O resultado eleitoral em Joinville, Criciúma e Lages, redutos políticos de Luiz Henrique da Silveira, Eduardo Pinho Moreira e João Raimundo Colombo, vão exercer influência na composição majoritária de 2014, mas a eleição mais estratégica para a sucessão estadual será a de Florianópolis e, por via de consequência, São José, cidades fronteiriças, hoje administradas pelos irmãos Dário e Djalma Berger.
Como Dário já começa a despontar como o principal opositor de Colombo, o desfecho das urnas nos dois municípios da Grande Florianópolis será determinante para delinear o panorama sucessório. Fica assim evidenciado de que a decisão do governador de se alinhar com o PP do casal Esperidião e Ângela Amin, na Capital, não foi por acaso. O encaminhamento foi sintomático, considerando o próximo embate estadualizado.
Alinhado com o PMDB, o PSD do governador não estabeleceria um divisor d’águas. Na hipótese da vitória do candidato a prefeito, qualquer que fosse o escolhido, Dário Berger é quem capitalizaria. Na derrota, o prejuízo seria debitado para os dois, democratizando o revés. Além do mais, as principais lideranças pessedistas não confiam nos Berger, tanto é que em São José também descartaram de pronto um entendimento com os peemedebistas.
Só para se ter uma ideia da importância de Florianópolis e São José, segundo e quarto colégios eleitorais do Estado, o somatório bate na casa dos 460 mil eleitorais, 100 mil a mais do que Joinville, que lidera individualmente o número de sufrágios em Santa Catarina.
Nenhuma outra região catarinense suplanta a Grande Florianópolis, uma vez somado o eleitorado dos cinco maiores municípios. Capital, São José, Palhoça, Biguaçú e Santo Amaro da Imperatriz alcançam a marcar de 605 mil eleitores, o que poderia fazer a diferença na próxima disputa pelo governo do Estado.




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