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As regras com o nome de Larry Bird que mudaram a realidade da NBA

30 de junho de 2015 0
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Regra em alusão a Larry Bird mudou a corrida na free agency. Foto: NBA/Divulgação

Regra em alusão a Larry Bird mudou a corrida na free agency. Foto: NBA/Divulgação

Durante as intertemporadas de NBA, você passa a ouvir termos que ficam de lado enquanto a bola está no ar. Mas as regras nas negociações são extremamente importantes e mudaram a realidade da liga ao longo das últimas décadas. Tudo é definido nos acordos coletivos de trabalho e alinham os contratos entre franquias e jogadores.

Alguns dos pontos que mais tiveram impacto dentro da quadra foram as regras que levam o nome de Larry Bird — Bird Exception, Early Bird Exception e Non-Bird Exception. Elas dão vantagens aos times atuais dos agentes livres e criam mecanismos para evitar que as franquias mais ricas tenham uma vantagem significativa para contratá-los — a ideia é manter a paridade entre as 30 equipes.

Por que Larry Bird?
As exceções levam o nome de Larry Bird porque o Boston Celtics da década de 1980 foi o primeiro time permitido a estourar o teto salarial da liga para manter o seu jogador — curiosamente, o Celtics não se utilizou da regra para renovar com Bird, porque houve um acerto anterior ao término do contrato, mas sim com Cedric Maxwell. A ideia é que os times possam estourar o limite da folha salarial para renovar contratos com seus atletas.

Bird Exception
Neste quesito, enquadram-se os chamados “agentes livres veteranos qualificados”, ou simplesmente “Bird Free Agents”. Para ser classificado nesta categoria, o jogador tem que ficar três temporadas sem ser dispensado ou trocar de time atráves da agência livre. Jogadores trocados ou contratados como anistiados carregam seus direitos de Bird Exception.
Quem tem essa classificação pode assinar contratos de cinco anos, em vez de vínculos de apenas quatro temporadas. Além disso, as franquias são liberadas a estourar o teto salarial para fechar estes contratos — o valor excedente no teto salarial gera uma multa, chamada de “luxury tax”.

Early Bird Exception
A segunda alternativa é para jogadores que ficam duas temporadas no mesmo time — os chamados “agentes livres veteranos antecipadamente qualificados”. Jogadores trocados ou contratados como anistiados carregam seus direitos de Early Bird Exception, assim como no item anterior. Perdem seus direitos jogadores dispensados ou que mudam de time na agência livre. Nesse caso, o time pode renovar o contrato do jogador por 175% do seu salário no ano anterior ou a média salarial da NBA, o que for maior, com a possibilidade de estourar o teto salarial. O contrato precisa ter entre dois e quatro temporadas de duração. Jogadores que são dispensados e puxados nos waivers — ou seja, mantêm seu contrato antigo, mas com um novo time — podem ser incluídos nesta categoria.

Non-Bird Exception
Há uma vantagem mesmo para jogadores que atuaram somente uma temporada por seus times atuais. É a Non-Bird Exception, para os chamados “agentes livres veteranos não-qualificados”. Neste modelo, o jogador pode renovar o contrato por 120% do seu salário do ano anterior ou 120% do piso salarial da liga, o que for maior. O vínculo pode durar até quatro anos e, eventualmente, estourar o teto salarial da franquia.

Sem espaço para manobras
Um jogador que é agente livre conta no teto salarial do time mesmo que esteja sem contrato. Isso impede que um time assine com agentes livres de outros times e depois assine com os seus próprios utilizando as exceções de Larry Bird para estourar o teto salarial.

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