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Posts de abril 2012

Frase

29 de abril de 2012 0

Existe mais para se descobrir do que a inventar.
Janine Benyus, escritora americana especializada em ciências naturais.

Revezamento

29 de abril de 2012 0

Depois de oito anos com a cidade sob o comando de Ângela Amin, Florianópolis foi pilotada nos últimos oito anos por Dário Berger. Agora seria a vez de uma mulher novamente.

Charme

29 de abril de 2012 0

Se no passado os eleitores tinham medo de votar em comunista porque “comiam criancinhas”, hoje dá ibope dizer que é comunista. Também não se fala mais em foice e martelo. 

Discurso

29 de abril de 2012 0

Além de fotografar bem e formular com competência, Angela Albino tem tido boa atuação na Assembleia, como deputada. E, de quebra, é comunista, o que hoje agrada.

Cenário

29 de abril de 2012 0

Dos principais candidatos em Florianópolis, Albino é aquela que apresenta um perfil mais cosmopolita, que tem tudo a ver com o atual estrato eleitoral da Capital. Segundo levantamentos preliminares, quase 40% dos eleitores nasceram fora de Santa Catarina.

Elas

29 de abril de 2012 0

Depois da eleição de Dilma Rousseff à presidência, candidatura de mulher para cargo executivo tem tudo para sensibilizar o eleitorado, segundo recentes pesquisas de opinião. É neste contexto que o PCdoB aposta em Angela Albino e Manuela D’Ávila (Porto Alegre).

O fator Angela Albino

29 de abril de 2012 0

Em Florianópolis, cada uma das máquinas públicas se envolverá por um candidato. Se a municipal estará com Gean Loureiro, a estadual com César Souza Júnior. Já com relação à federal, sem exposição, trabalhará por Ângela Albino, tendo como protagonistas a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu.
A presidente Dilma Rousseff não se envolverá por razões óbvias: o PMDB terá candidato e o vice Michel Temer é presidente licenciado do partido, no plano nacional. Ela também não quer atrito com o governador, que já ficou insatisfeito com o tratamento dispensado pela União ao Estado, no episódio da resolução 72, aprovada no Senado por pressão do Palácio do Planalto, que mandou atropelar os interesses econômicos de Santa Catarina, Goiás e Espírito Santo.
Como representante catarinense, Ideli Salvatti não hesitará em mergulhar de cabeça na eleição de Angela Albino. Para a ministra, derrotar o governador seria uma forma de dar o troco pela humilhação sofrida em 2010, quando Raimundo Colombo abriu uma frente superior a 1 milhão de votos. Eleger Albino também seria estratégico para 2014, quando Ideli deverá concorrer à Câmara Federal. E contar com a prefeita da Capital facilitaria a caminhada eleitoral.
Pelas informações que chegam de Brasília e São Paulo, Zé Dirceu fará de tudo para ajudar Albino na empreitada. Se o PT catarinense vai oferecer a ela o tempo de rádio e televisão, o ex-ministro se encarregaria da parte logística, acionando financiadores de campanha.
O ministro Aldo Rebelo (Esportes) é o principal interlocutor de Angela Albino junto ao governo federal e ao PT, tendo sensibilizado Dirceu.

PSD quer distância dos Berger

29 de abril de 2012 0

Assim que a cúpula estadual do PMDB impôs a filiação de Djalma Berger ao partido em São José, a ex-vereadora Adeliana Dal Pont tratou de migrar para o PSD. Na eleição de 2008, Djalma elegeu-se com pouco mais de 30% dos votos, em embate com quatro grandes candidaturas. A pulverização favoreceu a família Berger, que teve em Adeliana sua principal adversária, chegando em segundo, à época abrigada na sigla peemedebista.
Em 2012, o pleito tem tudo para ser plebiscitário, com apenas dois candidatos. Enquanto o PT deverá apontar o vice de Djalma Berger, o PSDB o companheiro de chapa de Adeliana Dal Pont. Quanto aos demais partidos, vão se incorporar às respectivas coligações. Como o PDT e o PTB estão fechados com Djalma, o PP e o DEM com Adeliana.
Já em Florianópolis, o quadro apresenta características de tripolarização. A dobradinha César Souza Júnior (PSD)-João Amin (PP) tem tudo para chegar na frente para o segundo turno, mas a incógnita gira em torno de quem será o oponente. Reservadamente, pessedistas e pepistas torcem por Gean Loureiro (PMDB), pois temem que a deputada Angela Albino (PCdoB) poderia surpreender na grande final.
Comunistas e petistas, que vão estar coligados em Florianópolis, não se empenhariam tanto por Loureiro como Dário Berger e o PMDB na eventualidade de Albino enfrentar César Júnior. Apesar das diferenças políticas e pessoais com Angela Albino (leia-se operação Moeda Verde), Dário faria de tudo para elegê-la. Afinal, em apenas uma tacada, derrotaria Raimundo Colombo, Ângela e Esperidião Amin.
Se o casal é o adversário regional, que já derrotou em duas oportunidades (2004 com Chico Assis e 2008 com o próprio ex-governador de candidato), Colombo seria o oponente do futuro a ser combatido. Leitura cristalina dos peemedebistas: se não for possível ganhar com Gean Loureiro, é fundamental impedir a vitória do candidato do governador, já de olho na reeleição.
Quanto a São José, eleição de turno único, na queda de braço entre Raimundo Colombo e Dário Berger, a vitória de um vai implicar na derrota do outro, considerando também apenas duas candidaturas.

