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1982: a temporada mais maluca da história da NFL

12 de julho de 2015 0
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Mark Moseley é o único kicker a ganhar o prêmio de MVP. Foto: Reprodução

Mark Moseley é o único kicker a ganhar o prêmio de MVP. Foto: Reprodução

Você já imaginou um kicker como o jogador mais valioso de uma temporada da NFL? No futebol americano de hoje, é virtualmente impossível. Mas aconteceu na temporada de 1982, a mais maluca da história da liga — um ano em que não houve divisões e o calendário foi modificado.

Uma greve de 57 dias organizada pelos jogadores fez com que a NFL fosse obrigada a reduzir o calendário. A temporada passou de 16 para apenas nove jogos por time. Com isso, a liga optou por desconsiderar as divisões e fazer a classificação apenas por meio das conferências.

À época, eram 28 times, divididos em duas conferências de 14. Os oito melhores colocados de cada conferência avançariam aos playoffs. Na pós-temporada, o esquema seria em formato olímpico (1° x 8°, 2° x 7°, 3° x 6° e 4° x 5°).

O formato de classificação levou dois times de campanhas negativas (Cleveland Browns e Detroit Lions), com quatro vitórias e cinco derrotas, aos playoffs. O único time que não venceu foi o Baltimore Colts, com oito derrotas e um empate.

Nada, no entanto, foi mais curioso que o jogador mais valioso da liga. Pela primeira — e até hoje única — vez na história, um kicker ganhou o prêmio de MVP. O nome dele é Mark Moseley. Nenhum outro membro prioritário de times especiais levou o prêmio individual. E começou de maneira mais absurda ainda.

O técnico do Washington Redskins na ocasião, Joe Gibbs, draftou o kicker Dan Miller naquele ano. Disse a Mark Moseley que ele nem precisava comparecer ao training camp. Mas Moseley foi mesmo assim. E virou o titular depois de uma pré-temporada fracassada de Miller.

O Redskins, time de melhor campanha na temporada regular, tinha nomes muito mais óbvios para receber o prêmio de MVP. O quarterback era Joe Theismann. Também havia no elenco os futuros integrantes do Hall da Fama John Riggins (running back), Art Monk (wide receiver) e Russ Grimm (guard).

Mesmo assim, o ataque chegava perto da end zone, mas não entrava. Lá ia Moseley para converter os três pontos. E desta forma, com um field goal no último segundo, o kicker deu a vitória ao Redskins sobre o rival New York Giants. Naquele ano, o time da capital americana chegava aos playoffs pela primeira vez desde 1976.

Os grandes momentos de Moseley, decidindo jogos, foram o diferencial. Seus números, comparados aos dos kickers daquela época, eram bons — mas nada que o levasse a um prêmio de MVP. E muito menos na realidade atual. Foram 16 extra points convertidos em 19 tentativas, e 20 field goals acertados em 21.

O segundo colocado na votação foi o quarterback Dan Fouts, que teve média de 320 jardas passadas por partida, mas levou o San Diego Chargers a seis vitórias, contra oito do Redskins. O prêmio estava nas mãos, ou nos pés, de um kicker.

A pós-temporada coroou a temporada (maluca e) quase perfeita do time de Washington. Vitórias sobre Detroit Lions, Minnesota Vikings e Dallas Cowboys levaram o time ao Super Bowl XVII. Na decisão, o triunfo do Redskins foi sobre o Miami Dolphins, que ainda não tinha Dan Marino: 27 a 17, com direito a dois field goals de Moseley — e o prêmio de jogador mais valioso da decisão dado a John Riggins.

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