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Tempo exíguo

31 de outubro de 2010 0

Acertando os ponteiros no ambiente interno do DEM, Raimundo Colombo começará o ano de 2011 melhor politicamente do que sob o aspecto administrativo. Afinal, o seu governo terá como adversário praticamente o PT e outros pequenos partidos mais à esquerda, como o PSB, PDT e PCdoB.
O PP, representado sobretudo pela bancada estadual, desatrelada à orientação do casal Amin, já emite sinais de convivência harmoniosa. Há oito anos na oposição, os deputados pepistas não aguentam mais tratamento a pão e água.
A maioria do governo Colombo na Assembleia será folgada, mas a administração precisará demonstrar poder de fogo para atender aos pleitos parlamentares. Se as contas públicas estão ajustadas, o novo governador terá que aproveitar os primeiros meses para promover uma reforma capaz de oferecer fôlego a sua gestão.
O tempo é curto: novembro já dá o ar de sua graça nesta segunda-feira e a posse do novo governo será em exatamente dois meses. A realidade histórica está aí para comprovar que se a reforma administrativa não é aprovada pela Assembleia no primeiro semestre, não acontece mais.
Para que as mudanças sejam apreciadas e votadas pelos deputados, precisam chegar ao Legislativo, na pior das hipóteses, em fevereiro, com o retorno do recesso. Portanto, a contagem é regressiva para o governo Colombo, que tem exatos três meses para costura-la.

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