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Posts na categoria "História do futebol"

Bellini e um gesto para a história

20 de março de 2014 0
O gesto inesquecível em 1958. Foto: Banco de Dados/Zero Hora

O gesto inesquecível em 1958. Foto: Banco de Dados/Zero Hora

Mais um campeão do mundo entrou de vez para a eternidade. O capitão Bellini faleceu nesta quinta-feira, aos 83 anos. Além de ter defendido apenas dois clubes na história, Vasco e São Paulo, foi o primeiro jogador a erguer um troféu de Copa do Mundo para a Seleção Brasileira, em 1958 na Suécia.

E foi o primeiro a erguer, literalmente, uma taça. O gesto, hoje tão tradicional, foi “inventado” por Bellini. Na verdade, ele apenas atendeu uma solicitação dos fotógrafos que pediram para que levantasse a Jules Rimet, alegando que a imagem ficaria melhor. Depois disso, capitães do mundo todo passaram a adotar a mesma postura.

O gesto é inesquecível. Assim como a trajetória de Bellini pelos gramados.

Os personagens históricos que viraram nome de clube de futebol

04 de fevereiro de 2014 2

Homenagear uma pessoa ao dar o nome a um clube de futebol é mais comum do que se imagina. Principalmente na América do Sul. Nas principais ligas do nosso continente, é fácil achar exemplos. Veja os principais:

Hermann AichingerAtlético Hermann Aichinger (Santa Catarina)
O Atlético de Ibirama leva o nome de um dos maiores incentivadores do clube, que doou o terreno para a construção do estádio.

Francisco BeltrãoFrancisco Beltrão (Paraná)
Da cidade de mesmo nome e que homenageia um engenheiro que ajudou na construção do município.

 

Hercílio LuzHercílio Luz (Tubarão)
Engenheiro e político, foi governador de Santa Catarina por três oportunidades.

Joel MalucelliJ. Malucelli (Paraná)
O time leva o nome de um grupo de empresas de Curitiba, fundada por Joel Malucelli, um dos maiores empreendedores do Estado.

 

José Bonifácioosé Bonifácio (São Paulo)
Também leva o nome da cidade, que homenageou o Patriarca da Independência.

Marcílio DiasMarcílio Dias (Santa Catarina)
Itajaí sempre teve tradição no setor náutico. O nome do principal time da cidade é inspirado em um marinheiro que foi herói da Batalha Naval do Riachuelo, durante a Guerra do Paraguai.

Miguel de Oliveira CoutoMiguel Couto (Rio de Janeiro)
Leva o nome do bairro onde se encontra, em Nova Iguaçu. Miguel de Oliveira Couto foi um dos mais importantes médicos do Rio de Janeiro.

Oswaldo CruzOsvaldo Cruz (São Paulo)
Outro clube que leva o nome da cidade. Osvaldo Cruz foi um médico pioneiro no estudo de doenças tropicais no Brasil.

Plácido de CastroPlácido de Castro (Acre)
O clube leva o nome da cidade onde fica sediado. José Plácido de Castro foi o líder da Revolução Acriana e governou o Estado Independente do Acre.

Rolim de MouraRolim de Moura (Rondônia)
Leva o nome da cidade, que por sua vez homenageou Antônio Rolim de Moura Tavares, primeiro conde de Azambuja e 10º vice-rei do Brasil.

Sampaio CorrêaSampaio Corrêa (Maranhão)
Apesar de ter um nome próprio, a primeira diretoria tirou este nome de um hidroavião que pousou na cidade de São Luís poucos meses antes da fundação.

Vasco da GamaVasco da Gama (Rio de Janeiro)
O time do Rio de Janeiro se inspirou no “nome do heróico português” que se notabilizou por desbravar os mares.

General VelásquezGeneral Velásquez (Chile)
José Velásquez Bórquez foi um militar chileno que participou da guerra civil de 1859 apoiando o governo de Manuel Montt Torres.

