Amaury Pasos, Sucar, Paulista, Mosquito, Rosa Branca, Fritz, Jatyr, Menon, Ubiratan, Vitor, Waldemar e Wlamir Marques. Esses doze menos faziam, há exatos 50 anos, a história do basquete brasileiro. Com uma vitória por 85 a 81 sobre os Estados Unidos no Maracanãzinho, a seleção brasileira conquistava o Mundial pela segunda vez consecutiva.
O campeonato seria nas Filipinas, mas o governo local se recusou a dar vistos a atletas de países socialistas. Assim, o Brasil, que já havia sediado o torneio em 1954, voltou a receber os melhores jogadores internacionais. Como país-sede, a seleção de Amaury e Wlamir não precisou disputar a primeira fase e foi direto à etapa final.
Eram sete países no heptagonal decisivo e todos jogavam contra todos. Na primeira partida, o Brasil derrotou Porto Rico em um jogo apertado, por 62 a 55. Em uma segunda rodada mais tranquila, passou pela Itália por 81 a 62. Na sequência, vitórias sobre Iugoslávia (90 a 71), França (77 a 63) e União Soviética (90 a 79).
No duelo contra os soviéticos, um fato mais que inusitado. Duvidando da idoneidade de um árbitro uruguaio, o técnico brasileiro Kanela deu um tapa no rosto do oficial. A tática parece ter funcionado e os brasileiros saíram com a vitória em um jogo que era considerado uma final antecipada.
No último jogo, bastava vencer os Estados Unidos, que não tinha suas principais estrelas da NBA. Com o triunfo por 85 a 81, no dia 23 de maio de 1963, o Brasil confirmava o título invicto. A segunda conquista mundial na história do basquete masculino brasileiro é a última até hoje.
Além do título, o Brasil teve dois representantes na seleção do campeonato: Amaury Pasos e Wlamir Marques. Os outros foram Aleksander Petrov, da União Soviética, Don Kojis, dos Estados Unidos, e Maxime Dorigo, da França.









