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Como foi a escolha das sedes da Copa do Mundo

28 de maio de 2014 0
Anúncio do Brasil 2014 foi feito em 2007. Foto: Ricardo Stuckert

Anúncio do Brasil 2014 foi feito em 2007. Foto: Ricardo Stuckert

Questões políticas, sociais, rodízio de continentes, votações. São vários os motivos que levam (e levaram) a Fifa a escolher as sedes das 20 edições da Copa do Mundo (2018 e 2022 fica para depois). Vamos a eles.

1930 – Uruguai

O Uruguai teve a honra de ser o primeiro país a receber o mundial. O principal motivo foi o fato de o país ter sido a principal força do futebol mundial na década de 1920, conquistando os títulos olímpicos de 1924 e 1928. Além de estar comemorando o centenário da independência.

1934 – Itália

O trabalho nos bastidores, feito pelo ditador fascista Benito Mussolini, ajudou muito para que a Itália fosse o primeiro país europeu a receber o mundial. Ele encarregou um dos generais de confiança para participar dos oito congressos da Fifa e batalhar (com o perdão do trocadilho) pela escolha do país.

1938 – França

Já havia uma acordo, na época, de se fazer um rodízio entre os continentes, por isso os argentinos estavam crentes de que receberiam o Mundial. Mas a força política francesa, que usou de seus dirigentes como Jules Rimet e Henri Delaunay A Argentina resolveu, então, boicotar a competição.

1950 – Brasil

Brasil e Alemanha disputavam a oportunidade de receber o mundial de 1942 (que, assim como o de 1946, não aconteceu por causa da 2ª Guerra Mundial). Um dos principais responsáveis por trazer o mundial para o nosso país foi o francês Jules Rimet, que exaltou a hospitalidade e as belezas naturais do Brasil.

1954 – Suíça

Dois motivos levaram a Fifa a escolher a Suíça. Um deles foi o fato de o país ser pequeno para evitar um dos principais problemas de quatro anos antes – as distâncias entre as cidades. Além disso, os suíços foram um dos poucos países europeus a se manterem neutros durante a guerra.

1958 – Suécia

O país já havia sido escolhido dez anos antes, em um congresso da Fifa realizado em Londres. A neutralidade na guerra e o fato de o país estar entre os melhores no índice de qualidade de vida contaram a favor dos suecos.

1962 – Chile

Alemanha, Espanha e Argentina eram os outros candidatos no congresso realizado em Lisboa seis anos antes do Mundial. A Fifa decidiu que, depois de acontecer duas vezes seguidas em território europeu, a Copa deveria voltar para a América do Sul. Os chilenos venceram os argentinos por 32 votos a 10.

1966 – Inglaterra

O lobby do então presidente da Fifa, o inglês Arthur Drewry, a Inglaterra foi escolhida a sede durante o congresso realizado nos Jogos Olímpicos de Roma, em 1960. A Alemanha Ocidental foi a outra candidata.

1970 – México

Os argentinos, mais uma vez, perderam a votação do congresso da Fifa. O que pesou a favor dos mexicanos foi o fato de o país receber as Olimpíadas de 1968 e essa alegação acabou conquistando os conselheiros. A Argentina, por sua vez, argumentou que seria difícil enfrentar a altitude, mas não teve êxito.

1974 – Alemanha

A escolha da Alemanha se deu em 1964 e foi facilitada depois que a Espanha desistiu da candidatura com a promessa de receber o Mundial em 1982 (o que acabou acontecendo). Nem mesmo o atentado nos Jogos Olímpicos de Munique (em 1972) fez os organizadores mudarem de ideia. A mudança foi o reforço na segurança.

1978 – Argentina

Depois de três tentativas frustradas, a Argentina conseguiu ser confirmada como sede da Copa. A escolha foi no congresso realizado em 1966. Quem se aproveitou do Mundial foi a ditadura, instaurada dois anos antes, que usou a competição para exaltar o espírito argentino e esconder as atrocidades que cometeu.

1982 – Espanha

O anúncio oficial aconteceu apenas em 1976, durante o congresso da Fifa, mas os espanhóis já sabiam que receberiam a competição desde 1966. A Espanha fez um acordo para que a Alemanha recebesse a competição em 1974 com a promessa de ser sede em 1982.

1986 – México

Foi a primeira vez que a Fifa teve que mudar de sede depois dela ter sido escolhida. A Colômbia receberia o mundial de 1986, mas problemas políticos, econômicos e sociais fizeram o país desistir da competição em outubro de 1982. Respeitando o rodízio de continentes e aproveitando a estrutura usada em 1970, o México foi escolhido.

1990 – Itália

A concorrência foi forte. No congresso realizado em 1984, sete países mostraram interesse em sediar a Copa de 1990: Itália, Alemanha, França, Grécia, Inglaterra, Iugoslávia e União Soviética. Com o futebol mais rico e organizado da época, a Itália levou a melhor.

1994 – Estados Unidos

Uma das escolhas mais polêmicas e contestadas até então. O anúncio foi feito em 1988 e foi criticado pelo fato de o futebol não ser um esporte tão popular nos Estados Unidos. Brasil (que levou apenas dois votos) e Marrocos foram os outros dois candidatos.

1998 – França

Os franceses venceram o Marrocos no congresso realizado em 1992. Foram 12 votos a favor dos europeus contra sete para os africanos. Foi também uma forma de homenagear Jules Rimet, o criador da Copa do Mundo.

2002 – Coreia do Sul e Japão

Pela primeira vez, a Copa foi dividida entre dois países. A escolha se deu em maio de 1996, quando Japão e Coreia do Sul se apresentaram como candidatos a receber o mundial. O comitê executivo decidiu, por unanimidade, que os dois realizariam o evento em conjunto. Cada país teve o próprio mascote e um comitê organizador.

2006 – Alemanha

Foi uma vitória alemã apertada, com diferença de apenas um voto para a África do Sul: 12 a 11. Também participaram da eleição Inglaterra, Marrocos e Brasil, que na última hora retirou a candidatura para apoiar os sul-africanos, em troca de apoio futuro.

2010 – África do Sul

Era desejo antigo do presidente da Fifa, Joseph Blatter, de levar a Copa para o continente africano. A escolha se deu em 2004, quando a África do Sul venceu Marrocos por 14 votos a 10. Também se candidataram o Egito, além de Líbia e Tunísia que se propuseram a organizar juntas.

2014 – Brasil

Respeitando o rodízio anunciado anos antes, já era sabido que a Copa de 2014 seria na América do Sul. Em junho de 2003, a Conmebol avisou à Fifa que Brasil, Argentina e Colômbia tinha interesse em receber a competição. Quatro anos depois, saiu o anúncio oficial, mais do que esperado, diga-se de passagem, devido ao forte trabalho de bastidores feito entre Blatter, Ricardo Teixeira e o presidente Lula.

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