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Posts do dia 26 junho 2011

"James Brown"

26 de junho de 2011 0

Frase

26 de junho de 2011 0

“As algemas de ouro são piores que as algemas de ferro”.

Mahatma Gandhi, ativista político indiano.

Troca

26 de junho de 2011 0

Quando LHS estiver em Florianópolis, usa o escritório montado por Paulo Bauer, assim como o tucano recorre à estrutura do peemedebista em Joinville.

Entendimento

26 de junho de 2011 0

Funcionário categorizado do Banco do Brasil, mas já aposentado, Marcos Moser já acertou com a equipe de Luiz Henrique para otimizar os espaços políticos dos dois senadores eleitos em 2010.

Guerra

26 de junho de 2011 0

Em Balneário Camboriú, onde o prefeito Edison Piriquito (PMDB) é candidato forte na reeleição, Leonel Pavan será empurrado pelas bases para uma disputa plebiscitária, que bem sucedida, representaria um reforço considerável para o PSDB.

Sul

26 de junho de 2011 0

Em Criciúma e Tubarão, prefeituras administradas pelos tucanos Clésio Salvaro e Manoel Bertoncini, a aposta passaria naturalmente por suas reeleições.

Nomes

26 de junho de 2011 0

O desafio do PSDB e de Paulo Bauer é viabilizar candidaturas em cidade de expressão eleitoral como em Chapecó, Lages, São José, Itajaí, Jaraguá do Sul e Brusque.

O perfil de Bauer

26 de junho de 2011 0

Embora preserve bom relacionamento com o mineiro Aécio Neves, Paulo Bauer circula com maior desenvoltura entre os tucanos paulistas, com destaque para Fernando Henrique, Geraldo Alckmin e José Serra, que esteve na semana retrasada em Santa Catarina, desfilando pelo mercado público da Capital, repleto de tainhas.

A perspectiva de Joinville

26 de junho de 2011 0

Em Joinville, por exemplo, onde as relações entre o PSDB e o DEM sempre foram muito boas, até porque Marco Tebaldi e Darci Matos não se largavam, a expectativa é de problemas futuros, a partir do surgimento do PSD. O deputado Darci, apoiado pelo prefeito Tebaldi, em 2008, e que disputou o segundo turno contra Carlito Merss (PT), corre o sério risco de ser atropelado pela direção estadual.

Independentemente da chegada de Kennedy Nunes no PSD, o governador será pressionado por Luiz Henrique para fechar com o empresário Udo Döhler, que paralelamente está atraindo o PP, agora sem candidato, com o desembarque de Kennedy. A articulação de Udo é por intermédio do também empresário Moacir Thomazi, seu amigo de longa data.

A estratégia de LHS é isolar o PSDB de tal forma que acabe arrastando os tucanos para a candidatura de Udo Döhler. Marco Tebaldi, que por não desejar disputar a eleição lançou o empresário Ivandro Souza, poderá ser levado a assumir a condição de candidato para evitar a polarização do pleito no maior município catarinense, considerando a recandidatura de Carlito. E aí compor com o DEM e outros pequenos partidos.

Apesar da ligação com Luiz Henrique, Paulo Bauer seria levado a respaldar uma candidatura própria do PSDB, sob pena de suas pretensões em 2014 ficarem sensivelmente comprometidas. O partido tem que eleger prefeitos e vereadores, ampliar sua base estrutural. Se não avançar, fica sem base para um projeto majoritário.

Por isso que Bauer também vai estimular candidaturas nas principais cidades de médio e grande portes. Em Florianópolis e Blumenau, a sigla não pode deixar de ter candidatos. Na Capital teria que encontrar um nome com perfil empresarial ou comunitário, já que a legenda não dispõe de opção viável na esfera política.

Quanto a Blumenau, apostar todas as fichas no vereador Napoleão Bernardes, jovem e de fala fácil, que como candidato a deputado federal, em 2010, totalizou 45 mil votos só no município, suplantando o deputado Décio Lima (PT), prefeito de dois mandatos, que ainda assim se reelegeu.

