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Posts do dia 13 fevereiro 2011

Frase

13 de fevereiro de 2011 0

Não encontre um defeito, encontre uma solução.
Henry Ford, empresário americano.

Arena

13 de fevereiro de 2011 0

O temor de Colombo e de LHS é que o PT faça com os adversários o que os militares de 64 fizeram com os oponentes da época: rolo compressor. Basta lembrar o tamanho do MDB em 1966.

Supremacia

13 de fevereiro de 2011 2

Para se ter uma ideia, hoje 400 dos 513 deputados federais perfilam-se com o governo, além de 50 dos 81 senadores. Com 3/5 do Congresso, o Planalto deita e rola, com maioria constitucional.

Enfraquecer

13 de fevereiro de 2011 0

No embalo de uma reforma política, o Palácio Planalto seguramente fará de tudo para minguar ainda mais a oposição, na expectativa de torna-la menos do que hoje.

Poder

13 de fevereiro de 2011 0

Quando se fala em governo e no PT, não se pode restringir a Dilma Rousseff, tendo que agregar ainda Lula da Silva. De quebra, uma vigorosa máquina federal, com orçamento invejável, sem falar nas emendas parlamentares, essencialmente sedutoras.

Volúpia

13 de fevereiro de 2011 0

Toda essa articulação de Luiz Henrique e Raimundo Colombo tem pela frente obstáculos nacionais bem mais complicadores do que os regionais. A dupla nem de longe subestima a força do governo e do PT.

Pacto LHS-Colombo-Bauer

13 de fevereiro de 2011 1

Paralelamente aos movimentos de Raimundo Colombo, chamou a atenção de atentos observadores da cena política o tratamento que o PMDB nacional tem dispensado ao senador Luiz Henrique nestas duas primeiras semanas de trabalho, em Brasília.
Procurado pelo líder Renan Calheiros, na véspera da instalação das atividades no Congresso, LHS pôde perceber a mão estendida de dois outros peemedebistas da cúpula: Michel Temer e José Sarney. Resultado: Luiz Henrique respaldou a recondução de Sarney à presidência do Senado, bem como a de Renan na liderança do PMDB.
Diante do aceno da titularidade nas três principais comissões técnicas (Justiça, Assuntos Econômicos e Relações Exteriores), LHS produziu uma declaração de alinhamento ao governo Dilma Rousseff, acompanhando a orientação de apoio do PMDB, apesar de fortemente engajado na campanha do tucano José Serra.
Condição única de Luiz Henrique: respaldo da União às reivindicações de Santa Catarina. Não precisa ter percepção demasiadamente apurada para concluir que LHS e Raimundo Colombo podem estar operando conjuntamente, conciliando a retaguarda administrativa hoje com o destino partidário amanhã.
Luiz Henrique não se incorpora ao grupo dissidente liderado pelos senadores Jarbas Vasconcelos (PE) e Pedro Simon (RS), ajudando a presidente Dilma no Senado, mas assegura em troca o concurso federal aos pleitos catarinenses.
Colombo e LHS podem estar atuando conjuntamente, buscando uma convergência capaz de leva-los a um mesmo desaguador partidário. Neste contexto, também poderia estar inserido o senador Paulo Bauer (PSDB), que formaram o tripé majoritário do ano passado, amplamente vitorioso nas urnas.
Aos 70 anos e com um mandato de oito anos pela frente, Luiz Henrique disputou em 2010 sua última eleição, mas Raimundo Colombo e Bauer alimentam novos desafios, ainda mais que ambos estão no meio do caminho, entre os 50 e 60 anos.
A aposta de LHS não deixa dúvidas: dobradinha Colombo-Bauer em 2014. O tucano renuncia a quatro anos de Senado para ser vice e concorrer ao governo no pleito seguinte. O liberal renuncia em 2018 para carimbar passaporte de retorno ao Senado.

