Postado por Claudio Prisco
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Governo é como feijão: só funciona na pressão.
Luiz Marinho, ministro do Trabalho, justificando as manifestações de servidores contra a reforma da Previdência, em 2003.
Postado por Cláudio Prisco
Laerte Vieira foi correligionário do pai de JKB, Irineu, nos velhos tempos da UDN.
Postado por Prisco
Em 1979, com o restabelecimento do pluripartidarismo, Laerte acabou assumindo a Consultoria Geral do Estado, no governo Jorge Konder Bornhausen (PDS, sucedâneo da Arena).
Postado por Prisco
Laerte Ramos Vieira reside em Florianópolis desde que o eleitorado de Lages não o mandou novamente para Brasília. Tribuno admirável, ele foi quatro vezes deputado federal: duas pela UDN e outras duas pelo MDB.
Postado por Cláudio Prisco
No primeiro governo Fernando Henrique Cardoso, o Estado catarinense conseguiu uma outra façanha: simultaneamente, três grandes siglas foram pilotadas por filhos da terra. Enquanto Jorge Bornhausen comandava o PFL, Esperidião Amin o PPR e Luiz Henrique o PMDB.
Postado por Cláudio Prisco
Na hipótese de Paulo Bornhausen derrotar o paranaense Abelardo Lupion, Santa Catarina pela primeira vez na história comandará três lideranças na Câmara.
Postado por Prisco
Assim como o deputado João Alberto Pizzolatti assume nesta quarta-feira a liderança do PP na Câmara, o deputado Fernando Coruja deverá ser reconduzido pela quarta vez consecutiva como líder PPS.
Postado por Prisco
Há 32 anos, quando o bipartidarismo ainda imperava no apagar das luzes do regime militar, Santa Catarina deixou de ocupar a liderança da oposição no Brasil porque o deputado federal Laerte Ramos Vieira não renovou o mandato.
Enquanto o conhecido udenista concentrava sua atuação em Brasília, como líder do MDB, contracenando com personalidades do calibre de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Paulo Brossard e Teotônio Vilella, apenas para ficar neste quarteto de proa, o ex-prefeito de Lages, Juarez Furtado, avançava sobre seu eleitorado na região serrana.
Resultado do pleito: Juarez aproximou-se dos 39 mil votos, com a quarta maioria votação do MDB, nas pegadas de Pedro Ivo Campos, Walmor de Luca e Francisco Libardoni. Já Laerte Vieira, bateu no teto dos 27 mil, ficando na terceira suplência.
Agora, outro lageano bate em retirada, mas não pelo veredicto das urnas. O deputado Fernando Coruja, desde o início desta legislatura, o ponto de equilíbrio da bancada do PPS na Câmara, vai trocar Brasília pela cidade de Lages, com a clara disposição de retornar à Prefeitura, na eleição de 2012.
Coruja pode não ter conquistado a notoriedade do conterrâneo Laerte Ramos Vieira, mas hoje é considerado um dos parlamentares mais atuantes do Congresso Nacional.
Postado por Cláudio Prisco
Quando Luiz Henrique declara que PP e PT terão que coligar já no 1º turno para enfrentar a tríplice aliança é porque teme que, individualmente, a deputada Ângela Amin e a senadora Ideli Salvatti poderiam bater na casa dos 30%, ficando os outros 40% para serem distribuídos entre os pré-candidatos do PMDB, PSDB e DEM?
Esse desfecho não é impossível, mas é improvável. Na eleição de 1994, por exemplo, especulou-se que poderia dar um confronto final, reunindo Ângela Amin (PPR) e Jorge Bornhausen (PFL), que tiveram como oponentes Paulo Afonso Vieira (PMDB) e Nelson Wedekin (PDT).
Transcorrido o pleito, deu um de cada lado: Ângela e Paulo Afonso. O eleitorado catarinense, essencialmente politizado, costuma dividir o Estado em dois, nunca desconsiderando o componente ideológico e a realidade momentânea das articulações.
Tudo bem que PP e PT foram adversários até pouco tempo, mas hoje são parceiros, como ficou evidenciado no segundo turno da eleição de 2006.
O mesmo se pode dizer do DEM (ex-PFL), em relação ao PMDB. Prova de que as variações nos entendimentos partidários têm sido absorvidas pela opinião pública com relativa brevidade.