Desembarque iminente do PSDB

26 de junho de 2011 0

Apesar da condição de senador, Paulo Bauer não se sentiu prestigiado nem pelo governo nem pelo governador, circunstância que o levou a desistir da nomeação de Marcos Moser para uma diretoria da SC-Par. Apontado por ele para a posição, Moser acabou assumindo a chefia do seu escritório político no Estado.

Segundo Bauer, apenas um indicado seu foi aproveitado no governo: Michel Becker, diretor Técnico da Celesc Geração. Mas ele já tomou o cuidado de chama-lo, comunicando que daqui para frente sua permanência na diretoria da estatal fica vinculada exclusivamente à cota do próprio presidente, Antonio Gavazzoni.

Paulo Bauer tomou essa iniciativa para ficar totalmente livre em relação à gestão de Raimundo Colombo. Não pretende fazer oposição, mas quer estar totalmente desatrelado de compromisso administrativo, o que poderá pavimentar um caminho alternativo para 2014.

O PSDB está instalado no governo estadual, mas sua representatividade deixou muito a desejar, se comparado com os espaços proporcionados por Luiz Henrique, especialmente no segundo mandato. Para começo de conversa, os tucanos foram alojados nas Secretarias da Saúde, Educação e Cultura, Esporte e Turismo, sem falar na presidência do Badesc.

Já Colombo, preservou a Educação, trocou o Badesc pela Casan, remanejando Dalírio Beber, mas trocou a Saúde e a Cultura, Esporte e Turismo pela esvaziada Secretaria da Ação Social e a do Planejamento, que uma pasta meio, sem capilaridade política. O PSDB também ficou insatisfeito com as Secretarias Regionais disponibilizadas.

Como 2012 é ano de eleição municipal, quando conflitos regionais geram dificuldades, não está descartada a possibilidade do PSDB começar a avaliar a hipótese buscar nova inserção político-eleitoral, ainda mais que o PP foi atraído pelo governador. Não faz parte da estrutura de poder, mas parece com mais intimidade com Raimundo Colombo do que os próprios tucanos.

Tendo um nome natural para a disputa sucessória de 2014, o PSDB pode identificar no pleito do próximo ano uma oportunidade para ganhar musculatura.

Paulo Bauer no páreo sucessório

26 de junho de 2011 0

O primeiro adversário de Raimundo Colombo, no projeto de recondução em 2014, saiu da própria aliança que o elegeu governador em outubro de 2010, e antes de completar o primeiro semestre de administração. Trata-se do senador Paulo Bauer (PSDB), que em conversas reservadas, dentro e fora do partido, já tem acenado para a disposição de concorrer ao governo do Estado.

Vice-governador de Esperidião Amin, entre 1999 e 2002, Bauer era nome natural para repetir a dobradinha, mas à época, o seu partido (PFL) o atropelou, indicando o senador Geraldo Althoff, que abriria espaço para Paulo Bornhausen, como de fato abriu. O problema é que Amin não aceitou Althoff, que tem o Sul como reduto eleitoral, ponderando que o nome teria que vir do Norte do Estado, fazendo assim um contraponto à candidatura peemedebista de Luiz Henrique.

Novamente candidato à Câmara, Paulo Bauer precisou reiniciar sua trajetória política. Como o tempo não conspirava contra ele, considerando a baixa faixa etária, em questão de poucos anos ele deu a volta por cima e hoje é senador, em confortável mandato que se estende até 2018. Isso quer dizer que no próximo pleito majoritário pode entrar como franco atirador, tendo mais quatro anos de Senado pela frente, característica semelhante a Colombo no ano passado.

Bauer não teve nenhum contratempo com Raimundo Colombo, que dispensa a ele tratamento diferenciado e até afável, mas no contexto político, o atendimento deixou a desejar. Como o presidente do PSDB, Leonel Pavan, assumiu postura de neutralidade na campanha, enquanto respondeu pelo governo, os tucanos acabaram ficando sem interlocução formal, o que levou o presidente da Casan, Dalírio Beber, a fazer a ponte partidária, privilegiando alguns poucos parlamentares.