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Varejão sobre chegada ao Warriors: "Espero entrar no ritmo da equipe"

24 de fevereiro de 2016 0
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Foto: NBA/Divulgação

Foto: NBA/Divulgação

O ala-pivô Anderson Varejão viveu dias intensos. Depois de 12 anos no Cleveland Cavaliers, o brasileiro foi trocado para o Portland Trail Blazers, cortado e virou agente livre na NBA. Tudo terminou com a assinatura de contrato com o melhor time da NBA na atualidade, o Golden State Warriors. Agora com a camisa 18, Varejão falou sobre a mudança de ares.

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Como é sua relação com o Cavaliers?
Foram 12 anos, e isso é uma história, uma vida, não se apaga. Desde o meu primeiro dia em Cleveland, todos me receberam de braços abertos, com carinho e respeito. Os fãs foram maravilhosos, me ajudaram muito, estiveram sempre ao meu lado e sempre fiz de tudo para retribuir isso a eles. Fiz muitos amigos e tenho que agradecer a cada um, aos funcionários, dos mais simples à diretoria, à franquia, companheiros, técnicos, todos os profissionais, imprensa e aos fãs, por terem me ajudado, por ter vivido os melhores anos da minha vida.

Como foi a saída de Cleveland?
Não imaginava, mas aconteceu e eu tenho que entender. Não esperava que fosse acontecer, claro que fiquei triste, mas foi feito o que julgaram ser o melhor para o time. Prefiro pensar, como falei, que isso é parte do negócio, porque é mesmo. Aconteceu e o lado emocional não pode interferir.

O LeBron James chegou a falar que esta é a pior parte da NBA.
Falei com praticamente todos (ex-companheiros) depois que foi anunciada a troca. Alguns me ligaram, outros me mandaram mensagens, é um grupo de amigos. Sobre o LeBron, a nossa amizade vai continuar. É legal ouvir o que ouvi dele, que me considera um irmão, prezo muito por isso. Vivemos muitas coisas juntos e o respeito que temos um pelo outro é muito grande.

O que você espera por jogar no Warriors?
Queria ir para um time com chances de brigar por título. Mas também queria jogar. Fiquei muito feliz de ver o interesse de vários times. Agradeço ao Warriors pela oportunidade que está me dando e uma das coisas que pesou bastante na minha escolha foi a amizade que tenho com alguns jogadores da equipe, como Livingston e Speights, com o Luke Walton, assistente, pois joguei com eles em Cleveland, e com o Leandrinho. Golden State é uma franquia vitoriosa, atual campeã e que está fazendo uma temporada muito boa. Vai ser uma experiência única, com certeza, e estarei ao lado de vários jogadores de muito talento, que são decisivos, como Curry e Klay Thompson, que jogam com muita alegria, Dreymond Green, Iguodala… Acho que será divertido. Respeito muito o Steve Kerr e espero me entrosar o mais rápido possível, entrar no ritmo da equipe e poder colaborar.

Como será a parceria brasileira com Leandrinho?
Falamos rapidamente. Vai ser muito bom voltar a jogar ao lado dele, ter um brasileiro no mesmo time. Ele estava empolgado, ficou feliz e eu estou animado. Nos conhecemos há bastante tempo de seleção brasileira, vamos estar juntos e, com certeza, ele vai me ajudar muito nessa minha adaptação na Califórnia.

Você já pensou que pode enfrentar o Cavaliers na final?
Pode acontecer. Mas acho que, para pensar em final, primeiro é preciso vencer muitas etapas, chegar à pós-temporada, às séries de playoffs. Mas não quero pensar nisso, pelo menos não agora. Agora sou jogador do Golden State, falta pouco mais de um mês e meio para o fim da temporada regular e o meu foco está em me adaptar e ajudar a equipe. Meu campeonato agora é no Oeste e quero dar um passo de cada vez. Claro que o objetivo chegar à final, quero lutar por um título, e o Cleveland é uma equipe com enorme potencial, uma das fortes candidatas, mas não estou pensando nisso agora.

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