de regra gerará mais impacto no jogo e na estratégia dos times?
Sem dúvida é a mudança do local do snap no ponto extra. Isso gerará uma explosão de estratégias nos times especiais — algo que é BEM limitado hoje em dia. Não acredito que os times vão sair arriscando os dois pontos a qualquer momento. Mas vão fazê-lo quando um kicker errar o chute e mudar o cálculo das pontuações a cada posse. Sem falar na possibilidade da defesa retornar o chute para um minitouchdown e anotar dois pontos. Haverá muito mais envolvimento dos técnicos principais com os times especiais. Vamos ver coisas legais em 2015, um ano de experiência das alterações.

Juliano Azzi — Como fica o Patriots com a suspensão de quatro jogos do Brady?
Qualquer time do mundo sentiria a falta de um jogador de nível tão alto. Não vejo Jimmy Garoppolo pronto, apesar dos flashes nas poucas oportunidades que teve. Por outro lado, ninguém melhor do que Bill Belichick para minimizar o impacto da ausência do Brady. Em 2008, quando Tom se machucou e perdeu toda a temporada, o Patriots conseguiu 11 vitórias com Matt Cassel como quarterback e só não foi aos playoffs por uma matemática rara na Conferência Americana. Belichick tem boas armas e sabe usá-las muito bem.

Pedro Átila — Depois do draft e da free agency, quais são os três melhores ataques e as três melhores defesas?
Para essa resposta, vou desconsiderar as possibilidades de lesão. O melhor ataque é o do Green Bay Packers. Aaron Rodgers, Eddie Lacy, Jordy Nelson, Randall Cobb e uma das melhores linhas ofensivas jovens da NFL. Tudo isso sob o comando de Mike McCarthy, um dos técnicos mais eficientes em termos ofensivos. O ataque do Minnesota Vikings também me chama atenção. A volta do Adrian Peterson tem um impacto absurdo, ainda mais com um QB em ascensão, o Teddy Bridgewater, que mostrou muito para um novato em 2014. O Dallas Cowboys também tem um ótimo ataque. A linha ofensiva é a melhor da liga, tem em Tony Romo um QB sólido e um dos três melhores recebedores da liga, o Dez Bryant. O problema é no jogo corrido. Com Darren McFadden, não vejo o time repetindo a produção terrestre do ano passado.

A melhor defesa ainda é a do Seattle Seahawks. É experiente, é vitoriosa e está entrosada. Só vejo a Legion of Boom subindo de nível com a decepção no Super Bowl. O Arizona Cardinals foi carregado pela defesa depois que Carson Palmer se machucou. Foi um time competitivo na difícil NFC Oeste enquanto o ataque permitiu. E o Houston Texans também é interessante, com um front seven de dar medo a qualquer um. J.J. Watt é o melhor defensor da NFL, Jadeveon Clowney sofreu com as lesões na primeira temporada na liga, mas terá um grande impacto se estiver saudável. Além disso, o miolo da linha ganhou o reforço do Vince Wilfork.

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