Uma dica final para os rebeldes. Tenham sempre uma segunda profissão de reserva.
Nigel Nicolson, escritor inglês.
Uma dica final para os rebeldes. Tenham sempre uma segunda profissão de reserva.
Nigel Nicolson, escritor inglês.
O mandato de Moreira expira em dezembro do ano que vem. E o movimento é para impedir que Mariani possa assumir o comando partidário em 2012, ano das eleições municipais.
Por isso, Pinho Moreira está na iminência de fechar um acordo com João Matos para que ele o suceda na presidência do PMDB em 2011, em caráter definitivo.
A desconfiança não foi superada com o resultado das urnas. Eduardo Moreira está convencido de que a aposta de Luiz Henrique converge para o deputado federal Mauro Mariani.
A convivência pessoal com LHS é boa, mas o futuro vice-governador não o perdoa por não ter se engajado em seu projeto para o governo, tendo trabalhado nas prévias pelo prefeito Dário Berger.
Pinho Moreira integra o quarteto da tríplice que ganhou no primeiro turno, mas no contexto partidário não está sintonizado com Luiz Henrique.
Apesar das diferenças eleitorais na disputa presidencial, o vice-governador eleito Eduardo Moreira já começou a negociar o futuro do PMDB catarinense com Paulo Afonso e Eduardo Moreira.
Acertando os ponteiros no ambiente interno do DEM, Raimundo Colombo começará o ano de 2011 melhor politicamente do que sob o aspecto administrativo. Afinal, o seu governo terá como adversário praticamente o PT e outros pequenos partidos mais à esquerda, como o PSB, PDT e PCdoB.
O PP, representado sobretudo pela bancada estadual, desatrelada à orientação do casal Amin, já emite sinais de convivência harmoniosa. Há oito anos na oposição, os deputados pepistas não aguentam mais tratamento a pão e água.
A maioria do governo Colombo na Assembleia será folgada, mas a administração precisará demonstrar poder de fogo para atender aos pleitos parlamentares. Se as contas públicas estão ajustadas, o novo governador terá que aproveitar os primeiros meses para promover uma reforma capaz de oferecer fôlego a sua gestão.
O tempo é curto: novembro já dá o ar de sua graça nesta segunda-feira e a posse do novo governo será em exatamente dois meses. A realidade histórica está aí para comprovar que se a reforma administrativa não é aprovada pela Assembleia no primeiro semestre, não acontece mais.
Para que as mudanças sejam apreciadas e votadas pelos deputados, precisam chegar ao Legislativo, na pior das hipóteses, em fevereiro, com o retorno do recesso. Portanto, a contagem é regressiva para o governo Colombo, que tem exatos três meses para costura-la.
Em um novo governo do PT, não são nada alentadoras as possibilidades administrativas de Raimundo Colombo (DEM). Arrancar tratamento diferenciado da União, nem pensar. Por várias razões. Primeiro porque ele é liberal e afilhado político de Jorge Bornhausen, um dos maiores desafetos do Presidente Lula em todos os tempos.
Também porque o patrocinador de sua candidatura foi Luiz Henrique, que bateu forte no PT, no criador (Lula) e na criatura (Dilma Rousseff) ao longo da campanha eleitoral. E finalmente porque o principal aliado de Colombo, além do PMDB de LHS, é o PSDB de José Serra, representado na figura do senador eleito Paulo Bauer.
No primeiro mandato como governador, quando se elegeu com o apoio de Lula da Silva, Luiz Henrique até mereceu uma atenção especial da administração do PT. Mas foi só buscar uma aproximação com o então PFL (hoje DEM), com quem o PMDB e o PSDB coligaram em 2006, em torno da tríplice aliança, para que as comportas fossem fechadas.
No segundo mandato, LHS sentiu a indiferença da União, especialmente porque dobrou com Geraldo Alckmin na reeleição de Lula. Agora, com Dilma na presidência, a tendência é de que o Estado receba os repasses constitucionais. O algo mais federal, para obras e investimentos, virá seguramente pelas mãos de Ideli Salvatti e Cláudio Vignatti.
Raimundo Colombo já tem plena consciência de que a viabilização de sua administração passará única e exclusivamente pela criatividade e capacidade da equipe a ser formada nos dois próximos meses. Para criar as condições financeiras e operacionais adequadas, o governador eleito terá necessariamente que enxugar a máquina estatal e potencializar o crescimento da receita, com uma arrecadação compatível às demandas reprimidas nas várias áreas.
Preservados os atuais patamares da folha de pessoal e do custeio, a margem de manobra para benfeitorias estaria seriamente limitada, na visão de Colombo, que já sinaliza claramente a intenção de apertar os cintos.
Para Santa Catarina, que liquidou a eleição estadual no primeiro turno, a definição presidencial de hoje é estratégica, não apenas para o governador eleito Raimundo Colombo, mas também para a representação catarinense no Congresso (16 deputados federais e três senadores), além dos partidos políticos como um todo.
A vitória de Dilma Rousseff (PT) que se desenha no plano nacional, com base em todas as pesquisas de opinião, tem tudo para não ser avalizada em SC, onde José Serra (PSDB) dificilmente deixará de obter a mais expressiva vantagem proporcional do País.
É improvável que o tucano alcance um milhão de votos de frente, como vem prognosticando o senador eleito Luiz Henrique da Silveira, seu principal cabo eleitoral no Estado, mas a dianteira poderá dobrar em relação aos 250 mil do primeiro turno.
No embate de 2006, Geraldo Alckmin (PSDB) ganhou de Lula da Silva (PT) por 750 mil, mas o esforço dos petistas e aliados é no sentido de reduzir ao máximo a supremacia de Serra. Quem sabe, no limite de 350 a 400 mil votos.
A senadora Ideli Salvatti e o deputado federal Cláudio Vignatti, derrotados na disputa ao governo e Senado, quando chegaram em terceiro lugar, apostam em derrota menos elástica, a fim de que possam se cacifar para um aproveitamento administrativo a partir de 2011, quando estarão sem mandato eletivo.
Na mesma situação de Ideli e Vignatti estão o ex-governador Paulo Afonso Vieira e o deputado federal João Matos, que lideram pelo PMDB a mobilização em favor de Dilma. Mesmo tendo trabalhado por Raimundo Colombo e Eduardo Moreira, os dois peemedebistas alimentam perspectivas de participação governamental apenas na esfera federal, por intermédio do vice Michel Temer.
O que é rebelde? Um homem que diz não.
Albert Camus, escritor e ativista francês.
O TRE de SC decidiu receber denúncia do Ministério Público Eleitoral contra o prefeito Vânio Forster (Correia Pinto), do PDT, devido a supostas irregularidades relacionadas à compra de votos em troca de vales e garantia de empregos aos eleitores, na campanha de 2008.
Possibilidade zero de o peemedebista Valter Galina retornar para a Secretaria Regional da Grande Florianópolis. Ele merece o veto dos deputados Renato Hinnig e Edison Andrino, ambos do PMDB. Pelo visto, o prefeito Dário Berger terá que nomeá-lo para a o Colegiado da prefeitura da Capital.
Jorginho Mello está fazendo uma varredura eleitoral na região do Meio-Oeste. No 1º turno, José Serra ganhou em nove municípios. O parlamentar agora assegura vitória nos 13.
Além dos deputados federais Jorginho Mello e Marco Tebaldi, e do líder na Assembleia Serafim Venzon, outro representante do PSDB desponta para o Secretariado de Raimundo Colombo: o primeiro suplente de Luiz Henrique, Dalírio Beber.