2014 passa por Florianópolis e São José

29 de abril de 2012 0

O resultado eleitoral em Joinville, Criciúma e Lages, redutos políticos de Luiz Henrique da Silveira, Eduardo Pinho Moreira e João Raimundo Colombo, vão exercer influência na composição majoritária de 2014, mas a eleição mais estratégica para a sucessão estadual será a de Florianópolis e, por via de consequência, São José, cidades fronteiriças, hoje administradas pelos irmãos Dário e Djalma Berger.
Como Dário já começa a despontar como o principal opositor de Colombo, o desfecho das urnas nos dois municípios da Grande Florianópolis será determinante para delinear o panorama sucessório. Fica assim evidenciado de que a decisão do governador de se alinhar com o PP do casal Esperidião e Ângela Amin, na Capital, não foi por acaso. O encaminhamento foi sintomático, considerando o próximo embate estadualizado.
Alinhado com o PMDB, o PSD do governador não estabeleceria um divisor d’águas. Na hipótese da vitória do candidato a prefeito, qualquer que fosse o escolhido, Dário Berger é quem capitalizaria. Na derrota, o prejuízo seria debitado para os dois, democratizando o revés. Além do mais, as principais lideranças pessedistas não confiam nos Berger, tanto é que em São José também descartaram de pronto um entendimento com os peemedebistas.
Só para se ter uma ideia da importância de Florianópolis e São José, segundo e quarto colégios eleitorais do Estado, o somatório bate na casa dos 460 mil eleitorais, 100 mil a mais do que Joinville, que lidera individualmente o número de sufrágios em Santa Catarina.
Nenhuma outra região catarinense suplanta a Grande Florianópolis, uma vez somado o eleitorado dos cinco maiores municípios. Capital, São José, Palhoça, Biguaçú e Santo Amaro da Imperatriz alcançam a marcar de 605 mil eleitores, o que poderia fazer a diferença na próxima disputa pelo governo do Estado.

Frase

22 de abril de 2012 0

Todos os pensamentos inteligentes já foram pensados; é preciso apenas tentar repensá-los.
Johann Goethe, escritor e pensador alemão.

Campanha

22 de abril de 2012 0

O problema para o PT é que Ideli se posicionou contra os interesses do Estado, o que evidentemente será explorado em período eleitoral. 

Razões

22 de abril de 2012 0

A falta de empenho da ministra das Relações Institucionais foi motivada por dois motivos: além das diferenças regionais, relembrando que Colombo colou uma frente superior a 1 milhão de votos em 2010, o fato de Ideli estar vulnerabilizada pelas últimas denúncias relacionadas ao Ministério da Pesca.

Suspiro

22 de abril de 2012 0

Ideli Salvatti também está fragilizada em sua interlocução com o Congresso, principalmente depois que promoveu mudanças dos líderes governistas na Câmara e no Senado. Ao se alinhar incondicionalmente à União na questão da resolução 72, ela ganhou uma sobrevida no ministério Dilma.

Freio

22 de abril de 2012 0

Com essas últimas semanas em Brasília, Raimundo Colombo se convenceu que jamais poderá contar com o PT catarinense. Integrante da corrente mais moderada do partido em Santa Catarina, Ideli Salvatti não fez sequer um movimento para ajudar o governo estadual.

PSD com PP e PSDB

22 de abril de 2012 0

         Se Raimundo Colombo perceber que não contará com o apoio financeiro da União para cumprir promessas assumidas na caminhada de 2010, que ajudaram a pavimentar a vitória no primeiro turno, certamente não hesitará em dar uma guinada, conservando o viés da última eleição: o alinhamento com o PSDB. Aliás, guinada essa que também levou Gilberto Kassab a trocar repentinamente o namoro com o PT do ex-presidente Lula no pleito paulistano por um respaldo incondicional ao tucano José Serra, de quem foi vice-prefeito e sucessor.
         Neste caso, fechado com o senador Aécio Neves ou, seja lá quem for o presidenciável tucano, Colombo poderia preservar o PSDB no governo, aproveitando para trazer o PP. Os dois partidos juntos representam talvez um pouco mais do que a metade da força do PMDB no Estado, mas os peemedebistas seguramente vão estar com Dilma Rousseff, ainda mais se a economia estiver bem, obrigado. Mas em 2010, boa parte dos peemedebistas catarinenses abriu uma dissidência em relação à orientação nacional? A diferença é que agora o entrosamento não é mais o mesmo!
         Na eventualidade desta nova configuração (PSD-PP-PSDB), o problema desafiador a ser enfrentado por Raimundo Colombo é que PMDB e PT teriam tudo para formar uma vigorosa coligação, reunindo na chapa majoritária lideranças como Dário Berger, Eduardo Moreira, Décio Lima e Cláudio Vignatti.