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Do Super Bowl à reserva de Gabbert: o declínio de Kaepernick em três anos

04 de novembro de 2015 1
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Kaepernick vai para o banco no 49ers. Foto: Michael B. Thomas/Getty Images/AFP

Kaepernick vai para o banco no 49ers. Foto: Michael B. Thomas/Getty Images/AFP

Alex Smith vivia seu melhor momento no San Francisco 49ers quando sofreu uma concussão na semana 10 de 2012, contra o St. Louis Rams. Ele nunca mais seria titular da franquia. Colin Kaepernick entrou e comandou o time em um empate em 24 a 24. Na semana seguinte, em um Monday Night Football contra o Chicago Bears, o jovem oriundo de Nevada, em sua segunda temporada na NFL, chamou a atenção pela versatilidade na vitória por 32 a 7.

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Jim Harbaugh não hesitou para mandar ao banco a primeira escolha do draft de 2005. Kaepernick seria o novo líder do ataque. Aos poucos, o camisa 7 começou a se consolidar e vencer jogos. Nos playoffs, a estreia foi a melhor possível: 181 jardas corridas, um recorde histórico, na vitória por 45 a 31 sobre o Green Bay Packers, seu time de infância. Ele conduziu o 49ers até o Super Bowl e ficou perto de uma vitória sobre o Baltimore Ravens. Na coletiva após a derrota, disse: “Eu vou voltar”.

Em 2013, fez outras duas grandes partidas contra o Packers e recolocou o 49ers na final da Conferência Nacional. O sonho de voltar ao Super Bowl, no entanto, acabou em uma derrota para o rival Seattle Seahawks.

Aos poucos, a principal qualidade de Kaepernick em campo passou a ser sua limitação. Por correr demais, passava menos do que devia. As críticas começaram em 2014, quando o 49ers não foi à pós-temporada. Em 2015, chegaram ao limite. Com seis derrotas em oito jogos e vários erros de leitura e execução, Kaepernick perdeu a posição.

Na semana 9, contra o Atlanta Falcons, Blaine Gabbert estará atrás do center. Antiga escolha de primeira rodada pelo Jacksonville Jaguars, Gabbert tem apenas cinco vitórias em 27 jogos como titular. Na carreira, o quarterback completou apenas 53,2% dos passes, com 23 touchdowns e 24 interceptações.

Kaepernick mudou de patamar. Foi de titular no Super Bowl a reserva de um dos times mais fracos da NFC. Para 2016, pode ficar pior: com a previsão de receber US$ 16,7 milhões, mas em um vínculo sem garantias, é pouco provável imaginar que o camisa 7 será mantido no elenco para a próxima temporada.

Comentários (1)

  • Fernando diz: 4 de novembro de 2015

    Não é a primeira vez e não vai ser a última onde um jogador tem um inicio ou período de alguns jogos muito bom e parece que vai ser o cara do time. Como dito no texto, o Kaepernick já não foi tão bem assim em 2014. Esse 2015, que pese o time mais fraco, mas o desempenho dele é ruim.

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