Guillermo BrownGuillermo Brown e Almirante Brown (Argentina)
Na verdade, ele se chamava Willian Brown e era inglês, mas na Argentina ficou conhecido como Guillermo. Foi o primeiro almirante da marinha dos hermanos.

 

OHigginsO’Higgins (Chile) e Bernardo O’Higgins (Argentina)
Político sul-americano que foi governador do Estado do Chile e vice-rei do Peru.

Vélez SársfieldVélez Sársfield (Argentina)
Nome de um ilustre jurista argentino.

Cesar VallejoUniversidad César Vallejo (Peru)
A universidade que dá nome ao time homenageia um dos maiores poetas hispano-americanos da história.

A liga pirata colombiana que mexeu com o mundo do futebol

08 de janeiro de 2014 0
Rossi, Di Stéfano e Pedernera no Millonarios. Foto: millonarios.com.co

Rossi, Di Stéfano e Pedernera no Millonarios. Foto: millonarios.com.co

Lendo o bom livro Nunca houve um homem como Heleno (Editora Zahar), pude relembrar uma das passagens mais curiosas do futebol sul-americano. No final dos anos 1940, a Colômbia criou a chamada Liga Pirata (por ser independente da Fifa) e levou para lá, com salários milionários para a época, craques como Di Stéfano, Pederneiras e o próprio Heleno de Freitas. Foi o que bastou para o jogador ficar de fora da Copa de 1950 (mas isso é assunto para outro post).
O fato é que a Liga Pirata ainda é lembrada como um dos fatos mais pitorescos do esporte bretão. Na época, o futebol profissional (e também a Fifa) ainda engatinhavam. Mesmo assim, quem se rebelasse era banido da entidade maior. Nem isso bastou e foi criada, em 1948, a Liga Dymaior (o apelido Pirata veio logo depois e acabou pegando).
O movimento de craques sul-americanos e europeus ganhou o nome de El Dorado, até hoje a era mais notável no país. Com muito dinheiro para investir, o recém-criado Millonarios levou três dos maiores craques sul-americanos da época: os argentinos Di Stéfano, Adolfo Pedernera e Néstor Rossi. Foram quatro títulos nacionais entre 1949 e 1953, consagrando uma das eras mais vitoriosas do clube.
Voltando à Liga Pirata, a competição deu tão certo e trouxe tanto retorno que em 1951 a Federação Colombiana resolveu regularizar a situação junto à Fifa. Os jogadores estrangeiros, até então em situação irregular, puderam atuar até 1954 e depois disso voltariam aos times de origem sem custo. E foi exatamente neste ano que o número de estrangeiros chegou praticamente a zero, dando fim ao El Dorado colombiano.

Confira os 41 clubes de futebol que chegam ao centenário em 2014

02 de janeiro de 2014 1

A lista de clubes que completam 100 anos em 2014 tem 41 nomes e conta desde times tradicionais, como Palmeiras, Paysandu, Santa Cruz e Ceará, e equipes obscuras do futebol sueco e croata. Confira na lista abaixo quem chega ao centenário neste ano.

Corumbaense FC

1º/1 – Corumbaense FC
Corumbá (MS)

Rampla Juniors FC

7/1 – Rampla Juniors FC
Montevidéu (Uruguai)

Reggina C

11/1 – Reggina Calcio
Reggio Calabria (Itália)

Altay SK

16/1 – Altay SK
Izmir (Turquia)

CA Patronato JC

1º/2 – CA Patronato JC
Paraná (Argentina)

Paysandu SC

2/2 – Paysandu SC
Belém (PA)

Santa Cruz FC

3/2 – Santa Cruz FC
Recife (PE)

IA Sud América

15/2 – IA Sud América
Montevidéu (Uruguai)

Cachoeira FC

24/2 – Cachoeira FC
Cachoeira do Sul (RS)

