Postado por Chico Pereira
Postado por Chico Pereira
Postado por Roger Lerina
Confira no Programa de Cinema desta semana:
- Estreia de "Julie e Julia", "500 dias com ela" e "À procura de Eric"
- Cobertura especial do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, com entrevistas exclusivas e tudo sobre a noite de premiação
Não esqueça: PROGRAMA DE CINEMA, neste sábado, às 18h, com reprise às 22h15!
Postado por Chico Pereira
(foto: Aline Arruda) O filme É Proibido Fumar foi o grande vencedor do 42º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que se encerrou na noite de terça-feira com a exibição fora de competição do longa coletivo Brasília, a Última Utopia. O segundo longa da diretora Anna Muylaert levou oito prêmios entre eles melhor filme, ator (Paulo Miklos), atriz (Glória Pires), roteiro e o Prêmio da Crítica de melhor filme.
É Proibido Fumar é o segundo longa de Anna Muylaert, realizadora que ganhou o Kikito de melhor filme no Festival de Gramado já na sua estreia com Durval Discos (2002). Ambientado em São Paulo, É Proibido Fumar leva para a tela a cara e o jeito da cidade ao contar a história de Baby (Glória), uma mulher que mora sozinha no apartamento que herdou da mãe e que encontra no cigarro sua melhor companhia. Quando o músico Max (Miklos) muda-se para o apartamento vizinho ao seu, ela vê a chance de viver um romance e voltar à vida. Apesar do ritmo irregular da narrativa - que começa (bem) como uma comédia romântica divertida e esquisita e termina (não tão bem) como um drama com toques policiais -, o filme foi bem recebido pelo público em sua sessão no Cine Brasília, no domingo à noite.
Filhos de João, Admirável Mundo Novo Baiano, ótimo documentário de Henrique Dantas sobre o grupo Novos Baianos, levou o Prêmio Especial do Júri. Já o Troféu Candango de melhor curta foi para o poético Ave Maria ou A Mãe dos Sertanejos, de Camilo Cavalcante - mas o melhor filme da categoria foi o excelente Recife Frio, de Kléber Mendonça, mistura de falso documentário, comédia e ficção científica que especula o que aconteceria se a tropical capital pernambucana subitamente virasse uma cidade de temperaturas gélidas. O curta gaúcho Amigos Bizarros do Ricardinho ganhou melhor direção de arte (Vicente Saldanha). Confira abaixo a lista dos premiados:
PRÊMIOS OFICIAIS – TROFÉU CANDANGO
MELHOR FILME (JÚRI OFICIAL) – R$ 80 mil
É Proibido Fumar, de Anna Muylaert
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI – R$ 30 mil
Filhos de João, Admirável Mundo Novo Baiano, de Henrique Dantas
MELHOR DIREÇÃO – R$ 20 mil Evaldo Mocarzel (Quebradeiras)
MELHOR ATOR – R$ 10 mil Paulo Miklos (É Proibido Fumar)
MELHOR ATRIZ – R$ 10 mil Glória Pires (É Proibido Fumar)
MELHOR ATOR COADJUVANTE – R$ 5 mil Bruno Torres (O Homem Mau Dorme Bem)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE – R$ 5 mil Dani Nefussi (É Proibido Fumar)
MELHOR ROTEIRO – R$ 10 mil Anna Muylaert (É Proibido Fumar)
MELHOR FOTOGRAFIA – R$ 10 mil Gusatvo Hadba (Quebradeiras)
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE – R$ 10 mil Mara Abreu (É Proibido Fumar)
MELHOR TRILHA SONORA – R$ 10 mil Márcio Nigro (É Proibido Fumar)
MELHOR SOM – R$ 10 mil + Prêmio Dolby (licença para usar o sistema de som Dolby, equivalente a US$ 4 mil) Miriam Biderman, Ricardo Reis e Ana Chiarini (Quebradeiras)
MELHOR MONTAGEM – R$ 10 mil Paulo Sacramento (É Proibido Fumar)
PRÊMIO JÚRI POPULAR
MELHOR LONGA-METRAGEM – R$ 30 mil + Prêmio Exibição TV Brasil (R$ 30 mil e exibição no canal)
Filhos de João, Admirável Mundo Novo Baiano PRÊMIO DA CRÍTICA Melhor longa: É Proibido Fumar
Melhor curta: Recife Frio, de Kléber Mendonça Filho
PRÊMIO AQUISIÇÃO CANAL BRASIL – R$ 10 mil
Recife Frio
CURTA OU MÉDIA-METRAGEM EM 35MM
MELHOR FILME (JÚRI OFICIAL) – R$ 20 mil
Ave Maria ou A Mãe dos Sertanejos, de Camilo Cavalcante
