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Posts do dia 20 fevereiro 2011

Eric Clapton "Layla"

20 de fevereiro de 2011 0

Frase

20 de fevereiro de 2011 0

A probidade não tem cúmplices.
Millôr Fernandes, escritor, cronista e humorista brasileiro.

Lages

20 de fevereiro de 2011 0

Na eventualidade de uma reeleição no próximo pleito, Colombo poderia estar de olho na trajetória do conterrâneo Nereu Ramos.

Paralelo

20 de fevereiro de 2011 0

Assim como Vilson Kleinubing, na meteórica ascensão dos anos 90, interrompida pelo prematuro desaparecimento, Raimundo Colombo pode estar raciocinando saltos mais arrojados a partir de 2018.

Ocasião

20 de fevereiro de 2011 0

Em 2006, quando José Serra acabou atropelado pelo correligionário Geraldo Alckmin, Jorge Bornhausen já tinha sido mapeado para formar dobradinha com o tucano, que disputou à Presidência em 2002 e 2010.

Aceno

20 de fevereiro de 2011 0

Pelo carisma, popularidade e inteligência, Esperidião Amin esteve muito próximo de chegar à vice-presidência. Antes de convidar o mineiro Itamar Franco, o alagoano Fernando Collor sondou Amin, em 1989, quando era tido apenas como um azarão.

História

20 de fevereiro de 2011 0

Como é notório, em meados da década de 50, Nereu Ramos respondeu pela Presidência da República por alguns meses, antes de entregar a faixa a Jucelino Kubichek.

A mobilidade liberal

20 de fevereiro de 2011 0

O DEM pode estar caindo pelas tabelas no Brasil de uma maneira geral, mas em Santa Catarina esbanja vigor. Além de o partido ter elegido o governador, ficou com sete cadeiras na Assembleia, além de três na Câmara Federal, completando literalmente um time com 11 titulares.
Diante do flagrante contraste, os liberais não querem ser engolidos por uma crise nacional, que venha a contaminar à realidade regional. Graças ao poder de articulação do presidente reeleito Gelson Merísio, a bancada do DEM hoje circula com desenvoltura junto às demais.
Pelo vigor do PMDB, os deputados até alimentam uma compreensível autonomia, embora agora não estejam à frente do governo, depois de dois mandatos, em reinado que chegou ao fim. Hoje os peemedebistas tem o vice (Eduardo Moreira) e são aliados.
Com relação aos tucanos, a dependência é indiscutível. Além de não terem nem governador nem vice, o partido carece de ramificação. A estruturação deixa a desejar. O mesmo se pode dizer do PP, há mais de oito anos na oposição, a pão e água, lutando bravamente para sobreviver.
Mais do que aberto, o PP está entusiasmado com o tratamento dispensado pelo governador, que na última quarta-feira voltou a se reunir com os deputados no Palácio Residencial. No início da semana passada, Raimundo Colombo recebeu o vereador de Florianópolis, João Amin, no Centro Administrativo, o que certamente agradou aos pais Esperidião e Ângela Amin.
DEM e PP têm tudo para rumarem em uma mesma direção, alojados quem sabe em uma sigla comum. Não bastasse o histórico de convergência até 2002, formulam propostas programáticas semelhantes, até pela origem comum: o PDS.
Os 13 deputados liberais e pepistas se comunicam hoje na Assembleia pelo olhar, atuando como uma orquestra afinada no tom e nas notas. Assim como no DEM, a parte mais representativa do PP, enquanto partido, está retratada na mobilização da bancada estadual.

Nova oportunidade

20 de fevereiro de 2011 0

A formação de um novo partido parece constituir-se no encaminhamento que mais agrada aos líderes do DEM catarinense, mesmo sabendo que o tempo de propaganda de rádio e televisão ficaria na sigla de origem. Como a nova legenda serviria apenas para não ficar vulnerável com a Justiça Eleitoral, a fusão com agremiação já estabelecida seria no curto prazo.
Os liberais evitam declarar à luz do dia, mas o sonho dourado é o PSB. Com ou sem reforma política, a ideia é arregimentar lideranças de ponta, sem preocupação com a vertente ideológica, que hoje não representa balizamento para o eleitor fazer sua opção de voto nas urnas.
Como além de Dilma Rousseff ou Lula da Silva (PT), apenas outros três nomes despontam no futuro contexto presidencial, Raimundo Colombo não poderia deixar de procurar os governadores Eduardo Campos e Sérgio Cabral, bem como o senador Aécio Neves.
O momento não seria aconselhável para falar em sigla de governo ou oposição, mas de renovação, capaz de provocar um fato novo na política brasileira. Assim como Aécio, Campos ou Cabral poderiam vislumbrar um salto presidencial, embora os dois governadores também já sejam lembrados para compor chapa com Dilma ou Lula em 2014.
Na mesma balada de Beto Richa (Paraná), Colombo é visto como uma novidade no novo cenário que se descortina, justamente no momento em que uma safra considerável de políticos prepara-se para sair de cena. Atrair líderes do PMDB, PSDB, PP, PTB, PPS e tantos outros partidos poderia levar à montagem de uma sigla robusta, com perspectiva de poder em Brasília e nos Estados, a começar pelos referenciais.
Em Santa Catarina, por exemplo, partidos como o PP, PPS e PTB não apresentam a menor perspectiva. Logo, a formação de uma nova sigla poderia reuni-los, assim como liberais, tucanos e peemedebistas em busca de um novo viés, sem ranços atrelados a um passado prestes a caducar.
Na prática, apenas os petistas estariam fora de cogitação.

Colombo entra em campo

20 de fevereiro de 2011 0

O acordo firmado nos últimos dias entre as duas correntes rivais do DEM, não é garantia de que a unidade liberal está assegurada, até porque o desembarque da principal liderança nacional do partido é questão tempo. O prefeito Gilberto Kassab (São Paulo) quer disputar a sucessão de Geraldo Alckmin (PSDB) e abrigado na atual sigla não apresenta perspectivas eleitorais.
Em Santa Catarina, os sete deputados estaduais do DEM—absolutamente fechados em torno de um projeto único, pressionam Raimundo Colombo a assumir uma postura afirmativa no cenário federal, chamando para si as negociações. Os parlamentares não querem o governador se submetendo às articulações do ex-senador Jorge Konder Bornhausen, de quem é afilhado político.
Os integrantes da bancada liberal têm plena consciência de que Colombo não vai bater de frente com JKB, mas o estimulam a ser mais ousado, insinuando-se no circuito das conversações do eixo Rio-São Paulo-Brasília, com incursões em Minas Gerais e Pernambuco. Em português claro: contatos com governadores, deputados federais, senadores e dirigentes partidários.
Jovem, eleito no primeiro turno e governador de um Estado tido como grife brasileira–economia diversificada e qualidade de vida, Raimundo Colombo estaria examinando seriamente a possibilidade de conciliar o reconhecimento administrativo em 45 dias de poder com um mergulho político, considerando a fragilidade do DEM e o debate da reforma pelo Congresso.
A circulada do governador não dispensaria contatos na Câmara e no Senado, com líderes consagrados, mas estaria mais focada em quatro personagens: o mineiro Aécio Neves, o carioca Sérgio Cabral, o pernambucano Eduardo Campos, além do paulista e correligionário Gilberto Kassab.
Colombo já percebeu que a consolidação de sua reeleição, em 2014, tem tudo para passar pela disputa presidencial e o fortalecimento do abrigo partidário, de liberais hoje irrequietos.