FK Vojvodina

6/3 – FK Vojvodina
Novi Sad (Sérvia)

Halmstads BK

6/3 – Halmstads BK
Halmstads (Suécia)

Olympico FC

23/3 – Olympico FC
Bom Jesus do Itabapoana (RJ)

Aris FC

25/3 – Aris FC
Salónica (Grécia)

Ljungby IF

1º/4 – Ljungby IF
Ljungby (Suécia)

América FC

12/4 – América FC
Recife (PE)

Club Sportivo Belgrano

15/4 – Club Sportivo Belgrano
San Francisco (Argentina)

SC Flamengo

20/4 – SC Flamengo
Recife (PE)

Iraty SC

21/4 – Iraty SC
Irati (PR)

CA General Paz Juniors

27/4 – CA General Paz Juniors
Córdoba (Argentina)

NK Lokomotiva
1º/5 – NK Lokomotiva
Zagreb (Croácia)

Ordem e Progresso FC

6/5 – Ordem e Progresso FC
Bom Jesus do Norte (ES)

PFC Levski Sofia

24/5 – PFC Levski Sofia
Sofia (Bulgária)

FC STK 1914 Samorín
1º/6 – FC STK 1914 Samorín
Samorín (Eslováquia)

Americano FC

1º/6 – Americano FC
Campos (RJ)

Ceará SC

2/6 – Ceará SC
Fortaleza (CE)

Democrata FC

14/6 – Democrata FC
Sete Lagoas (MG)

Aalesunds FK

15/6 – Aalesunds FK
Alesund (Noruega)

CAF Midland

28/6 – CAF Midland
Libertad (Argentina)

FC Meyrin

1º/7 – FC Meyrin
Meyrin (Suíça)

CA Defensores Unidos de Zárate

14/7 – CA Defensores Unidos de Zárate
Zárate (Argentina)

Enskede IK

19/7 – Enskede IK
Enskede (Suécia)

Madureira EC

8/8 – Madureira EC
Rio de Janeiro (RJ)

12 de Octubre FC

14/8 – 12 de Octubre FC
Itauguá (Paraguai)

Portimonense SC

14/8 – Portimonense SC
Portimão (Portugal)

SE Palmeiras

26/8 – SE Palmeiras
São Paulo (SP)

Tombense EC

7/9 – Tombense FC
Tombos (MG)

Botafogo SC

1º/11 – Botafogo SC
Salvador (BA)

EC Taubaté

1º/11 – EC Taubaté
Taubaté (SP)

SC Espinho

11/11 – SC Espinho
Espinho (Portugal)

Jabaquara AC

15/11 – Jabaquara AC
Jabaquara (SP)

União Agrícola Barbarense FC

22/11 – União Agrícola Barbarense FC
Santa Bárbara d’Oeste (SP)

Vá em paz, Pai Santana

01 de novembro de 2011 3

O Vasco em 1980; em pé: Mazaropi, Paulinho Pereira, Orlando, Juan, Carlos Alberto Pintinho e João Luis; agachados: Pai Santana, Wilsinho, Paulo Roberto, Roberto Dinamite, Catinha e Paulo César Caju.

Sou flamenguista, mas a memória de Pai Santana correndo pelo gramado do Maracanã é uma das cenas mais marcantes da minha infância. Ao lado do ex-roupeiro Neném Prancha, pode ser considerado uma das grandes figuras do futebol carioca. Cada um teve sua importância na história. Pai Santana foi muito mais que um massagista. Foi um guia espiritual, um bruxo, uma lenda, um torcedor ilustre.
Eduardo Santana nasceu na Bahia e tentou a carreira como boxeador. Começou no Bahia, passou por Botafogo, Fluminense e Seleção Brasileira. Chegou no clube da Colina em 1953. E chegou até a comandar o time em um torneio disputado em Curitiba, em 1974, levando, inclusive, o título.
Em 2004, Pai Santana sofreu um AVC e passou a usar cadeira de rodas. Mesmo assim, sempre que podia, dava um pulinho em São Januário. O editor de arte de A Notícia e vascaíno fanático, Fábio Abreu, diz lembrar de um jogo que foi acompanhar com o pai no Maracanã. Quando Pai Santana entrou correndo no gramado, Abreu, ainda criança e sem entender, pediu para o pai quem era aquele “intruso”. O pai simplesmente respondeu: “aquele ali é o maior massagista do Brasil”.

