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Posts do dia 14 setembro 2008

Roberto Carlos "Detalhes"

14 de setembro de 2008 0

Postado por Cláudio Prisco

Segundo Turno: nova eleição

14 de setembro de 2008 0

Refrescando a memória dos mais desavisados: no segundo turno os candidatos têm o mesmo tempo na propaganda gratuita de rádio e televisão, e os debates passam a ser mais produtivos, pois é mais fácil estabelecer as diferenças entre as candidaturas.

Outra questão fundamental: o pleito ganha característica plebiscitária, com cada biografia sendo apreciada com mais atenção pelo eleitorado.

Postado por Cláudio Prisco

Casal Amin em xeque

14 de setembro de 2008 0

A partir desta segunda-feira, a deputada federal Ângela Amin vai ser presença constante nos programas do PP em Florianópolis. Tradicionalmente, ela surfava nas ondas favoráveis do marido Esperidião Amin, que se elegeu governador pela primeira vez em 1982, aos 35 anos.

Depois de ter sido primeira dama muito jovem, Ângela pegou carona com ele pela primeira vez em 1988, quando Esperidião elegeu-se prefeito de Florianópolis e ela vereadora com mais de sete mil votos. Dois anos mais tarde, formaram dobradinha ao Senado e Câmara dos Deputados, quando Ângela Amin aproximou-se dos 130 mil votos.

Em 1994, ele concorreu à Presidência e ela ao governo do Estado. Enquanto Esperidião Amin totalizou 500 mil votos na eleição ganha, ainda no primeiro turno, por Fernando Henrique, Ângela mais de um milhão, mas sendo surpreendida no segundo pelo peemedebista Paulo Afonso Vieira. Ele até pode ter atrapalhado a mulher quando retornou ao Estado após a disputa presidencial, mas ela só chegou tão longe graças a densidade eleitoral do marido.

Quando disputou a Prefeitura da Capital em 1996, Ângela Amin mais uma vez foi a reboque dele, que já tinha administrado a cidade em duas oportunidades. Já na reeleição em 2000, sua própria gestão a embalou. Na candidatura a deputada, em 2006, levou 51 mil votos em Florianópolis. Os outros 123 mil pelo Estado, ela conciliou o seu prestígio com a desenvoltura de Esperidião Amin, que fez 1,5 milhão de votos contra Luiz Henrique, sozinho e sem estrutura.

Hoje é ele que está na dependência dela, sob o aspecto eleitoral, em Florianópolis. Se Ângela Amin alimenta alguma perspectiva de participar do processo sucessório estadual de 2010, Esperidião Amin terá que conquistar seu terceiro mandato de prefeito da Capital, sob pena de Ângela também acabar fragilizada. Com ele derrotado, ela teria condições de pleitear, no máximo, uma candidatura ao Senado, daqui dois anos.

Postado por Cláudio Prisco

Queda-de-braço LHS-Tebaldi

14 de setembro de 2008 0

Desde a morte de Pedro Ivo Campos, em fevereiro de 1990, que Luiz Henrique da Silveira pilota sozinho a política de Joinville. Perdeu a eleição municipal de 1992 para Witich Freitag, mas quatro anos mais tarde elegeu-se prefeito, com o apoio do próprio Freitag. Ambos tiveram como padrinho justamente o ex-governador, que administrou a cidade no início da década de 70.

Quando LHS optou pela Prefeitura de Joinville em detrimento da possibilidade real de presidir a Câmara dos Deputados, é porque identificou na estratégia do retorno às bases a maneira mais eficiente para chegar ao governo do Estado, sonho acalentado desde que disputou as prévias do PMDB contra Pedro Ivo, em 1986, tendo feito menos de 20% dos votos.

No caminho de volta, Luiz Henrique escolheu o empresário Carneiro de Loyola como companheiro de chapa. Além da representatividade empresarial, Loyola era o suplente do senador Casildo Maldaner. Para 2000, o encaminhamento já foi pensando na sucessão estadual de 2002. Por isso, que pinçou o engenheiro Marco Tebaldi para vice, como forma de comprometer o PSDB com o seu projeto. Naquela oportunidade, os tucanos integravam o governo Amin.

A perspectiva do PSDB assumir o comando do maior município catarinense, com a renúncia de LHS, influenciou decisivamente na postura adotada pelos tucanos na convenção, quando trocaram o certo (a recondução de Esperidião Amin) pelo duvidoso (a eleição de Luiz Henrique). E acertaram em cheio.

Em 2004, o governador desempenhou papel preponderante na reeleição de Tebaldi, ainda no primeiro turno, mas a partir da eleição de LHS para um segundo mandato, a relação entre eles começou a sofrer desgaste. Como pano de fundo, a liderança pelo território eleitoral na principal cidade do Estado.

O convencimento generalizado é que Darci de Matos (DEM) e Mauro Mariani (PMDB) vão disputar a condição de adversário de Carlito Merss (PT) no segundo turno. Não é impossível que os dois venham a se enfrentar na grande final, mas é improvável, já que eles correm na mesma faixa.

Seja quem for o adversário de Carlito, terá também pela frente o prestígio do presidente da República. Na pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira, Lula da Silva bate recorde histórico de aprovação, pela primeira vez em todos os segmentos sociais. A avaliação presidencial passa a ser positiva (acima 50%), inclusive entre os mais ricos e escolarizados.

Na região Sul, o governo Lula saltou de 52% para 60% de aprovação (ótima e boa), com apenas 11% de reprovação (ruim e péssima). Isso quer dizer que uma declaração do Presidente Lula não apenas pode sacramentar a presença de Carlito Merss no segundo turno, como pesar na grande final de 26 de outubro.

Vale relembrar que o acordo selado entre Lula e LHS é de que o presidente só marcará presença em Joinville, no turno decisivo, se o adversário não for o candidato do governador.

Isso quer dizer que, no íntimo, Carlito torce para ter como oponente Darci e não Mariani.

Postado por Cláudio Prisco