Paulinho também vai participar dos fóruns de secretários estaduais das três áreas, o que ensejará também viagens pelas diversas regiões brasileiras.
A partir da próxima semana Paulo Bornhausen vai fixar-se no Estado, mas sempre presente em Brasília. Como secretário, pretende interagir com os ministérios do Desenvolvimento da Indústria e Comércio Exterior, da Ciência e Tecnologia, e do Meio Ambiente, apesar de seu contencioso com o PT.
A reflexão partiu do ex-senador Jaison Barreto, desiludido com a prática política, onde prevalece conveniência e interesses. Não é por acaso que pendurou as chuteiras.
“Um partido político se faz com homens, ideias e ideologias. O ingresso do prefeito Gilberto Kassab (DEM) no PMDB ou no PSB mostra com clareza a verdadeira face dos partidos no Brasil, a mixórdia, o mingau, a sopinha de letras em que se transformaram”.
“Causa estranheza a atitude da Fiesc, quando convida pessoas estranhas para o debate sobre a BR-470, passando informações inverídicas à população catarinense, capazes de desconstruir o que até então tem sido feito”.
A ponderação é do presidente estadual do PR, ex-deputado Nelson Goetten, que reconhece a necessidade de mobilização, desde que de forma construtiva. Para ele, não há como tratar do assunto sem chamar para o debate a empresa vencedora da licitação, a Prosul e o próprio Dnit, a quem cabe esclarecer as principais dúvidas, principalmente relativas a prazos.
Goetten pondera não haver como deixar de reconhecer o que o governo federal tem feito por Santa Catarina, onde já estão assegurados mais de R$ 4 bilhões em obras, do PAC e outros. “Ignorar essa realidade é uma ingratidão, que poderá interferir nas futuras relações do Estado com a União”, conclui.
Enquanto a minirreforma do governo Colombo não chega à Assembleia e Ada de Luca não assume a Secretaria de Justiça e Cidadania, pela primeira vez na história o PMDB conta com duas deputadas em sua bancada.
Outra curiosidade: embora Ada também represente o Sul do Estado, recebeu expressiva votação na Grande Florianópolis, a exemplo de Dirce Heiderscheidt, que é de Palhoça, mas também foi votada na Capital, São José, Biguaçú e Santo Amaro da Imperatriz.
Pergunta que não quer calar: por que a procuradora da República em Santa Catarina, Analúcia Hartmann, não ingressou com ação na Justiça, requerendo anulação das licenças ambientais do prédio do Hospital SOS Cárdio, na SC-401 (Norte da Ilha), antes de sua conclusão.
Depois de pronta a unidade hospitalar, em investimento superior a R$ 40 milhões, pedir a sua demolição, trata-se de provocação de mau gosto.
Renato Vianna, que é umbilicalmente ligado a Luiz Henrique da Silveira, está com a corda toda. Seu genro, Cesar Botelho, também já foi anunciado para a Secretaria Regional de Blumenau. O cargo coube ao DEM, que tem João Paulo Kleinubing como prefeito, mas os liberais abriram mão da posição em favor do presidente municipal do PMDB.
O DEM praticou o gesto em relação aos peemedebistas, com ano e meio de antecedência, considerando as eleições de outubro de 2012. O deputado Jean Kuhlmann é o candidato à sucessão de Kleinubing, possivelmente com Botelho de vice ou a permanência de Rufinus Seibt.
Ao participar da abertura da TexFair Home, em Blumenau, Raimundo Colombo anunciou publicamente que Renato Vianna será o próximo presidente do BRDE. Já empossado para um mandato de mais quatro anos, o ex-prefeito de Blumenau deverá assumir o banco ainda em março.
Na primeira reunião do Codesul, Colombo será eleito por Tarso Genro (RS) e Beto Richa (PR) para comandar o Conselho, dentro do tradicional rodízio entre os governadores.
Caberá a Raimundo Colombo nomear Renato Vianna, que pilotará o BRDE por 16 meses.
Quando Raimundo Colombo montou o Colegiado estadual, chamando João Rodrigues e Paulo Bornhausen, vislumbrou a investidura de dois peemedebistas (Valdir Colatto e Gean Loureiro), como forma de neutralizar o descontentamento do PMDB com a forma do primeiro escalão.
Detalhe: duas regiões (Oeste e Grande Florianópolis) com baixa representação no Secretariado seriam contempladas. O PMDB, que elegeu cinco federais, passaria a contar com sete na Câmara, em detrimento do DEM, que ficaria apenas com Onofre Agostini.
Com relação a Marco Tebaldi, ensejaria a posse de Carmen Zanotto, conterrânea do governador e filiada ao PPS, que também ficou mal na foto, com espaços inexpressivos na formação da equipe. A compensação partidária estaria concentrada na ascensão de Carmen.
Os deputados Marco Tebaldi (PSDB), João Rodrigues (DEM) e Paulo Bornhausen (DEM) licenciam-se da Câmara na segunda-feira, sem saber ainda quais os suplentes vão assumir seus respectivos mandatos.
Não bastasse a dificuldade operacional (estrutura, gabinete, funcionários), tem ainda o componente político da substituição: correligionário ou aliado.
Tebaldi e Rodrigues estão reassumindo as Secretarias da Educação e Agricultura, depois de uma escala de 30 dias em Brasília. Já Paulinho assume o Desenvolvimento Econômico Sustentável na terça, em solenidade que promete reunir empresários e políticos.
A mesa diretora da Câmara empossou até a primeira semana de fevereiro os suplentes da coligação, critério consagrado ao longo do tempo. Mas como nas últimas duas semanas sucederam-se várias liminares do Supremo Tribunal Federal, garantindo a posse de suplentes dos partidos, o presidente Marco Maia (PT-RS) puxou o freio de arrumação.
No caso de Santa Catarina, nem Gervásio Silva (PSDB) nem Romanna Remor (DEM) arrancaram liminares aos mandados de segurança preventivos, impetrados no STF. O tucano não tem nada a perder, até porque cumpria seu terceiro mandato de federal até 31 de janeiro. Agora, para os liberais a situação é delicada.
Assim como Romanna, em Criciúma, Jovino Cardoso também é vereador, só que também preside a Câmara de Blumenau. E para assumir, precisariam renunciar aos mandatos, em meio a um quadro de insegurança jurídica. Afinal, no julgamento do mérito, o Supremo poderia eventualmente reavaliar o quadro, confirmando os suplentes da coligação.
Patrício Destro (Joinville) e Marcelo Schrubbe (Blumenau) renunciariam os mandatos, correndo o risco de, uma hora para outra, ficar desalojados tanto em Brasília quanto em SC? O quinto suplente do DEM é o ex-prefeito de Jaraguá do Sul, Ivo Konell, que não teria amarra qualquer para assumir na Câmara.