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A liga pirata colombiana que mexeu com o mundo do futebol

08 de janeiro de 2014 0
Rossi, Di Stéfano e Pedernera no Millonarios. Foto: millonarios.com.co

Rossi, Di Stéfano e Pedernera no Millonarios. Foto: millonarios.com.co

Lendo o bom livro Nunca houve um homem como Heleno (Editora Zahar), pude relembrar uma das passagens mais curiosas do futebol sul-americano. No final dos anos 1940, a Colômbia criou a chamada Liga Pirata (por ser independente da Fifa) e levou para lá, com salários milionários para a época, craques como Di Stéfano, Pederneiras e o próprio Heleno de Freitas. Foi o que bastou para o jogador ficar de fora da Copa de 1950 (mas isso é assunto para outro post).
O fato é que a Liga Pirata ainda é lembrada como um dos fatos mais pitorescos do esporte bretão. Na época, o futebol profissional (e também a Fifa) ainda engatinhavam. Mesmo assim, quem se rebelasse era banido da entidade maior. Nem isso bastou e foi criada, em 1948, a Liga Dymaior (o apelido Pirata veio logo depois e acabou pegando).
O movimento de craques sul-americanos e europeus ganhou o nome de El Dorado, até hoje a era mais notável no país. Com muito dinheiro para investir, o recém-criado Millonarios levou três dos maiores craques sul-americanos da época: os argentinos Di Stéfano, Adolfo Pedernera e Néstor Rossi. Foram quatro títulos nacionais entre 1949 e 1953, consagrando uma das eras mais vitoriosas do clube.
Voltando à Liga Pirata, a competição deu tão certo e trouxe tanto retorno que em 1951 a Federação Colombiana resolveu regularizar a situação junto à Fifa. Os jogadores estrangeiros, até então em situação irregular, puderam atuar até 1954 e depois disso voltariam aos times de origem sem custo. E foi exatamente neste ano que o número de estrangeiros chegou praticamente a zero, dando fim ao El Dorado colombiano.

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