Nunca houve uma guerra boa e uma paz ruim.
Benjamin Franklin, cientista americano.
O deputado Rogério Peninha Mendonça (PMDB) apresentou projeto de lei, criando a região metropolitana de Rio do Sul, constituída pelos 28 municípios do Alto Vale do Itajaí. No ano passado, o governo propôs diversas regiões, mas não contemplou o Alto Vale.
Hoje à noite, Leonel Pavan oferece um jantar aos prefeitos e vices do PSDB, no Palácio Residencial. A expectativa certamente vai girar em torno dos desdobramentos da conversa do governador com José Serra.
Hoje, pela manhã Eduardo Moreira pilota a reunião da executiva estadual do PMDB e, à tarde, segue para São Paulo, onde se encontrará com o deputado Michel Temer. Amanhã, poderá se avistar com Dilma Rousseff, em Brasília.
No domingo, Moreira cancelou a agenda política após sofrer um acidente automobilístico num desvio das obras da BR-101, próximo ao município de Tubarão, no início da manhã. O pré-candidato do PMDB teve apenas um leve trauma no joelho.
"Vocês acham que o Paulo Afonso e o Luiz Henrique foram bons governadores? Pois eu serei melhor do que eles", disparou Eduardo Moreira, no sábado, inflamando a platéia que compareceu ao ato comemorativo dos 44 anos de fundação do PMDB, em Jaraguá do Sul.
Soou a sirene no gabinete de Dário Berger, em Florianópolis. O TSE acaba de cassar o mandato do prefeito de Valença (Rio de Janeiro) por estar exercendo o terceiro mandato consecutivo. Vicente de Paula (PSC) já havia administrado Rio das Flores (RJ) em duas gestões.
Berger está no quarto mandato consecutivo. Os dois primeiros em São José.
Entre os 100 "Cabeças" do Congresso, escolhidos na semana passada pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar, há 69 deputados e 31 senadores. Os dois partidos com maior número de congressistas na elite são o PT, com 22 nomes, e o PMDB, detentor da maior bancada na Câmara dos Deputados e no Senado, com 17.
O Diap também divulgou outro grupo de parlamentares que, mesmo não fazendo parte dos 100 mais influentes, estão em plena ascensão, podendo estar futuramente entre os formadores de opinião.
De Santa Catarina, apenas João Alberto Pizzolatti, líder do PP na Câmara.
Leonel Pavan seguiu ontem à noite para São Paulo, onde se encontra hoje com José Serra e Sérgio Guerra. Poderá retornar à tarde já com uma definição em torno de sua recandidatura ao governo do Estado.
Tudo leva a crer que o presidenciável e presidente do PSDB recomendem que Pavan fique de fora da disputa sucessória, levando o partido a fechar com o esquema eleitoral que mais vai transferir votos a Serra: tríplice aliança com o PMDB ou mesmo com o PP, sempre considerando o DEM integrado à coligação.
Chegou ao Superior Tribunal de Justiça o inquérito da Polícia Federal, que investiga se houve tráfico de influência na milionária compra da Gamecorp pela Telemar (hoje Oi), em 2005. A empresa pertencia a Fábio Luís, filho do Presidente Lula, negociada por uma verdadeira fortuna.
Caberá ao STJ se manifestar sobre essa rumorosa operação. O relator deste processo é o ministro Jorge Mussi, hoje o único representante de Santa Catarina no Superior Tribunal de Justiça.
Leonel Pavan, Joares Ponticelli e João Alberto Pizzolatti aproveitaram para apreciar algumas pesquisas realizadas recentemente, que apontam o governador e a deputada federal Ângela Amin (PP) em ascensão. Os demais perderam terreno segundo esses levantamentos estatísticos.
O próprio Pavan admitiu que se não disputar a reeleição, a maior beneficiada será Ângela Amin, pela coincidência dos respectivos eleitorados, especialmente no Vale do Itajaí.
Como Eduardo Moreira (PMDB) vai conversar com Dilma Rousseff (PT), Leonel Pavan sente-se à vontade para dialogar com representantes do PP.
Mesmo que o encontro tenha sido casual, Leonel Pavan almoçou no sábado, em Balneário Camboriú, com o presidente estadual do PP, Joares Ponticelli, e o líder do partido na Câmara, João Alberto Pizzolatti.
Os pepistas tinham participado do encontro dos jovens e das mulheres do PP e esbarraram com o governador do PSDB. Ponticelli fez questão de assinalar que as críticas que tem formulado na Assembleia não são pessoais: "tenho questionado o governo. A herança que Pavan recebeu foi penosa", em alusão a Luiz Henrique, que renunciou.
No discurso da senadora Ideli Salvatti, destaque para a disposição de fazer em Santa Catarina "o bem que o governo Lula está fazendo para o Brasil. Depois da democracia política, agora chegou a hora da democracia social".
Ela tem defendido o fortalecimento das regiões, colocando o Estado para funcionar, "atendendo de fato as pessoas. Tudo isso modernizando a estrutura do governo, para ser mais eficiente".
O passo seguinte será dado na conferência estadual, que será realizada no final de junho, quando também será definido o candidato a vice-governador, consumando a aliança para a eleição estadual.
Com o aval do presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, os 419 delegados do partido homologaram no sábado às pré-candidaturas de Ideli Salvatti ao governo do Estado e de Cláudio Vignatti ao Senado, durante encontro estadual, que reuniu mais de 500 lideranças, inclusive os petistas que vão integrara a chapa proporcional (Câmara e Assembleia).
Mais uma demonstração inequívoca de que do PT aposta todas as fichas em seu próprio projeto de poder. Além da presença de Dutra, também do ex-deputado federal José Dirceu, que é da coordenação da pré-campanha de Dilma Rousseff. Mais uma sinalização de que não procede à especulação de intervenção federal para fechar com o PP ou PMDB, relegando aos petistas, condição de coadjuvante.
Até porque o PT é o único partido que já têm assegurado o respaldo de quatro partidos (PSB, PCdoB, PR e PRB), todos representados com suas principais lideranças no evento do fim de semana. Isso sem falar no convite público dirigido ao representante do PDT, para que o partido faça parte da coligação no Estado.