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Posts do dia 29 agosto 2010

Frase

29 de agosto de 2010 0

Aqueles que vivem em casas de vidro não deveriam atirar pedras.

Geoffrey Chaucer, poeta inglês.

Chocante

29 de agosto de 2010 0

Colombo é afilhado político de Jorge Bornhausen, um dos maiores opositores de Lula da Silva, que tem JKB como um dos principais desafetos no plano nacional.

Contraste

29 de agosto de 2010 0

Com o fim da verticalização, o PMDB de Santa Catarina oferece para o Brasil um dos comportamentos eleitorais mais absurdos de todo os tempos. Para presidente, formalizou apoio ao PT de Dilma Rousseff, para o governo do Estado ao DEM de Raimundo Colombo.

Implicações

29 de agosto de 2010 0

Embora em alguns Estados o PMDB seja aliado de liberais e tucanos, como em SC, na maioria deles hoje estão em campos opostos. Logo, se a tríplice não for bem sucedida nas urnas, os peemedebistas catarinenses tendem a buscar o eixo nacional.

Fragilidade

29 de agosto de 2010 0

Apesar de o DEM estar na disputa na Bahia e no Sergipe, os Estados em que apresenta melhores perspectivas é Santa Catarina e Rio Grande do Norte.

Inevitável

29 de agosto de 2010 1

Com o PSDB e o DEM desidratados no Congresso e dominando um menor número de Estados importantes, a fusão seria inevitável, possivelmente com a participação do PPS.

Eclético

29 de agosto de 2010 0

Paulo Afonso e Joao Matos, discursando, acabaram se integrando à campanha de Raimundo Colombo e Luiz Henrique. Enquanto o ex-governador e o deputado federal estão com Dilma Rousseff, Luiz Henrique e Raimundo Colombo, com José Serra.

SC na engrenagem nacional

29 de agosto de 2010 0

O segundo tripé no Sudeste, onde o governador Sérgio Cabral (PMDB) deverá garantir mais um mandato no Rio de Janeiro, também em turno único. Em Minas Gerais, o senador Hélio Costa (PMDB) lidera, mas a parada é indigesta, já que o governador Antônio Anastásia (PSDB) é apoiado pelo antecessor Aécio Neves, político que caiu nas graças do mineiro.
Lula da Silva e Dilma Rousseff gostariam de liquidar a fatura em Minas ainda no dia 3 de outubro e provocar o segundo turno em São Paulo, apesar da expressiva dianteira de Geraldo Alckmin (PSDB) sobre Aloizio Mercadante (PT). Não será fácil colocar um ponto final em 16 anos de reinado tucano em SP, mas desbancar o PSDB em MG seria estratégico.
Assim como os governistas vão conseguir no Rio Grande do Sul, principal Estado do terceiro e último tripé. Lula e Dilma têm duas opções: Tarso Genro (PT) ou José Fogaça (PMDB), já que a governadora Yeda Crusius (PSDB) apenas cumpre tabela.
No Paraná, a luta é para impedir a ascensão do PSDB, representado por Beto Richa. O senador Osmar Dias (PDT) coligou com o PT e o PMDB do ex-governador Roberto Requião. Eleição equilibrada.
E finalmente Santa Catarina, que completa o retrospecto dos nove principais Estados brasileiros. Assim como no Rio Grande do Sul, Lula da Silva e Dilma Rousseff jogam com duas alternativas, embora no primeiro turno exclusivamente com a senadora Ideli Salvatti (PT), já que a deputado federal Ângela Amin (PP) assumiu postura de neutralidade.
O esforço governista será no sentido de colocar Ideli no segundo turno. Não sendo possível, o PT fecha com Ângela para tentar derrotar o senador Raimundo Colombo (DEM). Com Dilma eleita presidente, na companhia de Lula, o reforço eleitoral seria considerável.