Desenvoltura liberal

13 de fevereiro de 2011 0

Além do risco da cassação do mandato pela Justiça Eleitoral, por prática de infidelidade partidária, a troca de legenda é sempre muito desgastante à luz da opinião pública. Janela oferecida pelo TSE, no último trimestre do ano, 12 meses antes das eleições municipais de 2012, seria uma alternativa, mas Raimundo Colombo examina com atenção especial o lançamento de uma nova sigla, mas no médio prazo (leia-se segundo semestre).
Gilberto Kassab estaria articulando para maio o surgimento do PDB (Partido da Democracia Brasileira), mas Colombo não parece ter pressa, ainda mais agora, que como principal governador do DEM, tem sido muito assediado para atuar como moderador na convenção nacional de 15 de março. Até a presidência, na sucessão de Rodrigo Maia, lhe foi oferecida pelo líder ACM Neto.
Naturalmente que Raimundo Colombo declinou, até porque não pode perder o foco da administração estadual, na qual ainda curte lua de mel. Só que o governador poderá aproveitar essa abertura, em meio à crise do DEM, para fortalecer sua liderança nacional, circulando com desenvoltura entre timoneiros partidários como Michel Temer (PMDB), Eduardo Campos (PSB), José Serra e Aécio Neves (PSDB), só para citar três.
Em conversas reservadas, Colombo demonstra ceticismo em relação à fusão entre partidos, por representar solução de difícil execução. O ideal seria montar uma legenda ideologicamente de centro, que poderia acolher lideranças de diversas siglas, como PMDB, PSDB, PSB, PPS, PTB, PDT e PP, além do próprio DEM.
Surfando em ondas de tamanha dimensão política, Raimundo Colombo ganharia visibilidade na mídia nacional, capaz de reforçar seu cacife junto ao governo federal, na busca de recursos da União para Santa Catarina, mesmo abrigado no partido mais antagônico ao PT, que também mais oposição fez aos oito anos de Lula da Silva no Palácio do Planalto.

Colombo e LHS em sintonia perfeita

13 de fevereiro de 2011 0

Raimundo Colombo e Luiz Henrique da Silveira acertaram os ponteiros, depois de um ligeiro estremecimento, diante das primeiras medidas do novo governo, especialmente no âmbito da Secretaria da Fazenda. Restabelecida a convivência política nos moldes da campanha eleitoral, o governador e o senador colocaram seus representantes diretos em contato permanente: Ubiratan Rezende e Alexandre Fernandes.
Os secretários da Fazenda e da Articulação Internacional já estão tratando de proceder às correções de rota que acabaram provocando mal estar em LHS, passando a impressão, para o público externo, que o governo de Colombo tinha perfil oposicionista. Destaque para a política de incentivos fiscais, criada na administração anterior, torpedeada pela atual no primeiro mês de gestão.
Essa equação entre os dois principais líderes do DEM e do PMDB logo foi interpretada como uma sinalização de que o governador poderia estar examinando a possibilidade de seguir as pegadas do prefeito Gilberto Kassab (São Paulo), em flerte escancarado com os peemedebistas. Mas a reaproximação entre Raimundo Colombo e Luiz Henrique não tem relação de causa e efeito com o futuro partidário.
Se LHS não tem mais projeto político, Colombo o tem: reeleição em 2014. E como Luiz Henrique desempenhou papel preponderante para que Raimundo Colombo ganhasse contornos majoritários (Senado em 2006 e governo em 2010), o distanciamento não se constituiria em bom encaminhamento para o liberal, que não pretende desembarcar do DEM no curto prazo.
Raciocina o governador: como abandonar o DEM, logo depois das eleições, se muito dos eleitores ainda nem sabem direito da sua existência, reportando-se a PFL como partido? Ainda de fraldas e engatinhando, o DEM só poderia ser substituído por uma nova sigla, formada a partir de uma reacomodação partidária, resultado da reforma política, que desta vez parece estar se materializando no Congresso.