
O Vasco em 1980; em pé: Mazaropi, Paulinho Pereira, Orlando, Juan, Carlos Alberto Pintinho e João Luis; agachados: Pai Santana, Wilsinho, Paulo Roberto, Roberto Dinamite, Catinha e Paulo César Caju.
Sou flamenguista, mas a memória de Pai Santana correndo pelo gramado do Maracanã é uma das cenas mais marcantes da minha infância. Ao lado do ex-roupeiro Neném Prancha, pode ser considerado uma das grandes figuras do futebol carioca. Cada um teve sua importância na história. Pai Santana foi muito mais que um massagista. Foi um guia espiritual, um bruxo, uma lenda, um torcedor ilustre.
Eduardo Santana nasceu na Bahia e tentou a carreira como boxeador. Começou no Bahia, passou por Botafogo, Fluminense e Seleção Brasileira. Chegou no clube da Colina em 1953. E chegou até a comandar o time em um torneio disputado em Curitiba, em 1974, levando, inclusive, o título.
Em 2004, Pai Santana sofreu um AVC e passou a usar cadeira de rodas. Mesmo assim, sempre que podia, dava um pulinho em São Januário. O editor de arte de A Notícia e vascaíno fanático, Fábio Abreu, diz lembrar de um jogo que foi acompanhar com o pai no Maracanã. Quando Pai Santana entrou correndo no gramado, Abreu, ainda criança e sem entender, pediu para o pai quem era aquele "intruso". O pai simplesmente respondeu: "aquele ali é o maior massagista do Brasil".
No vídeo abaixo, uma matéria da Rede Globo sobre o histórico personagem.