No vídeo abaixo, uma matéria da Rede Globo sobre o histórico personagem.

A história dos cartões na Copa do Mundo

24 de outubro de 2011 1

Árbitro mostra o primeiro cartão vermelho da história das Copas e ganha capa de revista turca

A evolução do futebol nem sempre é rápida como esperamos que seja. Os cartões, por exemplo, surgiram apenas na Copa do Mundo do México, em 1970. Antes disso, os juízes se comunicavam através de gestos e com o próprio apito para advertir um jogador. A necessidade do cartão se deu porque era muito difícil um árbitro grego, por exemplo, se comunicar com um jogador japonês.
Mesmo assim, as primeiras sete edições de Copa do Mundo (até 1962) somaram 18 expulsões. Ou, no caso, exclusões da partida. A primeira delas foi em 1930, no jogo em que a Romênia venceu o Peru por 3 a 1. O zagueiro peruano De Las Casas foi para o chuveiro mais cedo porque empurrou o árbitro chileno Alberto Warken.
O primeiro cartão vermelho propriamente dito foi dado em 1974, na Alemanha. E o responsável pela façanha foi o chileno Carlos Caszely, que foi expulso aos 22 minutos do segundo tempo na derrota da seleção dele para a Alemanha por 1 a 0. O árbitro que deu o cartão foi o turco Dogan Babacan, que acabou ganhando até capa de publicações turcas.
Na história, a equipe mais indisciplinada é a Argentina, que já levou 103 cartões no total, sendo dez vermelhos e 93 amarelos. Logo atrás vem a Alemanha com 98 (6/92), Itália com 87 (7/80) e Brasil com 83 (9/74). Estes dados incluem o período pré-cartões.

Números de cartões ano a ano:
1930 (Uruguai) – 1 expulsão em 18 jogos
1934 (Itália) – 1 expulsão em 17 jogos
1938 (França) – 4 expulsões em 18 jogos
1950 (Brasil) – Nenhuma advertências em 22 jogos
1954 (Suíça) – 3 expulsões em 26 jogos
1958 (Suécia) – 3 expulsões em 35 jogos
1962 (Chile) – 6 expulsões em 32 jogos
1966 (Inglaterra) – 20 advertências e cinco expulsões em 32 jogos
1970 (México) – 33 amarelos em 32 jogos
1974 (Alemanha) – 85 amarelos e 5 vermelhos em 38 jogos
1978 (Argentina) – 58 amarelos e 3 vermelhos em 38 jogos
1982 (Espanha) – 98 amarelos e 5 vermelhos em 52 jogos
1986 (México) – 132 amarelos e 8 vermelhos em 52 jogos
1990 (Itália) – 162 amarelos e 15 vermelhos em 52 jogos
1994 (EUA) – 135 amarelos e 15 vermelhos em 52 jogos
1998 (França) – 258 amarelos e 22 vermelhos em 64 jogos
2002 (Japão e Coreia do Sul) – 266 amarelos e 17 vermelhos em 64 jogos
2006 (Alemanha) – 326 amarelos e 28 vermelhos em 64 jogos
2010 (África do Sul) – 262 amarelos e 17 vermelhos em 64 jogos

