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Quatro títulos brasileiros decididos na véspera de Natal

23 de dezembro de 2013 1

Você que é mais novo, deve estar acostumado a acompanhar apenas futebol europeu nesta época do ano. Mas até pouco tempo atrás, era bem comum ver no futebol brasileiro as competições terminando bem perto do Natal. Tanto que, antes da famosa era dos pontos corridos, quatro edições do Campeonato Brasileiro foram decididas no dia 23 de dezembro.
Em 1972, o Palmeiras foi campeão em cima do Botafogo. Sete anos depois, o Inter bateu o Vasco. Em 1998, deu Corinthians contra o Cruzeiro. Por fim, em 2001, o Atlético-PR venceu o São Caetano.

Palmeiras 1972

A década de 1970 foi uma das mais gloriosas para o Palmeiras. Especialmente entre 1972 e 1974, quando o time ficou conhecido como Esquadrão Imortal. Depois de conquistar o Campeonato Paulista de 1972, o Verdão fez uma grande campanha no Brasileirão. Tanto que chegou na final, disputada em partida única, com vantagem do empate para a equipe com melhor campanha. Por isso, o empate sem gols com o Botafogo foi o que bastou para o Palmeiras ser campeão.

PALMEIRAS 0 x 0 BOTAFOGO
Data: 23/12/1972
Local:  Morumbi, São Paulo (SP)
Árbitro: Agomar Martins (RS)
Público: 58.287
Palmeiras:
Leão; Eurico, Luís Pereira, Alfredo e Zeca; Dudu (Zé Carlos) e Ademir da Guia; Edu (Ronaldo), Madurga, Leivinha e Nei.
Técnico: Oswaldo Brandão.
Botafogo:
Cao; Valtencir, Brito, Osmar e Marinho Chagas; Carlos Roberto e Nei Conceição; Zequinha, Jairzinho, Fischer e Ademir Vicente (Ferreti).
Técnicos: Tim e Leônidas.

Inter 1979

O feito do Internacional no Brasileirão de 1979 ainda é único. O Colorado gaúcho foi campeão nacional invicto, vencendo, na decisão, o Vasco por 2 a 0 no primeiro jogo e por 2 a 1 o segundo. Em 23 jogos disputados, foram 16 vitórias e sete empates. O time, comandado por Falcão, Batista, Mário Sérgio e Jair, tinha em seu time o jovem Mauro Galvão, que completou 18 anos quatro dias antes da final, disputada no Beira-rio.

INTERNACIONAL 2 x 1 VASCO
Data: 23/12/1979
Local: Beira-Rio, Porto Alegre (RS)
Árbitro: José Favilli Neto
Gols: Jair (I), aos 40′ do 1° tempo, Falcão (I), aos 12′ e Wilsinho (V) aos 39′ do 2°
Internacional:
Benítez; João Carlos, Mauro Pastor, Mauro Galvão e Cláudio Mineiro; Batista, Falcão e Jair; Valdomiro (Chico Spina), Bira e Mário Sérgio.
Técnico: Ênio Andrade
Vasco:
Leão; Orlando, Ivan, Gaúcho e Paulo César; Zé Mario, Paulo Roberto (Xaxá) e Paulinho (Zandonaide); Catinha, Roberto Dinamite e Wilsinho.
Técnico: Oto Glória.

Corinthians 1998

O Corinthians de 1998 foi avassalador. Liderou toda a fase de classificação e pode jogar todos os jogos decisivos do mata-mata em casa. Isso numa época em que o sistema de disputa na etapa eliminatória era em melhor de três jogos. E foi assim que o Timão bateu o Cruzeiro na final, empatando em 2 a 2 em Belo Horizonte, em 1 a 1 em São Paulo e vencendo por 2 a 0 no dia 23 de dezembro, também em casa.

CORINTHIANS 2 x 0 CRUZEIRO
Data: 23/12/1998
Local: Morumbi, São Paulo (SP)
Árbitro: Carlos Eugênio Simon
Público: 57.230 pessoas
Gols: Edílson, aos 25′, e Marcelinho, aos 35′ do 2º tempo
Cartões Amarelos: Batata, Rincón e Gustavo (CO)
Corinthians:
Nei,;Índio, Batata (Cris), Gamarra e Silvinho; Ricardinho (Amaral), Rincón, Vampeta e Marcelinho; Edilson e Mirandinha (Dinei).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
Cruzeiro:
Dida; Gustavo (Alex Alves), Marcelo Djian, João Carlos e Gilberto; Valdir (Marcelo Ramos), Ricardinho (Caio), Djair e Valdo; Müller e Fábio Júnior.
Técnico: Levir Culpi.

Atlético PR 2001

Depois de aturar os rivais como únicos campeões brasileiros por quase 20 anos, enfim o Atlético-PR entrou para a seleta lista de clubes que levantaram o principal troféu do país do futebol. Em 2001, o Furacão de Alex Mineiro e Kléber Pereira bateu o então emergente São Caetano nas duas partidas — 4 a 2 em casa e 1 a 0 fora.

SÃO CAETANO 0 x 1 ATLÉTICO-PR
Data: 23/12/2001
Local: Anacleto Campanela, São Caetano do Sul (SP)
Árbitro: Carlos Eugênio Simon
Gol: Alex Mineiro, aos 21′ do 2º tempo
Cartões amarelos: Mancini, Simão e Esquerdinha (SC); Nem, Rogério Corrêa e Adriano (A)
SÃO CAETANO:
Silvio Luiz; Mancini, Daniel, Dininho e Marcos Paulo (Müller); Simão, Serginho (Bechara), Adãozinho e Esquerdinha (Marlon); Anaílson e Magrão.
Técnico: Jair Picerni.
ATLÉTICO-PR:
Flávio; Alessandro, Gustavo, Nem, Rogério Corrêa (Igor) e Fabiano; Cocito (Pires), Kleberson e Adriano; Kléber (Souza) e Alex Mineiro.
Técnico: Geninho.

Comentários (1)

  • Henrique diz: 27 de dezembro de 2013

    Lamentável o narrador chamar o Atlético Paranaense de pequeno. Pequena é a mãe.

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