João Paulo Kleinubing, prefeito reeleito de Blumenau. Esse foi o principal personagem da política de Santa Catarina em 2008. Com 36 anos recém completados, o filho do ex-governador Vilson Kleinubing construiu uma carreira em ritmo acelerado, tendo como ponto de partida a presidência da Eletrosul, cargo para o qual mereceu indicação do então presidente Fernando Henrique Cardoso, em princípio de 2001.
A permanência na estatal foi curta porque Kleinubing precisou se desincompatibilizar para concorrer à Assembléia, em 2002, quando conquistou a última cadeira do na época PFL, numa apuração eletrizante. Faltavam poucas urnas a serem contabilizadas pelo TRE e a disputa entre João Paulo e Antonio Aguiar (hoje no PMDB, bancada que vai liderar a partir de 2009) era equilibradíssima. No final, a vantagem de João Paulo foi de exatos 218 votos, totalizando 31.407 votos.
A passagem de Kleinubing pela Assembléia também foi meteórica, tendo em vista a inesperada eleição à Prefeitura de Blumenau, em 2004, na sucessão de oito anos de mandato do prefeito Décio Lima (PT).
Quando muito imaginaram que João Paulo iria ressuscitar velhos colaboradores do pai, montou uma equipe com novos valores e técnicos experientes, mas sem vinculação com o progenitor. Ao trazer apenas Mércio Felsky para o Colegiado e Flávio de Almeida Coelho para seu conselheiro (direto no gabinete), Kleinubing deixou claro que não iria governar à sombra do ex-governador, buscando luz e vôo próprios.
Postado por Cláudio Prisco