Vasco instituiu o bicho no futebol brasileiro

13 de outubro de 2011 0

Hoje em dia, bicho no futebol é algo bem comum. Se você nunca ouviu falar, bicho é uma remuneração extra que os jogadores recebem por objetivo alcançado: uma vitória, um título ou uma boa campanha. Mas você sabia que o clube que instituiu essa remuneração foi o Vasco?
Em 1923, o clube alvinegro estreou na Liga Metropolitana, o campeonato carioca da época. E foi campeão (foto). Os portugueses, eufóricos com o time, tinham o hábito de apostar na vitória do Vasco. E como quase sempre ganhavam, começaram a dividir o lucro com os jogadores. Mas como amadores, eles não podiam receber em dinheiro.
Criou-se então uma espécie de tabela. De acordo com a importância do adversários, os jogadores recebiam um animal. Ia desde um coelho até uma vaca. Uma vitória contra o América, campeão do ano anterior, valia uma vaca. Já ganhar do Fluminense resultava em duas ovelhas e um porco. Criou-se então o bicho.

Como surgiu a expressão Fla-Flu

10 de outubro de 2011 0

Crédito: André Portugal/Vipcomm

No domingo tivemos mais um Fla-Flu emblemático. Polêmicas, declarações fortes, lances duvidosos, erros de arbitragem, cusparada e, claro, muitos gols. Coincidementente, na segunda-feira cheguei na parte do livro que estou lendo e que explica como surgiu a abreviação mais famosa dos clássicos brasileiros. Este exemplar quem me emprestou foi o editor de Arte de A Notícia, Fábio Abreu, e trata-se de uma reedição de um dos livros clássicos sobre a história do futebol brasileiro. Chama-se “O Negro no Futebol Brasileiro”, escrito pelo jornalista Márcio Filho, lançado originalmente na década de 40 e reeditado no início da década passada.
Vamos à história. O futebol no Flamengo surgiu em 1911, quando alguns atletas e dirigentes, descontentes com o Fluminense, deixaram o Tricolor e aportaram no rubro-negro, que até então disputava apenas competições de remo. O primeiro jogo entre os dois aconteceu no dia 7 de julho de 1912, com vitória do Flamengo por 3 a 2.
Os clubes dividiam a atenção no início da década de 20, principalmente pela resistência a adesão de negros no plantel. Eles defendiam o amadorismo, como forma de permitir que apenas famílias tradicionais tivessem acesso ao clube e, consequentemente, pudessem jogar futebol. As diretorias, aliás, chegaram a encabeçar a criação de uma liga independente para permitir que apenas clubes selecionados por eles pudessem disputar o campeonato. A medida foi tomada depois que o Vasco, que tinha muitos negros e brancos de origem pobre no elenco, conquistou o Estadual.
O primeiro registro da expressão Fla-Flu tem registro no dia 9 de outubro de 1925, na edição de “O Jornal”. A notícia dava conta da convocação da Seleção Carioca para o Campeonato Brasileiro. Somente jogadores dos dois clubes foram convocados, o que causou um grande mal-estar entre os outros filiados. A expressão até ganhou tom pejorativo na época.
Felizmente, a história corrigiu alguns erros do passado e transformou o clássico em um dos mais charmosos (e disputados) do país. No vídeo abaixo, imagens históricas do século 20, de um Fla-Flu que já reunia multidões. Não dá para se precisar o ano, mas vale a pena assistir.

