Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas.
Friedrich Nietzsche, filósofo alemão.
Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas.
Friedrich Nietzsche, filósofo alemão.
Cleverson Siewert tem tudo para ser o secretário-executivo de Ubiratan Rezende na Fazenda.
José Carlos Oneda, secretário de Finanças de todas administrações de Raimundo Colombo em Lages, está mapeado para a diretoria Financeira da Celesc.
Althoff pode acabar secretário da Defesa Civil e Prevenção às Tragédias Climáticas, pasta a ser criada.
Raimundo Colombo gostaria de indicar o ex-senador Geraldo Althoff para fazer dobradinha com Paulo Afonso na nova diretoria do BRDE, mas LHS faz força para preservar Renato Vianna no cargo.
É fina a sintonia entre Colombo e Eduardo Moreira. O mesmo não se pode dizer entre os peemedebistas Moreira e Luiz Henrique.
Na conversa de Raimundo Colombo com Leonel Pavan, nenhuma palavra sobre a participação do PSDB no novo governo. A interlocução do governador eleito fica restrita a Paulo Bauer e Dalírio Beber.
O deputado federal Cláudio Vignatti (PT) tem sido requisitado pelas entidades empresariais nacionais para palestrar sobre as mudanças na Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, projeto de sua autoria.
Ontem, o petistas esteve no Rio de Janeiro, a convite do Sebrae Nacional, quando arrancou o apoio de deputados estaduais e empresários cariocas, favoráveis a redução de impostos e fortalecimento das microempresas.
Caminha a passos largos a reaproximação de Eduardo Moreira com o deputado federal João Matos. Atendendo ao convite do presidente em exercício do PMDB, o vice-governador eleito participou ontem da reunião da executiva estadual.
Os peemedebistas oficializaram pedido ao presidente Michel Temer para que a direção nacional retire o processo instaurado contra Moreira, promovendo assim o seu retorno ao comando partidário.
Ainda em dezembro, Eduardo Moreira pode transferir em definitivo a presidência do PMDB catarinense a João Matos, dedicando-se a partir do próximo ano, exclusivamente ao desafio administrativo.
Transição administrativa e detalhes sobre a transmissão de cargo no dia 1º de janeiro, foram os principais temas do encontro entre o atual e o futuro governador, ontem no Palácio Residencial.
Leonel Pavan fez um relato das 700 obras em andamento, aproveitando para revelar que neste ano já foram realizados investimentos de R$ 1,1 bilhão. Raimundo Colombo buscou informações sobre a realidade financeira do Estado e alguns pontos do Orçamento para 2011.
O PMDB já assimilou a ideia de perder o controle sobre a Celesc, pilotada pelo partido há oito anos, mas não quer ouvir falar em “porteira fechada”.
O próprio Eduardo Moreira, que já presidiu a estatal, lembra o nome do peemedebista Carlos Alberto Martins, o Carlão.
Enquanto a capital nacional da cebola é o reduto político de Peninha, Ibirama é o território eleitoral de Scheneider.
Em Ituporanga, o PSDB já jogou a toalha, por falta de um nome com trânsito, mas o DEM joga duro para emplacar o ex-prefeito Carlos Hoegen (Calão).
Já em Ibirama, o PPS, o PSDB e o DEM querem o ex-prefeito Genésio Ayres Marchetti no comando da “descentralização”.
Na ponta do iceberg, a disputa pelas secretarias e empresas estatais equivale à luta de boxe entre Mike Tyson e Cassius Clay, mas, nas bases, a briga é de foice no escuro.
No fim de semana, depois de reunião com Eduardo Moreira, os deputados eleitos Rogério “Peninha” Mendonça (federal) e Aldo Scheneier (estadual), ambos do PMDB, declararam que não abrem mão, “nem que a vaca tussa”, do comando das secretarias regionais de Ituporanga e Ibirama.
Se algum nome vier a ser anunciado hoje, apenas das secretarias cujas escolhas já são consensuais, como Ubiratan Rezende (Fazenda), Antonio Ceron (Casa Civil), Antonio Gavazoni (Celesc), Dalmo Claro de Oliveira (Saúde) e Valdir Cobalchini (Infra-Estrutura).
O problema é que neste quinteto não tem nenhum nome do PSDB, mas apenas liberais e peemedebistas. E Raimundo Colombo não teria como confirmar titulares de pastas que estão sendo reivindicadas pelos tucanos, como Cultura, Esporte e Turismo ou Desenvolvimento Econômico Sustentável.
O PSDB inclusive já firmou posição: gostaria que todos os quatro representantes partidários do primeiro escalão fossem divulgados de uma só vez.
Até o início da noite de ontem, Paulo Bauer ainda não tinha conversado com Raimundo Colombo sobre o encaminhamento da reunião das bancadas estadual e federal do PSDB, no meio-dia. A rodada entre o governador e o senador eleito poderá ocorrer hoje ou amanhã em Brasília, diante de compromissos no Congresso.
O encontro dos tucanos evidenciou o inconformismo do partido com o tratamento dispensado por Colombo, disposto a entregar a Saúde para o PMDB e a Cultura, Esporte e Turismo para o DEM, deixando apenas a Educação para o PSDB, considerando as secretarias de ponta.
Se for para abrir das duas pastas, os tucanos querem como compensação a presidência da Casan ou a direção geral do Deinfra e a Secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável. “Não queremos migalhas”, protestou o líder Serafim Venzon, lembrando que o PSDB poderia agir em relação ao governo Colombo assim como o DEM procedeu ao desembarcar dias antes da investidura de Leonel Pavan.
Em reunião tensa, os parlamentares tucanos chegaram a admitir a possibilidade de ficar fora do futuro governo, como forma de pressionar Raimundo Colombo. O PSDB exige tratamento compatível com o resultado eleitoral, quando totalizou 503 mil votos para deputado estadual, contra 540 mil do DEM, partido do governador eleito.
Como o ambiente anda conturbado, Colombo deverá deixar para sexta-feira a revelação dos primeiros colaboradores de governo. A maior pressão dos tucanos converge para a Casan, cargo preferido por Dalírio Beber, primeiro suplente de Luiz Henrique.