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Posts do dia 13 março 2011

Phil Collins "Groovy kind of love"

13 de março de 2011 0

Frase

13 de março de 2011 0

A ética é a estética de dentro.

Pierre Reverdy, poeta francês.

Fraquejar

13 de março de 2011 0

A reacomodação partidária até poderá oferecer contornos de viabilidade em 2011, mas não com a amplitude digna de um rearranjo capaz de proporcionar nova configuração às siglas no Brasil.

Reforma

13 de março de 2011 0

Apesar do entusiasmo inicial da nova legislatura na Câmara e no Senado, a tese da reforma política já começa a perder força no Congresso, a partir do momento que malogrou a solução da comissão mista e conjunta.

Cenário

13 de março de 2011 0

A radiografia de 2012 sinalizará o poder de fogo de Raimundo Colombo para a recondução, como também apontará seus principais adversários.

Limitações

13 de março de 2011 0

O próprio PMDB necessita de alianças para assegurar a eleição de seus prefeitos, especialmente em municípios como Joinville, Florianópolis e Criciúma.

Apoio

13 de março de 2011 0

Com exceção do PMDB, nenhum dos outros partidos (PP, DEM e PSDB) tem autonomia para estourar nas eleições municipais, a começar pelas cidades de grande e médio porte.

PT: sinuca de bico

13 de março de 2011 0

A oportunidade mais palatável do PT efetivamente disputar o governo foi com José Fritsch, em 2002, quando perdeu a vaga no segundo turno para Luiz Henrique por menos de 3%. Por muito pouco que a onda vermelha que elegeu Lula da Silva presidente não entregou a administração estadual ao PT. O próprio Esperidião Amin, que acabou derrotado pelo PMDB por apenas 20 mil votos, já reconheceu que se Fritsch tivesse carimbado o passaporte, a vitória teria sido mais consistente.
Vale lembrar que a deputada estadual Ideli Salvatti elegeu-se senadora com mais de 1 milhão de votos, conquistando a primeira vaga, carregada pelo furacão Lula. Na eleição de 1998, Ideli reelegeu-se à Assembleia com escassos 15 mil votos, ficando com a antepenúltima vaga, os três na mesma faixa de votação.
Os pleitos de 2006 e 2010 foram arrasadores para o PT, que engatou marcha ré em Santa Catarina. Se Fritsch fez menos da metade dos votos de 2002, apesar do crescimento do eleitorado, Ideli sofreu uma derrota acachapante, totalizando menos do que levou para o Senado.
Até na briga pelo Senado o PT deixou a desejar com Luci Choinacki, em 2006, e com Cláudio Vignatti, no ano passado. O partido busca um parceiro de peso para 2014 ou estará sujeito a perder ainda mais musculatura partidária.
As eleições estaduais e municipais influenciam-se reciprocamente. Para o PT, isso ficou evidenciado em 2008. A vitória de Carlito Merss foi resultado de uma circunstância tipicamente regional. E também havia chegado a hora de Carlito, candidato pela quinta vez. Fora Joinville, o melhor resultado ocorreu em Concórdia, graças à liderança de Neodi Saretta, que depois dois mandatos de prefeito, elegeu o vice de sucessor.
Hoje, as esperanças do PT estão depositadas no governo Dilma Rousseff, na expectativa de que a presidente possa representar um fato novo para o PT, assim como aconteceu com Lula da Silva há 10 anos.
Além de Dilma, o PT necessitará de um parceiro, seja o PMDB, seja o PP.

O jogo das composições

13 de março de 2011 0

A fusão do DEM de Santa Catarina com o PP deixaria Raimundo Colombo muito mais à vontade, mas a máquina partidária progressista não representa a metade da envergadura peemedebista, que foi decisiva nas eleições do liberal como senador e governador. Qualquer que seja a equação, a possibilidade de preservar a parceria com o PSDB é real, ainda mais que os tucanos estão debilitados e divididos.
Na hipótese de Colombo optar pelo PMDB, joga o PP nos braços do PT. Agora, se o governador fechar com o PP, empurra o PMDB para um entendimento com o PT. O último pleito deixou evidenciada a polarização das forças políticas catarinenses. Enquanto peemedebistas, tucanos e liberais continuaram alinhados, progressistas e petistas não se deram conta desta realidade. E pagaram muito caro, com a vitória de Raimundo Colombo no primeiro turno.
A traumática derrota de Ângela Amin e Ideli Salvatti serviu de lição para aqueles dirigentes partidários que teimaram em apostar em um quadro de tripolarização. Se as duas tivessem acertado os ponteiros no primeiro turno, como queria o Palácio do Planalto e a cúpula nacional do PT, além do PP, é claro, o desfecho das eleições poderia ter sido bem distinto.
Com terceiro mandato consecutivo no governo, atrelado ao mesmo esquema político, Santa Catarina definitivamente perdeu a característica de Estado afeito à alternância no poder, que se sucedeu nas décadas de 80 e 90. Mais recentemente, o eleitorado catarinense tem apostado na continuidade. E quando mais enraizados no poder, mas difícil para os oposicionistas quebrarem a hegemonia.
Por isso do assédio tanto do PMDB quanto do PP na direção de Raimundo Colombo. Os peemedebistas estão alojados nas estruturas do Estado desde 2003, mas os progressistas em jejum desde a vitória do PMDB em 2002.
Já com relação ao PT, jamais sentiram o gostinho do poder em Santa Catarina. Os petistas já administraram cidades de porte como Chapécó, Criciúma e Blumenau e hoje pilotam Joinville, mas nunca estiveram à frente do governo estadual.

Liberais no PMDB?

13 de março de 2011 0

O episódio de Imbituba, em que o DEM foi desalojado pelo PSDB de todas as posições no primeiro escalão, levou Raimundo Colombo a refletir melhor sobre o futuro partidário de seu grupo político em Santa Catarina. Filiação ao PMDB, que até intimamente o governador afastava de pronto, não se constitui em projeto provável, mas já está entre as alternativas a serem examinadas no médio prazo.
Colombo tem plena consciência de que o processo sucessório estadual tem no PMDB uma peça estratégica. Maior partido brasileiro e catarinense, a sigla tem uma invejável capacidade de mobilização, embora hoje careça de nomes para os pleitos majoritários: presidência e governo do Estado. Resumindo: esbanja estrutura, mas se ressente de candidaturas próprias viáveis.
Em Santa Catarina, o PMDB se restringe ao deputado federal Mauro Mariani, mas no viés de uma aproximação com o PT, já que o recordista de votos na eleição proporcional tem batido de frente com Raimundo Colombo. Personalidades peemedebistas como Luiz Henrique da Silveira, Eduardo Pinho Moreira e Casildo Maldaner tendem mais pela reedição da tríplice aliança, tendo o governador como candidato à reeleição, mas tudo vai depender dos próximos movimentos, com destaque para o embate eleitoral de 2012.
A performance dos governos Dilma Rousseff e Raimundo Colombo será determinante para empurrar o pragmático PMDB para o caminho mais bem pavimentado, rumo ao poder na esfera estadual e no plano federal. Aqui no Estado, a maior preocupação peemedebista converge para a convivência do governador com as lideranças do PP, adversários históricos do PMDB.
Necessariamente Colombo teria que escolher entre o PMDB e o PP. Mesmo filiado à legenda peemedebista, o governador não teria como trazer os progressistas de aliados. Em SC, as duas agremiações são como água e vinho, com diferenças incontornáveis.