Dilma Rousseff e o cenário 2011

29 de agosto de 2010 0

Exatos 35 dias separam o eleitor brasileiro e catarinense da escolha de seus legítimos representantes no Congresso, Assembleias, governos estaduais e presidência da República. Pelo ritmo da campanha, o sucessor de Lula da Silva será apontado já no dia 3 de outubro. Apenas um acidente de percurso ou um fato político muito relevante para inviabilizar a chegada de Dilma Rousseff (PT) ao Palácio do Planalto, a partir de janeiro de 2011.
O presidente Lula não se arriscou a aprovar uma emenda constitucional para um terceiro mandato consecutivo, assim como aconteceu com o seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, que consolidou sua reeleição em 1998, mas conseguiu transferir para Dilma o prestígio político que alicerça uma popularidade inédita na história do País.
Com o desfecho presidencial praticamente sacramentado, o governo Lula e a direção nacional do PT tratam de priorizar alguns Estados, como forma de enfraquecer ainda mais a já debilitada oposição brasileira. Eleger um expressivo número de governadores e senadores será meio caminho andado para uma boa largada da administração Dilma Rousseff.
Se na Câmara a maioria tem tudo para ser mais folgada do que a atual, considerando que só o PMDB e o PT já contabilizam a eleição de 200 dos 513 deputados, no Senado a tendência é que petistas, peemedebistas e demais partidos aliados totalizem mais de 40 representantes, o que também asseguraria bancada governista majoritária.
A situação mais desafiadora para o Planalto concentra-se nos governos estaduais. Três são os tripés que merecem atenção especial. No Nordeste, absolutamente sob controle, com a reeleição dos governadores Jacques Wagner (PT) na Bahia, Cid Gomes (PSB) no Ceará e Eduardo Campos (PSB) em Pernambuco, possivelmente no primeiro turno.

Fenômeno

29 de agosto de 2010 0

Mais do que Leonel Pavan, Lula da Silva nada de braçadas na aceitação de seu governo em Santa Catarina. Entre “ótimo” e “bom”, são 73%. Já a rejeição (ruim e péssimo), apenas 7%.
Os números mais expressivos, na aprovação do governo Lula, concentram-se na Serra e Sul, com 78%, seguido pelo Norte, com 76%.
A senadora Ideli Salvatti sonha com a possibilidade de pegar uma carona na popularidade presidencial e no crescimento eleitoral de Dilma Rousseff no Estado.

Cabo eleitoral

29 de agosto de 2010 0

Está explicado porque o quarteto majoritário da tríplice aliança quer a participação de Leonel Pavan (PSDB) na campanha. Exatos 57% dos eleitores consultados pelo Ibope aprovam a administração do governador neste mandato tampão.
De quebra, com Pavan engajado, a máquina estadual também ficaria à disposição da coligação.

LHS consolida e Vignatti cresce

29 de agosto de 2010 1

Assim como na corrida ao governo, a pesquisa Ibope apresenta modificações na disputa pelas duas vagas ao Senado. Luiz Henrique da Silveira (PMDB) e Paulo Bauer (PSDB), candidatos da tríplice aliança, cresceram quatro pontos percentuais cada, demonstrando unidade da coligação, que tem vinculado as candidaturas na campanha pelo Estado.
 Enquanto o ex-governador alcançou os 45% de intenção de voto, o deputado federal bateu em 22%, metade do potencial eleitoral de LHS. Mas o dado mais surpreendente foi a performance do deputado federal Cláudio Vignatti (PT), que saltou de 7% para 16%, mais do que dobrando em relação à rodada anterior do Ibope.
Hugo Biehl (PP) apresentou uma discreta oscilação de 12% para 13%, perdendo a terceira posição para Vignatti e distanciando-se de Bauer. Considerando que 53% do eleitorado ainda está indeciso, evidentemente que a briga pela segunda cadeira ao Senado em Santa Catarina continua aberta.
Apenas um fato político muito relevante para colocar em risco a eleição de Luiz Henrique, que tem sua maior base eleitoral no Oeste (51%) e não no Norte (44%), como seria natural. Na Serra e no Sul alcança 48%, também suplantando a Grande Florianópolis, com 44%.  O seu pior desempenho é no Vale do Itajaí, com 37%.