MELHOR DIREÇÃO – R$ 10 mil Kléber Mendonça Filho (Recife Frio)
MELHOR ATOR – R$ 5 mil Elenco masculino de A Noite por Testemunha
MELHOR ATRIZ – R$ 5 mil Mariah Teixeira (Água Viva)
MELHOR ROTEIRO – R$ 5 mil Kléber Mendonça Filho (Recife Frio)
MELHOR FOTOGRAFIA – R$ 5 mil Beto Martins (Ave Maria ou A Mãe dos Sertanejos)
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE – R$ 5 mil Vicente Saldanha (Amigos Bizarros do Ricardinho)
MELHOR TRILHA SONORA – R$ 5 mil Marcus Siqueira e Thiago Cury (A Noite por Testemunha)
MELHOR SOM – R$ 5 mil Nicolas Hallet (por Ave Maria ou A Mãe dos Sertanejos e Azul)
MELHOR MONTAGEM – R$ 5 mil Guile Martins (Bailão)
PRÊMIO JÚRI POPULAR – R$ 20 mil
Recife Frio LONGA-METRAGEM EM 35MM
Postado por Roger Lerina
A última noite da Mostra Competitiva do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, na segunda-feira, teve como destaque duas produções pernambucanas: Azul, de Eric Laurence, e Faço de mim o que Quero, de Sérgio Oliveira e Petrônio de Lorena. De Minas Gerais, foi exibido o curioso documentário A Falta que me Faz, de Marília Rocha, o mais instigante longa da comeptição em Brasília.
De forma poética, Azul retrata a solidão e as ilusões de uma solitária sertaneja que espera pela volta do filho - vivido pelo grande ator Irandhir Santos. O filme é inspirado no conto Uma Doce Maneira de Ir Morrendo, de Luzilá Gonçalves Ferreira. De Sérgio Oliveira e Petrônio de Lorena, Faço de mim o que Quero misturou ritmos, cores e imagens populares em um divertido painel da música brega do Nordeste feita atualmente.
O último longa da Mostra Competitiva foi A Falta que me Faz, documentário narrativamente austero que aposta na eloquência das imagens para mostrar o cotidiano, dilemas e problemas de um grupo de amigas que vive na cidadezinha mineira de Curralinho. Competindo pela primeira vez no Festival, a diretora recordou o tempo que viveu em Brasília e as muitas idas ao Cine Brasília acompanhada pela mãe.
A cerimônia de encerramento e entrega dos prêmios rola nesta terça-feira, a partir das 20h, no Cine Brasília. Os filmes Brasília, Capital do Século, curta-metragem de Gerson Tavares, e Brasília, a Última Utopia, longa coletivo assinado por Pedro Anísio, Geraldo Moraes, Vladimir Carvalho, Pedro Jorge de Castro, Moacir de Oliveira e Roberto Pires, antecedem a cerimônia de premiação.
Postado por Roger Lerina, de Brasília
A grande expectativa da penúltima noite da Mostra Competitiva do 42º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro era o longa É Proibido Fumar, de Anna Muylaert, protagonizado por Glória Pires e Paulo Miklos - que estiveram presentes na sessão domingo à noite no Cine Brasília.
- É uma honra para nós estarmos aqui. Particularmente estou muito nervosa, pois essa é a primeira exibição do filme e gostaria de dedicar essa sessão aos músicos brasileiros e também aos 50 anos da morte de Heitor Vila-Lobos - declarou a diretora momentos antes do início da projeção.
Apesar do ritmo irregular da narrativa - que começa (bem) como uma comédia romântica divertida e esquisita e termina (não tão bem) como um drama com toques policiais -, o filme divertiu a plateia e foi aplaudido pelo público que lotou a sessão. Ambientado em São Paulo, É Proibido Fumar tem a cara da cidade, e conta a história de Baby (Glória), uma mulher que mora sozinha no apartamento que herdou da mãe e que encontra no cigarro sua melhor companhia. Quando o músico Max (Miklos) se muda para o apartamento vizinho ao seu, ela vê a chance de viver um romance e voltar à vida - mas percebe que o cigarro é o primeiro, mas não o maior de seus inimigos.
Outros dois curtas antecederam o longa na noite de domingo. O primeiro foi uma produção baiana, Carreto, de Marília Hughes e Claudio Marques, que conta uma história história de solidariedade protagonizada por um garoto no Recôncavo Baiano.
