Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Prime Time Responde: qual a regra mais absurda/complicada de cada uma das grandes ligas?

09 de outubro de 2015 0
Bookmark and Share
Foto: Larry French/Getty Images/AFP

Foto: Larry French/Getty Images/AFP

O Prime Time Responde da semana está no ar. Para ler as edições anteriores, clique aqui.

Alysson Farias – Quem assume o Dolphins?
Dan Campbell, técnico de tight ends, assume o time de forma interina até o fim da temporada. A direção só vai atrás de um nome definitivo para 2016.

Bruno – Welker vai ou não para o Giants?
Ele fez testes no time, mas não assinou contrato. Pode assinar a qualquer momento com qualquer time. Ou não.

Pedro Rodrigues – Seahawks vai se recuperar e ir à final de conferência?
A questão do Seahawks não é a campanha (2-2). É o nível em que o time está. A linha ofensiva é extremamente falha, o Marshawn Lynch não está com um rendimento nem parecido ao dos últimos anos, o time não consegue encaixar o Jimmy Graham e a defesa ainda não demonstrou a pegada de sempre. Pode se recuperar, mas hoje eu não vejo o time nem como vencedor da NFC Oeste.

Patrick Silva – Ray Rice: ótimo custo, possível ótimo benefício, risco terrível. Vale contratar?
Quando um jogador é bom, ele recebe uma segunda chance. Foi assim com Michael Vick, Richie Incognito, Adrian Peterson. A questão sobre o Ray Rice é que ele já estava em declínio na temporada de 2013. E é difícil imaginar que um running back melhore na parte final da carreira. Há outras opções que fornecem um custo-benefício melhor entre os agentes livres, como o Pierre Thomas — ainda que o Rice seja um jogador melhor.

Lucas Viana – O que acha desse novo time do Miami Heat?
A base é a mesma da temporada passada. Só que o time não pode depender tanto do Dwyane Wade. Por isso, é essencial que o Chris Bosh se mantenha saudável.

Gabriel – Saints tem chance ainda nesta temporada?
Depende de qual chance. Chance de título, só um milagre. De ganhar a divisão, também. Até porque o Atlanta Falcons é um time melhor. O Carolina Panthers também parece ser. A briga do Saints é por um lugar no wild card, e isso ficou bem comprometido com um começo 1-3.

Anderson Fraga – Qual a regra de jogo mais absurda/complicada de cada uma das grandes ligas?
Primeiro: na NFL, sempre haverá uma regra que ninguém sabe e que todo mundo vai descobrir que existe só quando isso definir um jogo. Das que todo mundo conhece, mas ninguém conhece a fundo, é a regra do catch. A recepção é válida quando o jogador tem o controle da bola dentro de campo. Mas se o ato da recepção é feito durante uma queda, o jogador tem que manter o controle da bola até o fim do ato da queda. Isso gerou algumas polêmicas, como a não-recepção do Dez Bryant, do Cowboys, na última semifinal da NFC, contra o Packers.
Na MLB, não é exatamente uma regra, é um regulamento. É simplesmente patético o jogo de wild card. Os times jogam 162 partidas ao longo da temporada, e nunca em jogos isolados, sempre em séries. Na hora da verdade, o time pode ver tudo escorrer pelos dedos em um jogo. Não faz nenhum sentido. Outra engraçada é quando um jogador se machuca durante uma corrida. Exemplo: há um home run e já existe um jogador na primeira base. O jogador que estava na primeira base se machuca durante a corrida. O atleta que bateu o home run não pode ultrapassá-lo na corrida. Então, a arbitragem permite que o jogador lesionado seja substituído durante o lance para completar a corrida, e o atleta que bateu o home run também pode voltar ao home plate.
Na NBA, uma regra que é bem conhecida, mas é muito bizarra: em um pedido de tempo, o time automaticamente avança para o meio da quadra. Por quê???? O time toma uma cesta e está do outro lado da quadra. Pede tempo e é beneficiado com meia quadra de território, sem ter nenhum mérito por isso. Nos segundos finais de jogos, isso pode fazer muita diferença.
Na NHL, uma regra curiosa é sobre os goleiros. Um goleiro pode ser substituído a qualquer momento no tempo regulamentar ou na prorrogação. Mas, no shootout, o jogador que começa tem que ir até o último disparo. Pelo menos, por opção técnica. A única permissão para trocar o goleiro durante o shootout é em caso de lesão.

Airton Riella – Como funciona o limite de salários? Compare com o esporte brasileiro.
Depende da liga. O sistema mais rígido é o da NFL, em que não é permitido estourar o cap em nenhuma hipótese — o time será punido se fizer isso. Impactam no teto salarial os ganhos de todos os jogadores vinculados ao time — ativos, suspensos, lesionados até jogadores do practice squad. Técnicos não contam. A NHL não chega a ser tão rígido como o da NFL.
O da NBA é bem liberal. São várias exceções ao limite imposto, como a chance de exceder o valor para renovar o contrato com um jogador que já estava no elenco da franquia ou aumento no espaço em caso de lesão de um jogador. A MLB não tem teto salarial. A medida adotada para limitar os salários é a luxury tax (que também existe na NBA). As franquias que excedem o valor estabelecido não são punidas esportivamente, mas recebem uma multa. No futebol brasileiro, não há nenhuma limitação salarial em qualquer formato. Estuda-se adotar o fair play financeiro, como na Europa, em que um time não pode gastar mais do que arrecada.

Luís Paulo Valois – Peyton Manning não tem mostrado o mesmo nível de sempre, principalmente nos números. A defesa é capaz de carregá-lo para o Super Bowl?
Dessa vez, Valois, escrito certinho. Costumo dizer que a importância relativa do quarterback para o time diminui nos playoffs. Por isso grandes quarterbacks em times fracos conduzem seus times aos playoffs, mas não vencem na pós-temporada (caso do próprio Manning algumas vezes e do Aaron Rodgers em 2011). Se o time está funcionando bem sem o Manning jogar bem na temporada regular, é possível que isso prossiga nos playoffs. Mas, para isso, é necessário encaixar o jogo corrido. Ronnie Hillman tem me parecido melhor que o C.J. Anderson até agora.

Envie seu Comentário