Ah, esses moralistas... Não há nada que empeste mais do que um desinfetante.
Mário Quintana, poeta e cronista brasileiro.
Se o prefeito de Ituporanga, Osni Francisco de Fragas (Lorinho), efetivamente ingressar no PP, é porque o ex-deputado Gervásio Maciel, que criou o PSDB na cidade, consentiu.
Quanto a SDR de Caçador, também deverá ficar na cota do PSDB, já que o deputado Romildo Titon não abre mão da de Videira para o PMDB.
O grupo político da prefeita Cecília Konell ((DEM) desembarca do partido se Tironi for confirmado no cargo. O governo já foi alertado dos desdobramentos não apenas em Jaraguá, mas em toda a região.
Pelo visto, definição em torno das Secretarias Regionais que faltam ser anunciadas, só depois do Carnaval. A de Jaraguá do Sul até poderá ficar com o PSDB, mas a recondução de Lio Tironi é improvável.
A deputada Angela Albino (PC do B) está inconformada com a demora para conclusão das obras de recuperação do quilômetro 94 da BR-280, no trecho que liga os municípios de Corupá e São Bento do Sul.
A parlamentar comunista apresentou requerimento, solicitando ao Ministério dos Transportes e ao Dnit agilização dos serviços para evitar mais prejuízos, já elevados por conta da limitação de veículos de carga.
O advogado Alessandro Abreu conseguiu reverter, no TRE, a possibilidade de cassação do prefeito de Herval d’Oeste, Nelson Guindani (PP), e seu vice, Adair José Ceron (PT), condenados em primeira instância à perda do cargo, sob acusação de abuso do poder econômico na eleição de 2008.
Ambos permaneciam na prefeitura graças a uma liminar. Agora, por unanimidade, o Tribunal entendeu não existir qualquer prova da acusação.
Já está convocada para o próximo dia 18, em Porto Alegre, a sessão do Tribunal Regional Federal, que vai escolher a lista tríplice para vaga aberta com a aposentadoria do desembargador Waldemar Capeletti, que é catarinense.
A expectativa é de que Santa Catarina preserve a posição, respeitando assim a proporcionalidade entre os três Estados do Sul na composição do TRF. Considerando que não tem obrigatoriedade legal, todo cuidado é pouco, ainda mais que a nomeação caberá à presidente Dilma Rousseff, que adotou o Rio Grande do Sul como terra natal.
A classe política de SC deveria estar atenta para não ser surpreendida, ainda mais que o advogado Oswaldo Horn foi um dos três mais votados pelo Conselho Federal da OAB.
Pergunta-se por que só agora o despacho do juiz Luiz Antônio Fornerolli, da Vara da Fazenda Pública de Florianópolis, condenando Luiz Henrique e Paulo Bauer pela campanha “Volta às Aulas”, exibida entre fevereiro e março de 2007?
É legítima a interpretação do magistrado de que a veiculação caracterizou promoção pessoal da figura do então governador LHS. À época, a Secretaria da Educação tinha Bauer como titular. O que ninguém entende a razão de tanta demora (quatro anos), para oferecer a sentença.
Hoje Luiz Henrique e Paulo Bauer já são senadores.
Depois de ter sido confirmado como suplente da Comissão de Educação, o deputado Jorginho Mello emplacou a cobiçada Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, na condição de titular. Inclusive já foi empossado.
No dia da instalação da CCJ, Jorginho conversou longamente com o novo presidente, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), e o conterrâneo Décio Lima, que retornou às atividades legislativas, depois de duas cirurgias.
O ex-prefeito de Blumenau também integra a Comissão de Justiça, como representante do PT catarinense.
Os governadores Raimundo Colombo, Beto Richa (PR) e Maurice Fabian, da província argentina de Missiones, reuniram-se ontem, em Curitiba, com os representantes do Comitê de Integração das Fronteiras, para debater ações de fortalecimento e revitalização da região.
Os três aproveitaram para assinar documento que prevê a realização de ações para a integração dos três estados fronteiriços. O governador argentino enalteceu a experiência dos colegas brasileiros como prefeitos de Lages e de Curitiba.
Colombo conversou com Maurice, principalmente sobre questões ambientais. Na pauta, como é tratada a questão do cultivo e do corte de Araucárias no país vizinho.
Desde terça-feira, a representação de Santa Catarina na Câmara é de apenas 15 deputados federais. É que neste dia Paulo Bornhausen, João Rodrigues e Marco Tebaldi se licenciaram para assumir as Secretarias de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Agricultura e Educação, mas apenas Valdir Colatto e Carmen Zanotto tomaram posse. Gean Loureiro optou por assumir uma secretaria na administração Dário Berger, em Florianópolis.
Como no Parlamento não tem a figura do buraco negro, a diretoria geral da Câmara tratou de chamar a quarta suplente, Romanna Remor. Mesmo de férias em Natal, a vereadora de Criciúma buscou informações que balizassem uma decisão delicada: a renúncia do mandato municipal. Ao julgar o mérito acerca do preenchimento das vagas dos titulares, se o STF viesse a ratificar a substituição obedecendo o critério dos suplentes da coligação, ela correria o risco de ser mandada de volta para Santa Catarina?
Ontem mesmo veio a resposta categórica de Brasília: Gean Loureiro não teria como “desistir da desistência”. Ou seja: Romanna Remor assumindo, não correria o risco de ficar sem o mandato de vereadora e também de deputada, na hipótese de Gean reavaliar sua posição. Traduzindo: ele perde a condição de terceiro suplente para Romanna, com a fila andando na tríplice.
Gean Loureiro só reconquistaria a condição de terceiro suplente se um dos três titulares reassumisse na Câmara, o que é improvável, até porque dois deles são correligionários de Romanna Remor: Bornhausen e Rodrigues. E certamente o tucano Tebaldi não se disporia a provocar tal prejuízo à liberal.
A Câmara retoma seus trabalhos no dia 14, depois do Carnaval, com Romanna Remor de deputada federal, pelo DEM.