- Nós somos muito gratos ao Tinho (protagonista), porque ele se entregou de corpo e alma ao filme e se dedicou muito - disse o diretor.
Em seguida foi a vez de A Noite por Testemunha, de Bruno Torres.
- No cinema, assim como nas outras artes, podemos trabalhar com diversos temas, inclusive com os que a gente não gosta. E foi por causa de uma insatisfação minha que eu resolvi produzir esse filme - explicou o realizador.
O filme reconstitui uma tragédia que chocou não só o Distrito Federal, mas todo o país: em abril de 1997, cinco rapazes de Brasília atearam fogo em um índio pataxó que, perdido na cidade grande, dormia em um ponto de ônibus.
Postado por Roger Lerina, de Brasília

(foto: reprodução)
Lua Nova, o segundo filme da franquia "Crepúsculo", começou muito bem, obrigado, nos cinemas brasileiros. Só no período entre sexta (dia da estréia, 20 de novembro) e ontem, o longa metragem rendeu cerca de 12 milhões de reais, com quase um milhão e meio de espectadores nas salas de todo o país. Dados impressionantes: mais de 65% ddas pessoas que foram aos cinemas no fim de semana aqui no país viram o filme dirigido por Chris Weitz.
Mas, cá entre nós, isso já era mais do que esperado: qualquer um que tenha passado na frente de alguma sala de cinema no dia da pré estreia, semana passada, viu filas e mais filas de adolescentes acampados esperando pela sessão da meia noite...
Postado por Chico Pereira
O Cine Brasília ficou novamente lotadaço sábado à noite no quarto dia da mostra competitiva do 42º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.
- O filme é sobre cinismo. Cinismo e amor estão presentes nessa trama - definiu o diretor Jimi Figueiredo seu filme de ficção Verdadeiro ou Falso, primeiro curta exibido na noite, uma comédia fraquinha sobre os desencontros amorosos de um casal.
O segundo curta foi a grande atração da noite: o excelente Recife Frio é uma ficção sobre uma estranha mudança climática que transforma a tropical capital pernambucana uma cidade de clima frio.
- É um filme bastante pessoal. É um falso documentário, mas foi elaborado como se fosse um - explicou o diretor Kleber Mendonça Filho.
Com 23 minutos, o curta surpreendeu pela originalidade, misturando comédia, ficção científica e falso documentário, com cenas rodadas não apenas em Recife, mas também em outras cidades do mundo - inclusive Gramado.
Após os curtas, e ainda no calor dos aplausos entusiasmados da plateia para Recife Frio, o longa da noite foi exibido.
- Tudo o que tinha para dizer está no filme. No fim, o que eu vi foi o que eu queria ter feito - definiu Geraldo Moraes seu filme O Homem Mau Dorme Bem, ficção filmada em Mato Grosso.
A história apresenta a vida de três pessoas que se encontram por acaso em um posto de gasolina de beira de estrada. A princípio, eles não possuem ligação entre si - mas, com o desenvolver da narrativa, em flashbacks, as histórias vão se encontrando.
- O filme se explica mais pelos olhares, pelo tempo, do que realmente pela fala. Valorizei muito o espaço do posto de gasolina, do que está à margem - justificou o cineasta, santa-mariense radicado há muitos anos no Distrito Federal.
Ao final da exibição, o ator Luiz Carlos Vasconcelos, que interpreta um dos personagens principais do apenas mediano O Homem Mau Dorme Bem, confessou: - Ainda estou muito impactado, mas muito feliz em ver o resultado. Atuar com diferentes possibilidades é interessante, e estar em Brasília é sempre muito bom.
Postado por Roger Lerina, de Brasília
Mais uma vez a platéia do Cine Brasília ficou lotada na noite de sexta-feira para conferir a terceira rodada de exibições da Mostra Competitiva do 42º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O interessante curta-metragem Dias de Greve, rodado em Ceilândia (DF) e dirigido por Adirley Queirós, abriu a noite mostrando uma greve de serralheiros que é deflagrada na periferia de Brasília. Durante os dias em que ficam sem trabalhar, os grevistas redescobrem uma cidade e um tempo que não lhes pertencem mais, além de um despertar para uma consciência de classe.
- Nós vamos realizar uma sessão na Ceilândia, dia 23, projetando o filme em uma parede como forma de protesto, pois é inacreditável uma cidade com 600 mil habitantes não ter uma sala de cinema - disse o diretor do curta antes da exibição do filme.
Em seguida, foi a vez do registro poético do imaginário popular do sertão feita pelo diretor Camilo Cavalcante no curta Ave Maria ou Mãe dos Sertanejos. O filme mostra a vida da população que mora em uma pequena comunidade no sertão central de Pernambuco e espera tocar na rádio, todos os dias às 18 horas, a oração de Ave Maria interpretada por Luiz Gonzaga.
