A mais potente arma do opressor é a mente do oprimido.
Steve Biko, ativista político Sul-africano, assassinado pela polícia.
A mais potente arma do opressor é a mente do oprimido.
Steve Biko, ativista político Sul-africano, assassinado pela polícia.
Chama a atenção até de adversários como a deputada Ângela Amin amadureceu politicamente. Em 1994, quando disputou o governo pela primeira vez, tinha apenas 41 anos.
Djalma Berger era secretário de Obras de Dário, em São José, e condenado pelo TCU não poderá disputar à reeleição.
Por isso, para os irmãos Berger é essencial a eleição de Dilma Rousseff, com quem estão alinhados. O PT continua como couraça de proteção.
O poder de fogo do poder central (leia-se PT) sobre os tribunais superiores, em Brasília, só é ignorado por quem é ingênuo ou especialista em dissimulação.
Mesmo que enrustido, o apoio de Dário Berger a Ideli Salvatti poderia representar bons presságios para o prefeito de Florianópolis nos complicados processos que tramitam contra ele no TCU (superfaturamento da Beira de São José, em 2003) e no TSE (prefeitura itinerante).
A essas alturas, para Dário Berger já seria um grande negócio completar o seu mandato em Florianópolis, livre de cassação no TSE ou inelegibilidade no TCU.
O Supremo Tribunal Federal ainda não julgou a Ação Direta de Inconstitucionalidade, que coloca um ponto final no auxílio moradia, até hoje recebido pelos magistrados, mas em Santa Catarina já tem desembargador jogando a toalha.
Na iminência da suspensão do benefício pelo STF, determinado magistrado acaba de negociar seu imóvel em Florianópolis, ficando apenas com outro, em cidade próxima a Capital.
Para não perder o auxílio de R$ 4 mil, tratou de alugar um apartamento.
Em Joinville, Luiz Henrique pede por Raimundo Colombo, mas muitos peemedebistas votam em Dilma Rousseff, que tem um vice do PMDB.
Nesta queda de braço, prevalece à supremacia eleitoral de LHS na cidade ou a maior identificação ideológica do PMDB com o PT do prefeito Carlito Merss, que trabalha por Ideli Salvatti?
Até porque, PSDB e DEM são oposição ao governo Lula, em Brasília, enquanto o PMDB é aliado.
Casildo Maldaner tem conclamado os companheiros do PMDB, nos encontros da tríplice, a votar no DEM. “Sei que em 2006 foi difícil votar no 25, mas agora é mais fácil. E para os que ainda tem dificuldade, o negócio é trabalhar 24 horas, e ainda fazer uma hora extra, que sempre rende mais”, garante o ex-governador.
Raimundo Colombo elegendo-se governador, Maldaner seria efetivado no Senado para a segunda metade do mandato, pela sua condição de primeiro suplente.
Já tem peemedebista ligado a Luiz Henrique e Eduardo Moreira especulando apoio do partido a Dilma Rousseff (PT), no segundo turno, se a disputa final no Estado reunir Raimundo Colombo (DEM) e Ângela Amin (PP).
Raciocinam eles: assim, o PMDB poderia neutralizar, nem que parcialmente, os votos petistas para Ângela. Só se fosse para parcela do PT votar em branco e nulo, porque a possibilidade de votar em um liberal é quase zero.
Outro detalhe: e se Dilma liquidar a fatura em 3 de outubro?
A coordenação de campanha da tríplice aliança convocou para essa segunda-feira um encontro ampliado, que irá reunir em Florianópolis boa parte dos 374 administradores municipais (201 prefeitos e 173 vices) dos partidos coligados, além dos 164 candidatos a deputado estadual e federal.
Para as principais lideranças da coligação, será o momento de verificar quem efetivamente está com o quarteto majoritário da tríplice (Raimundo Colombo, Eduardo Moreira, Luiz Henrique e Paulo Bauer), ou quem está fazendo jogo duplo. A preocupação converge para o fato de muitos peemedebistas poderem migrar na direção da candidata Ideli Salvatti (PT), tendo em vista o engajamento na campanha da presidenciável Dilma Rousseff.
Outra situação que atormenta especialmente os liberais e tucanos: a postura eqüidistante de Leonel Pavan, que parece insensível aos apelos para aderir à campanha da qual faz parte o PSDB. Resultado: partidários do governador ficam à vontade para se incorporar à mobilização da candidata Ângela Amin (PP).
Por constituir-se na base eleitoral de Ângela, a Grande Florianópolis é a região em que a performance de Colombo deixa mais a desejar, conforme apontam as pesquisas, mais recentemente o Ibope. Logo, mesmo acumulando brutal desgaste, é fundamental para a tríplice a presença de Dário Berger, que exercer influência sobre o também peemedebista Ronério Heiderscheidt, prefeito de Palhoça.
Se Dário não comparecer à reunião dos prefeitos nesta segunda, onde seria uma espécie de anfitrião na Capital, é sinal claro de que está trabalhando nas internas por Ideli, que já merece o respaldo do prefeito Djalma Berger (São José), irmão que preside o PSB no Estado.
O processo eleitoral deste ano tem tudo para ser um divisor de águas no PMDB, o maior partido de Santa Catarina. Com a provável eleição de Luiz Henrique da Silveira para o Senado e a destituição de Eduardo Pinho Moreira da presidência em queda de braço com a direção nacional, tudo leva a crer que o diretório estadual deverá antecipar a escolha de uma nova executiva, na virada do ano.
O deputado federal João Matos responde interinamente pelo comando partidário, mas sua efetivação é improvável, considerando sua ligação com o ex-governador Paulo Afonso Vieira. LHS e Pinho Moreira não aceitariam esse desfecho, com o aval do senador Neuto de Conto e do presidente de honra do PMDB, Casildo Maldaner.
Mesmo com a transferência de Luiz Henrique para Brasília, em janeiro, distanciando-se da política local, a articulação é no sentido de entregar o bastão partidário ao deputado federal Mauro Mariani, ainda mais se ele repetir a votação de 2006, quando totalizou 170 mil votos.
Com LHS fora do circuito sucessório, assim como Pinho Moreira, Paulo Afonso e o prefeito Dário Berger (Florianópolis), a perspectiva eleitoral no contexto peemedebista ficaria restrito a Mariani, que é apresentado pelo próprio Luiz Henrique como seu sucessor político, representando também o Norte do Estado.
Tão logo vencida a etapa eleitoral, Mauro Mariani pretende deflagrar entendimentos para que sua eleição à presidência do PMDB venha a ser consensual, o que fortaleceria seu projeto de reaglutinação partidária, levando em conta não apenas a divisão interna face ao embate presidencial, como também o fato de não ter lançado candidato a governador, pela primeira vez nos últimos 30 anos.
Enquanto Mariani correria o Estado a partir do próximo ano, já de olho em 2014, em Joinville o PMDB ficaria sob o controle do médico Dalmo Claro de Oliveira, que com a votação deste ano como candidato a deputado federal, se credenciaria a concorrer à Prefeitura, em 2012.