Em 2010, tudo leva a crer que o embate eleitoral será polarizado entre uma das duas personagens oposicionistas (Ângela ou Ideli) e um dos dois protagonistas governistas (Raimundo Colombo ou Eduardo Moreira).
Postado por Prisco
O futuro da tríplice aliança em Santa Catarina está nas mãos de Luiz Henrique da Silveira, que retorna neste domingo de uma viagem de 10 dias à Europa. Ninguém será capaz de desempenhar papel tão estratégico e determinante quanto ele. Não apenas porque é o governador, cujo segundo mandato foi assegurado graça à coligação que costurou com maestria, apesar de variadas desconfianças, em 2006, mas também porque tem interesse direto na reedição do acordo vitorioso nas urnas.
Candidatíssimo ao Senado, LHS não quer enfrentar nenhum percalço que possa frustrar a conquista de seu derradeiro mandato eletivo, já aos 70 anos. Depois de três mandatos como prefeito de Joinville, dois como governador, um como deputado estadual e cinco como federal, ele identifica nesta última missão o coroamento de uma trajetória política que já completou quatro décadas.
Se como legislador Luiz Henrique jamais abdicou sequer um dia de mandato, o mesmo não se pode dizer de suas experiências no executivo. Quando de seu primeiro mandato como prefeito, renunciou em 82 para concorrer à Câmara Federal, abrindo caminho para o vice Violantino Rodrigues.
Em 2000, LHS não chegou a renunciar, mas licenciou-se em favor do vice Carneiro de Loyola, até para justificar sua substituição pelo tucano Marco Tebaldi, esse sim favorecido pela renuncia de 2002, quando como azarão concorreu ao governo do Estado.
Quatro anos mais tarde, Luiz Henrique para fechar a tríplice, entregou o governo ao companheiro de partido Eduardo Moreira. E agora a disposição é transferir o comando da administração estadual ao tucano Leonel Pavan, conforme acerto previamente estabelecido.
LHS retorna do exterior com mais apetite ainda de repetir a coligação de 2006, tendo em vista a manobra da direção nacional do PMDB de antecipar a convenção nacional para fevereiro, como forma de carimbar a recondução do deputado Michel Temer à presidência e, assim, sacramentar a parceria com o PT de Lula da Silva e Dilma Rousseff.
Se Luiz Henrique sempre se constituiu no maior obstáculo do PMDB de Santa Catarina ao entendimento com os petistas, agora mais do que nunca. Ele quer Pavan no governo para chancelar seu compromisso presidencial com o governador de São Paulo, José Serra, consolidando assim uma dobradinha DEM-PMDB para o governo.
Convencido de que seus dois mandatos no governo seria objeto de devastadora devassa com a chega dos adversários ao poder (seja o PT, seja o PP), LHS não quer apenas chegar ao Senado, mas também eleger o governador da aliança.
Luiz Henrique já confidenciou a mais de um interlocutor que teme pelo desfecho da eleição e da própria coligação se não for garantida a ascensão do tucano Leonel Pavan ao governo do Estado.
A preocupação dele não se restringe à migração de votos do PSDB para a candidata Ângela Amin, mas também os desdobramentos imprevisíveis de três candidaturas a governador no primeiro turno.
O parâmetro de LHS é a última eleição à Prefeitura de Joinville, quando ele próprio cometeu um erro estratégico, ao imaginar que PMDB, PSDB e DEM se reaglutinariam para derrotar o PT no segundo turno. Carlito Merss é hoje prefeito também graças à dissidência aberta no próprio PMDB, que se recusou a respaldar o liberal Darci de Matos, apoiado desde o princípio pelos tucanos.
Na avaliação de Luiz Henrique, a eleição está nas mãos da tríplice aliança, que controla quase 200 Prefeituras e o governo do Estado, além da força política de três grandes partidos.
Apesar do natural apelo pela alternância no poder, LHS só acredita no triunfo oposicionista se PMDB, PSDB e DEM não tiverem juízo suficiente para preservarem a unidade, da qual ele é o maior avalista.
Postado por Cláudio Prisco
Postado por Cláudio Prisco
Volto atrás, sim. Com o erro, não há compromisso.
Juscelino Kubitschek, ex-presidente da República.
Postado por Cláudio Prisco
O ex-deputado Vânio de Oliveira, hoje um dos principais dirigentes do PSC, está sendo estimulado por correligionários a buscar um mandato nas eleições deste ano.
Postado por Prisco