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O pensamento de liga de Pete Rozelle mudou a história da NFL

04 de dezembro de 2015 0
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Foto: NFL/Divulgação

Foto: NFL/Divulgação

O fato de ligas não darem certo no futebol brasileiro diz muito mais sobre o futebol brasileiro do que sobre as ligas. Os atuais impasses que cercam a Liga Sul-Minas-Rio passam pela falta de planejamento conjunto. No fim das contas, a liga é apenas um meio de cada clube atingir seus objetivos individuais imediatos.

Uma das ligas mais bem sucedidas do mundo — a que tem o maior faturamento —, a NFL só começou a dar certo de verdade na década de 1970. Pete Rozelle foi o dirigente responsável pela transformação que levou o futebol americano profissional de esporte marginalizado a paixão nacional nos Estados Unidos.

Dono de bom relacionamento com os donos dos times à época, o comissário da NFL entre 1960 e 1989 introduziu a expressão “league think” ao modelo de negócio do esporte: os times abririam mão de suas individualidades pelo bem geral da liga. Em médio e longo prazo, todos ganhariam mais com isso. No período, foi criado o Super Bowl, o futebol americano ultrapassou o beisebol e virou o esporte mais popular do país e, de fato, todos os donos de franquias da NFL se tornaram muito mais ricos do que já eram. O pensamento coletivo fortaleceu cada parte da liga, hoje um sucesso comercial e esportivo indiscutível.

Na Liga Sul-Minas-Rio, o Flamengo já deixou clara a intenção de ganhar muito mais dinheiro do que os outros. Acabará tendo que se contentar em disputar apenas o Campeonato Carioca se a Primeira Liga não sair do papel.

Até o Barcelona, que ao lado do Real Madrid recebe muito mais que seus concorrentes no Campeonato Espanhol, percebeu que o enfraquecimento da unidade não beneficia ninguém. Por isso, a tendência de negociação coletiva dos direitos de transmissão começa a dominar a Europa. Quanto maior for o equilíbrio e a competitividade, maior será o interesse e o índice de consumo dos torcedores/clientes.

Ainda que a divisão inicialmente não pareça interessante para quem já recebe muito mais, os números finais compensam a espera. Mas o poder de espera não parece exatamente uma qualidade dos dirigentes brasileiros.

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