O maior erro de arbitragem do futebol brasileiro

21 de setembro de 2011 10

Em uma enquete rápida no meu twitter (@julimarpivatt0), perguntei aos seguidores o maior erro de arbitragem que eles lembram. Uns falaram da final do Brasileiro de 1995, quando o árbitro Márcio Rezende de Freitas foi decisivo no título do Botafogo. Também lembraram da semifinal do Paulista de 1998, entre Corinthians e Portuguesa. E até da decisão entre Corinthians e Brasiliense na Copa do Brasil de 2002.
Todas são histórias mais recentes e que você deve ter acompanhado. Eu, apesar de não ter visto, sempre penso na final da Copa do Mundo de 1966, quando a Inglaterra venceu com um gol irregular. Pela importância, eu acredito que tenha sido o maior erro da história do futebol. Mas em terras brasilerias, eu sempre ouvi falar da final do Campeonato Paulista de 1973, para mim o erro mais grotesco do futebol brasileiro, responsável por colocar um asterisco na lista de campeões.
Santos e Portuguesa se enfrentaram pela decisão do título. Após dois empates em 0 a 0 (no tempo normal e na prorrogação), a partida foi para os pênaltis. O Santos perdeu a primeira cobrança e converteu as outras duas. A Portuguesa perdeu as três primeiras, mas ainda tinha chances de empatar. O árbitro Armando Marques se confundiu na contagem e encerrou a partida quando a Lusa perdeu a terceira cobrança. O Santos fez a festa no gramado e a confusão só foi resolvida horas depois.
Dirigentes da Federação Paulista de Futebol procuraram Marques, que reconheceu o erro. Chegou a se cogitar a possibilidade dos atletas voltarem para cobrar as penalidades restantes, mas muitos já haviam até deixado o vestiário. Para evitar confusão, houve um consenso e os dois times foram declarados campeões daquele ano.

E para você, qual foi o maior erro de arbitragem do futebol? Quem sabe com a ajuda de vocês eu monte uma lista com os jogos mais polêmicos.

No vídeo abaixo, exibido pelo exinto Canal 100, os melhores momentos da final paulista de 1973.

O futebol na Bolívia começou nas alturas

12 de setembro de 2011 1

A Bolívia nunca foi um berço de craques. Talvez o maior deles seja a altitude, mas esta só entra em campo em casa e em apenas alguns estádios. A importância da altitude é comprovada historicamente. O futebol chegou no país no fim do século 19 na região de Potosí, que fica a 4 mil metros acima do nível do mar. O primeiro clube a surgir foi o Oururo Royal, em 1896, na cidade vizinha que fica a 3,7 mil metros de altitude.
Os times foram surgindo e, com eles, a necessidade de se criar uma associação que os representasse e organizasse campeonato. Em 1914, surgiu a Associação de Futebol de La Paz, que organizou o primeiro torneio nacional amador, vencido pelo The Strongest.
Até que se percebeu também a necessidade de montar uma seleção que representasse todo o país. A ideia começou a ser formada com a fundação da Federação Boliviana de Futebol, em 12 de setembro de 1925. A estreia do selecionado foi logo em um torneio oficial. No ano seguinte, confirmou presença no então Torneio Sul-Americano, disputado no Chile. Nem mesmo a amarga derrota para os donos da casa, por 7 a 1, impediu que o povo boliviano desistisse da paixão pelo futebol. O destaque do jogo foi Teofilo Aguilar, que entrou para a história ao marcar o primeiro gol da história da seleção.
O grande título do país foi a Copa América de 1963. Jogando em casa, venceu o Brasil por 5 a 4 na decisão disputada na altitude de La Paz. Países como Argentina e Brasil mandaram times considerados reservas e o Uruguai sequer disputou o campeonato. A Bolívia não estava nem aí e aproveitou para fazer história.

Federação Boliviana de Futebol
Fundação: 12/9/1925 (86 anos)
Sedes: Cochabamba, La Paz e Santa Cruz
Site: www.fbf.com.bo
Principal Título: 1 Copa América (1963)
Três participaçõs em Copas do Mundo: 1930 (12º lugar), 1950 (13º lugar) e 1994 (21º lugar)

Confira abaixo, o primeiro de uma série de vídeos com a história do futebol na Bolívia. As imagens são sensacionais, com destaque para a participação do time na Copa do Uruguai, em 1930. Apesar de ser em espanhol, está bem fácil de ser compreendido. Atentem para a foto que aparece aos 2min57 e prestem atenção no narrador.

Historia del Fútbol Boliviano parte 1. 1896-1963 from Borja de Mesa on Vimeo.