- Não é um filme sobre o sertão, mas sim com o sertão. Por isso, considero essa produção como um filme de dentro para fora - disse o diretor no palco do Cine Brasília.
Para finalizar a terceira noite da Mostra Competitiva, foi exibido o documentário Quebradeiras, do prolífico diretor Evaldo Mocarzel, que retrata a vida das mulheres quebradeiras de coco babaçu da região do Bico do Papagaio, onde os Estados do Maranhão, Tocantins e Pará têm fronteiras.
- Esse longa é diferente de tudo o que eu já produzi. É a quarta vez que estou participando do Festival de Brasília, e posso dizer que esse filme é um divisor de águas na minha vida - declarou Evaldo antes da exibição.
Sobre o documentário, o diretor acrescentou que “é recheado de vários dogmas. Um deles é a ausência de diálogos. No filme, a palavra não é falada, mas sim cantada. O segundo é o enquadramento arquitetado. Em nenhum momento utilizamos câmera na mão, por isso todos os takes foram muito bem estudados. E por último a trilha sonora. É a primeira vez que utilizo esse recurso em uma produção.
Dona Querubina, uma das quebradeiras que esteve presente na noite de sexta, disse que está muito feliz pelo filme e ainda acrescentou que sua função “é um trabalho como outro qualquer. É geração de renda e, acima de tudo, tradição”.
Postado por Roger Lerina, de Brasília
A forte chuva que caiu sobre a Capital Federal na quinta-feira não intimidou o público que lotou o Cine Brasília na segunda noite de Mostra Competitiva do 42º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. A primeira exibição foi do ótimo curta-metragem paulistano Bailão, do jovem diretor Marcelo Caetano, que retrata a memória de uma geração homossexual reprimida pela sociedade. O ponto de convergência das histórias de seus personagens é o ABC Bailão, uma casa noturna no centro de São Paulo bastante conhecida por causa de seus veteranos frequentadores - a faixa etária inclui homens de até mais de 70 anos. A produção é marcada por depoimentos de pessoas que viveram essa época e que relembram suas histórias.
Em seguida, foi a vez do Rio de Janeiro. O curta universitário Água Viva, de Raul Maciel, conta a intrigante história de uma garota (Mariah Teixeira, de Baixio das Bestas) que mistura bulimia, descoberta da sexualidade, gravidez psicológica e referências simbólicas à agua - lembrando muito o cinema da cineasta argentina Lucrecia Martel, diretora de filmes como O Pântano (2001) e A Menina Santa (2004).
- É muito importante fazer um trabalho como esse, pra nós que somos universitários, pois vemos nele a realização de grandes sonhos e abertura de muitas portas - comentou o diretor de apenas 22 anos, que em 2008 foi premiado na Oficina de Roteiro do Projeto Sal Grosso, o que lhe deu a oportunidade de realizar o curta-metragem.
A segunda noite da Mostra Competitiva terminou com a exibição do fraco documentário brasiliense Perdão, Mister Fiel, de Jorge Oliveira, sobre a morte sob tortura do operário comunista Manoel Fiel Filho, em 1976. O filme reúne depoimentos de políticos - como o presidente Lula e os ex-presidentes FHC, Sarney e Geisel -, de pessoas que foram torturadas pelos aparelhos de repressão da ditadura e também de um ex-agente do DOI-CODI - que dá uma reveladora e corajosa entrevista em que denuncia a participação de altos oficiais militares nas operações clandestinas contra oposicionistas do regime.
- Devemos rezar todos os dias pela democracia, porque aquelas pessoas que são resquícios da ditadura, como eu, sabem o que é a tortura e a perseguição política. Por isso é importante fazer com que isso chegue ao conhecimento do público através desse trabalho - disse o realizador momentos antes da exibição de seu longa, que peca pela pobreza narrativa ao tão-somente juntar uma série de entrevistas lado a lado e ao apelar para uma desnecessária e malfeita dramatização de episódios da vida de Fiel.
Também esteve presente à sessão, bastante emocionada, a viúva do operário, Thereza Fiel, que foi muito aplaudida pelo público.
- Infelizmente vocês não vão se divertir com o documentário, pois é triste ter que se deparar com essa dura realidade. Mas ao mesmo tempo é um filme necessário para que o público reflita o que aconteceu na época - comentou antes da exibição Ana Maria Rocha, produtora executiva do documentário, que concorre também ao Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Postado por Roger Lerina, de Brasília