A corrida sucessória estadual ganhou mais um ingrediente nesta última semana, com o ressurgimento na cena política de Santa Catarina do ex-deputado Hugo Biehl. A decisão de comunicar à bancada do PP de que pretende buscar a indicação partidária para concorrer ao governo, em 2010, demonstra claramente que setores consideráveis da sigla não desejam uma quinta candidatura consecutiva do casal Amin.
Enquanto Ângela disputou em 1994, Esperidião nas três eleições subseqüentes: 1998, 2002 e 2006. Sem esquecer que ele se candidatou em 1982, quando do restabelecimento do pleito direto nos Estados, oportunidade em que derrotou Jaison Barreto, pelo PMDB. O atual PP só teve um candidato diferente em 1986 (à época PDS), na figura do então deputado Amilcar Gazaniga. Em 1990, o partido respaldou Vilson Kleinubing (PFL), com Esperidião Amin disputando o Senado.
Há a exata dimensão que Esperidião e Ângela Amin continuam sendo os maiores eleitores do PP em território catarinense, mas sem poder de aglutinação no segundo turno. O ex-governador continua sendo individualmente o maior eleitor do Estado, mas esbarra na impossibilidade de agregar apoios quando o enfrentamento final ganha contornos plebiscitários.
É justamente neste vácuo que aparece o novo personagem da próxima sucessão. Hugo Biehl é tido até mesmo pelos adversários como um homem público de fino trato, preparado e que passa credibilidade na sua coloquial comunicação com o eleitorado.
Depois da receptividade do contato com os deputados estaduais, a idéia é procurar os federais, prefeitos, vereadores e comunicar à cúpula do PP, em princípio de março, a sua disposição de percorrer Santa Catarina para se viabilizar como alternativa para 2010, correndo por fora, quem sabe como fato novo, considerando os quatro nomes já postos pelas diversas legendas: Ideli Salvatti (PT), Raimundo Colombo (DEM), Eduardo Moreira (PMDB) e Leonel Pavan (PSDB).
Postado por Cláudio Prisco